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01/12/2014 12:00 - Atualizado em 25/11/2016 05:33

Aids na gravidez: Quais os principais cuidados com a saúde

Exames e acompanhamento constantes são essenciais para tratar a Aids na gravidez.

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Redação

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A Aids é uma doença extremamente grave e incurável. Ela ataca o sistema imunológico e destrói todas as barreiras que o corpo cria para combater as demais doenças. Mas é na gestação que ela aumenta seus riscos. Isso porque não cuidar da Aids na gravidez é correr o risco de infectar o bebê com uma doença que ele terá de carregar por toda a vida.

Como tratar a Aids na gravidez

O tratamento da Aids é feito com um coquetel de medicamentos antirretrovirais, que combatem o vírus HIV. Os remédios têm esse nome por serem antídotos de um retrovírus, um micro-organismo que muda de forma e de DNA constantemente, dificultando a descoberta de sua cura. São compostos fortíssimos que serão repassados ao bebê pelo cordão umbilical.

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Apesar disso, as mulheres que possuem Aids na gravidez não devem interromper o tratamento ao descobrirem a gestação. A interrupção do medicamento faz com que o vírus ganhe muito mais força e acabe deixando a mulher debilitada. Com a saúde da mãe fragilizada, a criança não tem onde buscar forças ou energia para se desenvolver.

Ao descobrir a gravidez, mantenha-se no tratamento com coquetel medicamentoso e procure um infectologista para saber como proceder. Durante toda a gestação, a mulher precisa acompanhar, através de exames, os níveis de carga viral que possui e o número de células CD4, que são as responsáveis pela defesa do corpo.

Ter Aids na gravidez é viver em estado constante de alerta. Os resultados dos exames é que determinam o andamento do tratamento. Dependendo da saúde da mãe, o médico pode optar por pausar o coquetel AZT durante os primeiros três meses de gestação, que são cruciais para a formação do bebê e para a estabilização da gravidez.

Mas nunca uma mulher que possua Aids na gravidez pode passar os nove meses da gestação sem tomar o coquetel de tratamento. A carga viral do corpo feminino precisa se manter baixa para que a imunidade da mãe se mantenha elevada e para que não haja altos riscos de tranmissão do vírus HIV para o bebê. Quanto mais vírus a mãe tiver no corpo, mais riscos a criança corre.

Aids na gravidez: Como evitar a transmissão para o bebê

Para evitar a transmissão da Aids na gravidez, o primeiro passo é passar pelos testes no acompanhamento pré-natal. Todas as mulheres grávidas devem fazer os exames para detectar se são ou não portadoras do vírus HIV, um dos que mais afeta a população brasileira, tanto feminina quanto masculina.

Outro procedimento que busca diminuir os riscos de contágio da criança é a administração de uma alta dose do coquetel AZT durante algumas horas antes do parto. Isso diminui drasticamente os níveis de carga viral no corpo da gestante e ajuda a evitar a transmissão vertical do HIV para a criança. O bebê também deve tomar o coquetel nas primeiras seis semanas de vida.

O Ministério da Saúde recomenda a suspensão total do aleitamento materno e a tentativa de inibição da produção de leite com medicamentos. A ingestão do leite materno pela criança faz com que ela tenha contato com o vírus. Ou seja, mesmo que ela não tenha sido infectada durante a gestação, em um simples gole de leite, ela pode passar a ser portadora da Aids.

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