Mulher

21/10/2014 07:01 - Atualizado em 29/11/2016 12:27

Anel intravaginal é método para prevenir gravidez indesejada

Anel intravaginal é seguro e não interfere nas relações sexuais.

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Redação

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Um pequeno anel, transparente e flexível. Difícil de acreditar que isso possa ser um método contraceptivo, certo? Mas esse aro é uma das mais modernas formas de prevenir a gravidez. Conhecido como anel intravaginal, o produto é de fácil aplicação, não interfere nas relações sexuais e libera hormônios que são absorvidos pelo organismo, sendo tão eficaz quanto a pílula.

Como funciona o anel intravaginal

O funcionamento do anel intravaginal ocorre da mesma forma que o dos demais métodos contraceptivos: o estrogênio e a progesterona que entram em contato com o sangue impedem o funcionamento do FSH, Hormônio Folículo Estimulante, e do LH, Hormônio Luteinizante. Ambos os hormônios são responsáveis pelo processo de maturação do óvulo, que o deixa pronto para ser fecundado.

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Depois de colocado na vagina, o anel começa a liberar uma determinada quantidade de hormônios, com frequência diária. As substâncias são absorvidas pela mucosa vaginal, entrando imediatamente em contato com a corrente sanguínea. Outra forma que o produto tem de impedir a gravidez é o aumento da mucosa da vagina, dificultando a passagem do espermatozoide.

O anel deve ser usado durante três semanas do mês, sem ser retirado. Após esse período, o aro deve ser descartado e se inicia uma pausa de uma semana, para que a mulher possa menstruar. Ao fim desse período, que coincide com o primeiro dia da menstruação, um novo anel deve ser colocado, para que a não haja riscos de concepção.

Prós e contras do anel intravaginal

A sua eficácia de 99,7% é o principal ponto positivo do anel intravaginal. Se colocado corretamente, o anel não interfere na relação sexual e ainda pode deixá-la melhor, já que sem a preocupação com a gravidez, a mulher pode ficar mais relaxada. Outro ponto positivo é a diminuição do risco de esquecer-se da prevenção, já que o hormônio é liberado automaticamente e o anel é trocado uma vez ao mês.

O fato da liberação hormonal ser mais gradual e constante faz com que o ciclo menstrual fique mais regulado do que permite a pílula anticoncepcional. Além disso, as dores desse período são reduzidas. O fígado, muito afetado pelo uso do comprimido, também é poupado com o uso do anel, já que o hormônio vai diretamente para a corrente sanguínea, sem necessidade de digestão.

Mas o anel intravaginal não tem apenas benefícios. O fato de não prevenir contra nenhum tipo de doença sexualmente transmissível ou infecções provocadas por micro-organismos é uma das desvantagens do método. Outro ponto negativo é a conservação do anel. Para se manter eficaz o produto deve ser mantido na geladeira até o dia de ser colocado.

Como colocar

Para inserir corretamente o aro contraceptivo, escolha uma posição que lhe deixe confortável e que permita o acesso fácil à entrada da vagina. Com os dedos polegar e indicador formando uma espécie de pinça, pressione os lados opostos do anel intravaginal, até que um lado encontre o outro.

Posicione o anel na entrada da vagina e cuidadosamente, usando o dedo médio ou indicador, empurre-o para dentro do canal vaginal até que você não sinta mais desconfortos. O anel vai se adaptar naturalmente ao espaço e os músculos da vagina serão os responsáveis por mantê-lo no lugar.

Quando quiser retirar o anel, introduza o dedo indicador no canal vaginal até sentir o anel. Faça um movimento de gancho com o dedo e então puxe o aro, até que ele saia da vagina.

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