Homem

29/07/2014 12:00 - Atualizado em 04/12/2016 02:50

Hormônios familiares: Ser pai provoca mudanças no organismo do homem

Ser pai acarreta mais serotonina e dopamina, responsáveis por felicidade e bem-estar.

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Redação

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Ser pai é uma enorme transformação na vida de um homem. Um momento único, decisivo e emocionante. Mas você já se perguntou de que forma essa situação implica no organismo do novo papai?

Ser pai
Ser pai é um processo que transforma o homem completamente. Foto: Shutterstock

A mãe carrega o bebê durante nove meses em seu ventre e passa por inúmeras mudanças nesse período, tanto físicas, quanto emocionais. O pai acompanha todo esse processo, mas não sai alheio a tudo isso. Ele também sente algumas mudanças.

Os impactos de ser pai

Aos poucos, o homem vai percebendo que agora possui uma nova e importantíssima função: ser pai é cuidar de uma pessoa em formação, amá-la incondicionalmente e ensiná-la a enfrentar os desafios que a vida vai lhe oferecer.

Quando se dá conta disso, já está passando por uma alteração na produção de alguns hormônios e, inclusive, uma leve modificação na estrutura do cérebro. Tudo isso vai ocorrendo pouco a pouco, para estreitar cada vez mais os laços entre criança, mãe e pai.

Mudanças hormonais

Desde os últimos meses de gestação até os primeiros meses de vida da criança, aumenta no organismo masculino a produção de ocitocina.

Fabricado pelo hipotálamo e armazenado na hipófise posterior, é popularmente conhecido como hormônio do amor e ajuda a fortalecer o vínculo entre o pai e o bebê. Com isso, o comportamento do homem se modifica, passando a ser de maior zelo e cuidado em relação ao filho.

Outra mudança ao ser pai é o incremento da quantidade de dois neurotransmissores: a serotonina e a dopamina. Essas substâncias, por sua vez, são responsáveis pelas sensações de bem-estar, felicidade e plenitude; garantindo que, após nove meses de espera, o pai vai se sentir plenamente feliz ao ver e tocar o filho pela primeira vez. Uma sensação indescritível.

Alterações no cérebro

Depois da experiência de ser pai, o homem nunca mais terá a mesma sensação ao ouvir o choro de um bebê. Isso ocorrerá porque a paternidade implica mudanças no cérebro que fazem com que os cinco sentidos (olfato, paladar, audição, tato e visão) sejam aguçados.

Dessa maneira, o novo pai fica mais atento a tudo o que ocorre ao redor de sua família. Assim que detecta algo potencialmente nocivo para a criança, por exemplo, torna-se capaz de elaborar rapidamente uma resposta para defendê-la.

A produção de testosterona se eleva após o parto, fazendo com que o homem esteja preparado para proteger a criança e a família que formou. Por outro lado, quando o pai está segurando o filho calmamente em seu colo, seus níveis de testosterona se reduzem e ele fica menos agressivo e ainda mais próximo à criança.

Ser pai é ser mais sensível

Ocorrem mudanças também no sistema límbico, que é a porção do cérebro responsável pelas emoções. A tendência é que, ao ser pai, o homem se torne sensível. Em alguns casos, essa ternura se exacerba a tal ponto que há o crescimento do tecido mamário e a produção de uma substância líquida na glândula da região, como se o homem fosse amamentar. Curioso, não é mesmo?

Todas essas mudanças dependem do grau de envolvimento de cada pai com o bebê: quanto maior for a convivência e a sintonia entre o pai e a criança, mais forte se torna o vínculo familiar.

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