Homem

22/10/2014 12:46 - Atualizado em 28/11/2016 05:46

Saúde da prostata: Não há exame que dispense o de toque retal

Existem exames de sangue, urina e ultrassonografia para ajudar no diagnóstico do câncer de próstata, mas nenhum substitui o exame físico.

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Redação

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Em 2014, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima aproximadamente 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil. No mundo, cerca de três quartos dos casos são diagnosticados a partir dos 65 anos. É importante saber que o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum em homens, perdendo apenas para o câncer de pele.

Através do exame de toque retal, é possível acompanhar a saúde da próstata e a chance de detecção do câncer de próstata em estágio precoce é de 90%. No exame de toque, o médico checa se há possíveis irregularidades na próstata.

“A próstata fica encostada na parte final do intestino. O exame é bem rápido, não leva mais que 10 segundos, é completamente indolor e muito menos invasivo do que se imagina”, explica o patologista clínico Adagmar Andriolo.

A próstata

Glândula localizada na parte baixa do abdômen, logo abaixo da bexiga e à frente do reto, que só o homem possui. Ela produz parte do sêmen, líquido que contém os espermatozoides, liberado pelo homem durante o ato sexual.

A partir dos 45 anos de idade, recomenda-se que o homem passe a realizar anualmente o PSA, um exame de sangue que analisa o nível de PSA (proteína produzida pela próstata que pode ser encontrada no sangue caso o tecido da glândula possua algum problema a ser investigado).

“Um resultado de exame com nível de PSA alto não significa câncer de próstata. Pode ter outras razões como: prostatite (infecção da próstata), trauma na região perineal ou hiperplasia benigna da próstata (hipertrofia da próstata)”, esclarece o patologista.

Hoje, estima-se que 30% dos casos de câncer de próstata diagnosticados no SUS (Sistema Único de Saúde) são em estágio avançado. Entre os tipos de tratamento, estão a hormonioterapia, a radioterapia e a cirurgia de retirada da próstata (a prostatectomia radical).  Quanto mais precoce o diagnóstico, menos agressivo é o tratamento e menores são as possíveis complicações no pós-operatório, como: incontinência urináriabaixa libido e até impotência.

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