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24/10/2014 03:08 - Atualizado em 04/12/2016 12:29

Saiba como é feito o tratamento com cirurgia para câncer de próstata

Tratamento considerado mais invasivo, a cirurgia para câncer de próstata deixa no ar diversas dúvidas em relação a sua necessidade, bem como é feita o procedimento.

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Redação

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O Novembro Azul é um mês todo dedicado à prevenção e o combate ao câncer de próstata, doença séria que atinge os homens e é cercada de tabus. Uma das maiores dúvidas é sobre o tratamento por meio de cirurgia, o que acaba gerando um certo medo entre os pacientes. 

De acordo com o médico urologista Rui Farinha, a escolha da forma de tratamento para o câncer de próstata deve ser feita de acordo com o caso de cada paciente. “Para um câncer limitado somente à próstata, em um paciente com expectativa de vida superior a dez anos, por exemplo, uma das melhores opções poderá ser uma cirurgia de remoção completa da próstata (Prostatectomia radical)”, afirma. 

cirurgia para câncer de próstata

Se você tem dúvidas de como é feita a cirurgia para câncer de próstata, este artigo vai ajudar você a entender em quais casos o procedimento cirúrgico é indicado e como ele é feito. Além disso, será explicado também como acontece a recuperação do paciente que passou por esta modalidade de tratamento.

Cirurgia para câncer de próstata 

O principal tipo de cirurgia para câncer de próstata é a prostatectomia radical, que é realizada, em grande parte dos casos, quando o tumor está localizado na própria glândula. Trata-se da retirada de toda a próstata, juntamente com parte dos tecidos que estão localizados à sua volta, incluindo as vesículas seminais. O procedimento cirúrgico pode receber definições diferentes de acordo com a forma de fazê-lo. 

A Prostatectomia Radical Retropúbica é uma das cirurgia mais realizadas pelos especialistas. Ela é feita com anestesia geral, raquidiana ou mesmo peridural com sedação. Nesta cirurgia para câncer de próstata é feita uma incisão na parte inferior do abdome, que vai do umbigo até o osso púbico. É por aí que o cirurgião remove os linfonodos localizados em torno da próstata. 

O especilista deve observar os dois feixes de nervos que correm a cada lado da próstata, pois são eles que controlam as ereções. Caso o tumor tenha atingido também estes nervos, o cirurgião terá que removê-los. Após a cirurgia, um cateter é inserido no pênis para drenagem da bexiga, restando lá durante uma ou duas semanas. 

Prostatectomia Radical Perineal é o procedimento no qual o cirurgião faz uma incisão na pele entre o ânus e o escroto (períneo). Ela é usada com nenos frequência, pois nestes casos não é possível poupar os nervos e os gânglios linfáticos não podem ser removidos. 

Já na Prostatectomia Radical por Laparoscopia são feitas várias incisões pequenas na pele, por onde são inseridos os instrumentos especiais para remover a próstata. Entre estes instrumentos encontra-se uma pequena câmera de vídeo que permite a visualização interna do abdome. 

cirurgia para câncer de próstata

Este tipo de procedimento possui diversas vantagens em relação os outros tipos de cirurgia para câncer de próstata, como a menor perda de sangue e a redução da dor, além de contar com um tempo menor de internação e de recuperação pós-cirúrgica. O uso do catéter é mantido também no caso deste procedimento. 

Uma outra forma de se fazer este tipo de procedimento é por meio da chamada Prostatectomia Radical por Laparoscopia Assistida por Robótica (ou cirurgia laparoscópica remota), na qual é utilizada uma interface robótica conhecida como Sistema da Vinci. Trata-se do mesmo tipo de cirurgia para o câncer de próstata, mas sendo controlado a partir de uma mesa de operações, onde o cirurgião controla os braços robóticos para realizar a cirurgia. Tudo é feito também por meio de pequenas incisões no abdome do paciente. 

Riscos da cirurgia para câncer de próstata 

Em todos os tipos de prostatectomia radical os riscos são muito parecidos, seguindo na mesma proporção de qualquer cirurgia de grande porte. Entre eles, podemos destacar as reações com a anestesia, os riscos (ainda que reduzidos) de infarto, derrame ou mesmo de trombose, além da possibilidades de infecções no local da incisão. 

Entre os principais efeitos colaterais decorrentes da cirurgia para câncer de próstata é possível destacar a incontinência urinária e a impotência, considerando que ambas podem ser mais o menos graves de acordo com cada caso. 

O urologista Rui Farinha ressalta, ainda, que a vondade do paciente em passar ou não pelo procedimento também é considerado em todos os casos. “Se a pessoa tiver um câncer localizado apenas na próstata e decidir que não quer ser operada, a radioterapia poderá ser utilizada para o tratamento. Assim, nos casos de cânceres que já se disseminaram para outros órgãos próximos da próstata, será necessário, também, um complemeno terapêutico com o uso de medicamentos que bloqueiam o efeito da testosterona, evitando assim o crescimento do câncer”, conclui. 

Não deixe de nos contar suas experiências ou tirar suas dúvidas nos comentários sobre a cirurgia para câncer de próstata e em nossa página no Facebook!

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