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30/12/2014 03:14 - Atualizado em 03/12/2016 10:18

Infarto fulminante causa grande número de mortes no Brasil

Tabagismo e alcoolismo são fatores de risco para o infarto fulminante.

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Redação

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O infarto fulminante do miocárdio é uma das principais causas de morte no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17 milhões de pessoas morrem anualmente vítimas de doenças do coração. Dessas, 7,3 milhões são por infarto.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o infarto mata cerca de 84 mil pessoas por ano e é responsável por 45% das mortes de pessoas acima dos 45 anos. É chamado fulminante o infarto que causa a morte súbita, sem dar chance de atendimento à vítima.

Como acontece o infarto fulminante?

As artérias são as vias que levam sangue e oxigênio aos órgãos. Quando há uma obstrução nesse canal, o fluxo sanguíneo não consegue chegar aos tecidos tendo como consequência a necrose. Esse processo de morte dos tecidos é chamado de infarto e pode acontecer com qualquer órgão do corpo humano. Porém quando ocorre no coração é chamado de infarto do miocárdio.

Para que o coração receba sangue as artérias coronárias formam uma teia de vasos sanguíneos. Se o sangue não chegar em algum ponto, ocorre o infarto do órgão. Quanto maior for essa área, maior é a gravidade.

Infarto fulminante

O infarto fulminante e as mulheres

Dados do Ministério da Saúde mostram que, na década de 70, a cada 10 brasileiros que infartavam, um era do sexo feminino. Atualmente esse número subiu para cinco. Nem mesmo as mortes causadas pelos cânceres de mama e útero superam as provocadas pelo infarto nas mulheres.

Uma das razões da elevação do número de óbitos tem raízes culturais. Tradicionalmente os homens diante de sintomas que podem indicar o infarto procuram mais rápido o atendimento médico. Já as mulheres ignoram esses sinais e tratam os indicativos de uma doença cardíaca como um mal-estar passageiro. Nesses casos, a busca por ajuda costuma ser involuntária e tardia.

infarto fulminante

Casos famosos

A doença já dizimou repentinamente talentos como, por exemplo, o ator José Wilker,que faleceu aos 69 anos vítima de um infarto fulminante. O cantor Jair Rodrigues também faleceu aos 75 anos pela mesma causa. Já o americano Bradford Lee Parker, de 59 anos, baterista da banda Generation Esmeralda, morreu de infarto fulminante durante uma apresentação no Brasil, diante de milhares de pessoas, em 2012.

Enganam-se quem pensa que o infarto acomete apenas pessoas na terceira idade. Em outubro de 2013, a morte do armador central e capitão do time de handebol masculino de São Caetano, Lucas Souza, surpreendeu a todos. O infarto fulminante foi responsável pela fatalidade do jovem de 24 anos.

Grupos de risco

Não existe fator único ou determinante que possa detectar com precisão quem pode ter ou não essa doença. A medicina, com base nas notificações de morte, conseguiu determinar fatores que tornam as pessoas mais propensas a ter problemas de coração.

São mais expostos ao infarto fulminante do miocárdio os fumantes, obesos, alcoolatras, usuários de cocaína, diabéticos (Diabetes Mellitus) e todas as pessoas acima dos 45 anos e com o colesterol elevado.

As que fazem parte dos grupos de riscos devem procurar o médico cardiologista com mais frequência que as demais pessoas e assim prevenir essa doença que leva à morte.

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