Homem

14/06/2014 09:00 - Atualizado em 08/12/2016 12:11

Punção testicular: entenda quando o procedimento é necessário

Punção testicular pode ser esperança para casos de infertilidade do homem.

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Redação

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Estima-se que, em 30% dos casos em que um casal não consegue ter filhos, a infertilidade do homem é o motivo. Muitas vezes, isso se deve porque há algum problema na produção ou maturação dos espermatozoides, fundamentais para fecundar o óvulo da mulher. Mas o problema também pode ser algum defeito na motilidade dos espermatozoides, ou obstrução dos canais que os conduzem. Homem que possuem azoospermia, ou seja, não apresentam espermatozoides no seu sêmen por esses motivos, podem recorrer a um método chamado punção testicular.

O que é a punção testicular

Foto: Shutterstock

A punção testicular é uma esperança para os pais gerarem filhos. Nsse procedimento, insere-se uma agulha no parênquima testicular, retirando os espermatozoides diretamente do testículo e possibilitando inseminação artificial. Além de pacientes azoospérmicos, a punção testicular pode ser uma saída também a homens que fizeram vasectomia (método cirúrgico que interrompe a circulação dos espermatozoides) e se arrependeram.

O procedimento de punção testicular envolve sempre a extração de espermatozoides com uma agulha fina e seringa, feita geralmente com sedação e, em alguns casos, apenas anestesia local.

3 métodos de punção testicular

Existem três maneiras de realizar a punção testicular. Confira abaixo:

A primeira é a Aspiração Percutânea de Espermatozoides do Epidídimo (PESA, na sigla em inglês). Nela, ocorre a punção do epidídimo, canal localizado ao lado do testículo. Não é um procedimento cirúrgico, apenas aspiração por agulha e seringa pequenas. A PESA se realiza com anestesia local e sedação. Não é prudente realizar muitas punções no epidídimo, pois ele possui características fibrosas e, portanto, pode ser danificado. É a técnica indicada para os casos de agenesia de ductos deferentes (ausência dos canais), vasectomia, obstrução dos ductos ejaculadores ou ductos deferentes inoperáveis, obstrução por alguma infecção (clamydia, gonococos etc) e cisto de próstata ocasionando uma disfunção ejaculatória.

Outro método de punção testicular é a Aspiração Percutânea de Espermatozoides do Testículo (TESA). Nesse, é feita uma aspiração dentro do testículo, também com uma agulha e seringa pequena. Nesse procedimento, que é feito com sedação e anestesia local, é realizado um pequeno corte para expor o epidídimo. Por fim, há a Extração por Biópsia de Espermatozoide do Testículo (TESE). Trata-se de uma incisão, retirado uma porção do testículo (caracterizando a biópsia) que produz espermatozoides (túbulos seminíferos). Esse procedimento prevê sedação ou anestesia periduaral, além de anestesia local.

Essas duas últimas técnicas são recomendadas para casos de azoospermia não-obstrutiva (parada de maturação das células germinativa e Síndrome de células de Sertoli, um caso no qual se admite a possibilidade de não produção dos espermatozoides), azoospermia obstrutiva (ausência de espermatozoides no epidídimo ou ausência de epidídimo), anejaculação (não ocorre a ejaculação, apenas a emissão) total de espermatozoides mortos no ejaculado ou ausência total de espermatozoides móveis no ejaculado. Em alguns casos, são realizados mais de um procedimento na tentativa de obter os espermatozoides.

No mesmo dia que a punção testicular é realizada, faz-se também a punção ovariana na mulher e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI, uma técnica de reprodução assistida). O espermatozoide colhido também pode ser congelado para posterior utilização, mas nessas condições a taxa de gravidez é menor.

Se você já passou por algum problema ligado à infertilidade, ou alguma outra coisa relacionada ao assunto, conte-nos sobre sua experiência e deixe seu comentário.

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