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13/03/2016 01:00 - Atualizado em 07/12/2016 10:01

Mantenha a calma: Sífilis tem cura

Número de casos da doença no Brasil tem avançado, nos últimos anos.

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Redação

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Ter uma doença sexualmente transmissível pode ser algo realmente assustador. Porém, com diagnóstico e tratamento precoce, você consegue evitar complicações, já que a sífilis tem cura. É possível contrair esse problema por meio de sexo vaginal, oral ou anal. Vale saber ainda que a infecção é capaz de ser transmitida de uma mãe infectada para seu filho.

Principais sintomas e causas da doença

A sífilis é uma infecção bacteriana geralmente transmitida pelo contato direto com uma ferida sifilítica, por meio da pele e de membranas mucosas como vagina, ânus, reto, lábios e boca. Comumente, essa propagação ocorre durante a atividade sexual – qualquer que seja o tipo de sexo. Em casos raros, pode ser transmitida também durante o beijo.

Usuários de drogas injetáveis que compartilhem agulhas devem ficar bastante atentos, pois os riscos são grandes. Mulheres grávidas também são capazes de transmitir a doença ao bebê e, nesses casos, se ela não for tratada, pode causar sérios problemas de saúde tanto para a genitora quanto para o recém-nascido, inclusive aborto.

sífilis tem cura, médica explica para paciente

Quanto ao compartilhamento de vaso sanitário, roupas, talheres e banheiro com pessoas infectadas, saiba que isso não costuma representar grande perigo. A bactéria não é capaz de sobreviver por muito tempo fora do corpo humano.

A Treponema pallidum causa primeiro uma ferida indolor na genitália, no reto ou na boca, podendo tornar-se dormente e viver dentro do corpo durante anos, às vezes décadas.

Em realidade, os sintomas costumam desenvolver-se em três fases. Primeiro, há o aparecimento da dita ferida indolor, mas altamente infecciosa, nos órgãos genitais e até mesmo ao redor da boca. Ela permanece ali de duas a seis semanas e, então, desaparece.

Depois, ocorrem erupções cutâneas e dor de garganta. Elas também desaparecem em algumas semanas. Aí, é possível entrar-se em um período assintomático, capaz de durar anos.

Por fim, há a terceira fase, a mais perigosa de todas. Cerca de um terço das pessoas que não são tratadas costumam desenvolvê-la. Nesse caso, a sífilis é capaz de causar sérios danos ao organismo, como dificuldades de coordenação muscular, dormência, cegueira, demência e problemas no coração, nos vasos sanguíneos, no fígado, nos ossos e nas articulações.

Sífilis tem cura com o diagnóstico precoce

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil passa por um crescimento acentuado dos casos de sífilis em gestantes e recém-nascidos. Segundo um relatório do órgão, para 2016 a previsão é de mais 22 mil novos casos. Para proteger-se, vale a pena usar preservativos e também estar atento ao corpo, verificando a existência de quaisquer tipos de feridas.

Quando a doença é detectada de forma precoce, é possível que haja diminuição nas chances de complicações. Além disso, o tratamento é fácil e barato. Para quem tem sífilis há menos de um ano, uma dose única de penicilina, muitas vezes, já basta. Infecções de maior duração podem exigir doses adicionais. É possível, ainda, medicação alternativa para os alérgicos à penicilina.

O tratamento muitas vezes ocasiona efeitos colaterais. Arrepios, febre, náusea e dores de cabeça podem ser sentidas no primeiro dia. Esses efeitos são conhecidos como reação de Jarisch-Herxheimer. Enquanto o tratamento não esteja concluído, é recomendável evitar o contato sexual.

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