Homem

14/09/2014 06:00 - Atualizado em 07/12/2016 11:56

Prótese para incontinência após câncer de próstata é coberta por planos de saúde

O uso de prótese para incontinência ajuda os pacientes a retomarem uma rotina normal.

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Redação

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Desde janeiro deste ano, as empresas de planos de saúde passaram a ter de cobrir a aplicação de esfíncter em pacientes com câncer de próstata. Prótese para incontinência urinária, o esfíncter é uma necessidade para homens que se submetem à retirada da glândula responsável pela produção de líquidos que compõem o sêmen e que, por isso, podem apresentar quadros de perda involuntária de urina.

Em geral, como explicam urologistas, a pessoa que tem a próstata removida pode se deparar com o vazamento de secreções da bexiga após a cirurgia. Por um tempo, o problema pode ser aliviado com o uso de absorventes higiênicos e fisioterapia pélvica.

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Quem deve usar prótese para incontinência

Se os episódios de excreção persistem depois de um ano da operação – período que o corpo leva para se reorganizar após este tipo de intervenção – ou o paciente precisa fazer uso de fraldas, a prótese para incontinência urinária passa a ser a solução apontada pelos médicos.

Calcula-se que em torno de 5% a 10% dos operados de tumores prostáticos no Brasil sofram com o escapamento espontâneo de urina. Este percentual, portanto, pode representar o número de pacientes que podem ser beneficiados pela prótese para incontinência urinária.

Como afirmam os médicos, pacientes que relatam dificuldade em administrar a necessidade fisiológica, além de estarem expostos aos efeitos psicológicos associados à remoção da próstata, costumam também ter a vida social comprometida, o que interfere - e muito - na qualidade de vida. Isso pode ser notado ao se observar os nem tão incomuns sintomas de ansiedade e depressão entre eles.

Como funciona a prótese para incontinência

A prótese para incontinência urinária é um dispositivo de silicone posicionado em volta da uretra do paciente e que, a partir de um sistema que se estende até o saco escrotal, permite que o indivíduo tenha o controle da saída de urina.

O procedimento cirúrgico de acomodação do esfíncter artificial leva em torno de uma hora e, normalmente, o paciente é liberado no dia seguinte. Embora não descartado, o risco de rejeição é mínimo e o aparelho não interfere no desempenho sexual do homem.

Desenvolvido ainda na década de 1980, o esfíncter custa por volta de 40 mil reais no Brasil e não precisa ser substituído periodicamente, como acontece com alguns tipos de próteses.

Planos de saúde

Antes de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelecer a obrigatoriedade de cobertura do procedimento às companhias de planos de saúde, os pacientes que necessitavam de esfíncter tinham que recorrer à justiça. Muitos até ganhavam o direito, mas o período de espera pela decisão acabava sendo desgastante para o paciente.

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A partir de agora, passado um ano da cirurgia de próstata, o paciente que continuar padecendo com o problema de incontinência urinária terá automaticamente a possibilidade de colocação do dispositivo. A ideia é que este grupo de pessoas tenha a vida mais próxima do normal.

Pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) ainda não têm acesso à prótese para incontinência urinária. O exame periódico da próstata é recomendado a partir 40 anos de idade, e este sim é custeado pelo sistema público.

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