Mulher

09/07/2015 02:04 - Atualizado em 18/11/2016 02:36

Casos de infarto em mulheres aumentam: Reconheça os sintomas

Público feminino já corresponde a até 40% dos casos de infarto na população.

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Redação

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Embora o câncer de mama seja uma das principais preocupações femininas quando o assunto é saúde, são as doenças cardiovasculares as principais causas de morte entre as mulheres brasileiras. Segundo dados do Ministério da Saúde, a incidência do infarto em mulheres aumentou consideravelmente, nos últimos anos.

Para se ter uma ideia, na década de 1970, apenas 10% das pessoas que sofriam um infarto eram do sexo feminino. Atualmente, para cada dez ocorrências, quatro são de infarto em mulheres.

A mudança do estilo de vida feminino e o estresse, que coincide com o aumento de responsabilidades das mulheres no mercado de trabalho nesse mesmo período, estão entre as explicações de especialistas para esse fenômeno.

infarto em mulheres

Sintomas do infarto em mulheres são atípicos

O grande problema na prevenção e até mesmo na identificação de um infarto em mulheres é que o quadro clínico inicial envolve sintomas pouco característicos, que acabam sendo confundidos com problemas de saúde menos graves. Em vez de dor no peito e amortecimento do braço esquerdo, pode ocorrer falta de ar, dor de estômago, náuseas e dor na mandíbula.

A demora em consultar um cardiologista contribui para o crescimento das estatísticas de infarto em mulheres. Precocemente, é possível diagnosticar a presença de placas de gordura nas artérias do coração, responsáveis pelo bloqueio do órgão. Isso é possível por meio de eletrocardiogramas e exames de imagem mais precisos.

“A mulher, por ser mais resistente à dor, tende a esperar mais tempo para procurar ajuda. No caso do infarto, o atendimento imediato faz a grande diferença", alerta o médico Alexandre Galvão, do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano, de São Paulo.

"A demora no diagnóstico compromete mais e mais o músculo cardíaco, retardando o tratamento adequado para desobstruir a artéria comprometida e promover a liberação da passagem de sangue para o coração”, acrescenta.

Estilo de vida saudável ajuda na prevenção

Além de auxiliar no diagnóstico, o avanço tecnológico também possibilita mais eficiência no tratamento do infarto em mulheres. O uso de stents com medicamentos ajuda a manter a artéria doente aberta, por exemplo.

A própria cirurgia de ponte de safena, com técnicas minimamente invasivas usadas atualmente, propicia melhor resultado estético, pois a cicatriz é reduzida. Também há menos dor no pós-operatório, além de uma recuperação mais rápida.

Vale lembrar que o infarto em mulheres é mais comum após a menopausa e há fatores hereditários que elevam o risco de problemas cardiovasculares. Se você pertence a um desses grupos, não hesite em procurar um cardiologista para fazer exames preventivos.

Porém, a principal atitude de prevenção é manter um estilo de vida saudável para reduzir as taxas de colesterol e de gordura no organismo. O médico Alexandre Galvão aconselha a prática de atividade física por pelo menos 30 minutos ao dia, três vezes por semana.

Não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso, evitar alimentos gordurosos e ricos em sal e incluir verduras e frutas na dieta são outras precauções para manter a saúde do coração em dia.

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