Homem

08/09/2015 03:35 - Atualizado em 09/12/2016 03:43

Síndrome de Klinefelter deixa traços femininos no homem

Alteração no número de cromossomos aumenta a produção de hormônios femininos.

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Redação

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A síndrome de Klinefelter é uma condição genética na qual o indivíduo apresenta uma anormalidade no número de cromossomos sexuais. Considerado raro, o problema faz com que pessoas do sexo masculino apresentem características mais femininas.

A síndrome foi descoberta por Harry Klinefelter, em 1942. Para entender a anomalia, é preciso relembrar as aulas de Biologia, em que aprendemos que as pessoas, em geral, possuem 46 cromossomos. Quando existe um acréscimo nesse número, acontecem as alterações.

Todos os homens, em específico, possuem um cromossomo X e um Y. Na síndrome de Klinefelter, o paciente possui dois cromossomos X. Entenda quais são as consequências disso.

paciente com sindrome de klinefelter e medica

Entenda a síndrome de Klinefelter

O portador da síndrome possui o cromossomo Y, ou seja, ele é considerado do sexo masculino. No entanto, diante da anormalidade na quantidade do cromossomo X, o indivíduo tende a apresentar sintomas como crescimento das mamas, poucos pelos, pênis pequeno, menor quantidade de massa muscular, falta de produção de espermatozoides (infertilidade) e distribuição feminina do tecido adiposo.

Os níveis de estrogênio, hormônio feminino, são mais elevados que os de testosterona, hormônio masculino. A redução nos níveis de testosterona também reflete diretamente nas características hormonais dos portadores da condição genética, contribuindo para traços mais femininos que o normal.

O diagnóstico é raro nos primeiros anos de vida. De maneira geral, a síndrome chama mais atenção durante a puberdade anormal e em casos de infertilidade. As maneiras mais comuns de identificá-la são a partir de um teste de infertilidade, da cariotipagem - que verifica a ordem cromossômica - e do espermograma, que avalia a produção de espermatozoides.

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Terapias de tratamento

A síndrome de Klinefelter não tem cura e o acompanhamento de profissionais é bastante indicado. Em alguns casos, pode ser recomendada a terapia de reposição de testosterona, que colabora para o crescimento de pelos, aumento do pênis, agravamento da voz e aumento da força muscular.

Além disso, o acompanhamento psicológico também é essencial, uma vez que a condição pode causar insegurança, depressão, baixa autoestima, comportamento antissocial e problemas no desenvolvimento da personalidade.

Outra característica bastante comum entre os portadores está relacionada a dificuldades de aprendizado, como dislexia e déficit de atenção. Essas condições também podem ser trabalhadas com ajuda de profissionais, visando a melhorar a qualidade de vida dos pacientes, adequando-os a uma rotina normal.

O diagnóstico precoce da síndrome contribui para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, diminuindo os sintomas e as consequências dos baixos níveis de testosterona. Não há razão de vergonha ou embaraço. A busca por apoio é essencial para encontrar o melhor tratamento.

Você já tinha ouvido falar na síndrome de Klinefelter? O que você achou deste artigo? Conte para nós! E continue ligado nas dicas de saúde do Vivo Mais Saudável.

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genética
cromossomos
estrogênio
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