Homem

04/10/2015 04:41 - Atualizado em 19/11/2016 12:07

Hipogonadismo prejudica o humor e o desejo sexual

A deficiência na produção dos hormônios tende a acometer homens a partir dos 40 anos.

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Redação

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O hipogonadismo, também chamado de andropausa ou Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino, é caracterizado pela diminuição da produção de hormônios derivados da testosterona. A fase ocorre, geralmente, a partir dos 40 anos de idade e a prevalência dessa deficiência tende a aumentar ao longo dos anos.

O médico urologista Dr. Renan Desimon Cabral explica que as causas podem ser múltiplas. As principais são obesidade, sedentarismo, diabetes, estresse, álcool e, até mesmo, uso de alguns medicamentos.

homem com hipogonadismo no consultório médico

Entenda o hipogonadismo

Existem dois tipos de hipogonadismo. O primário masculino (ou hipergonadotrófico) resulta na disfunção dos testículos. Já no secundário (ou hipogonadotrófico) são os locais do cérebro responsáveis pelo controle dos testículos que apresentam falha no funcionamento.

Dr. Renan explica que os sintomas são inespecíficos, o que leva à confusão com várias doenças, tais como depressão.

"Algumas consequências que podemos citar são diminuição de libido, calorões, cansaço excessivo, sonolência, perda de pelos das pernas, gordura abdominal e perda de massa óssea", comenta o médico urologista.

Estudos mostram que 40% dos pacientes com hipertensão arterial ou colesterol alto tendem a sofrer com hipogonadismo. Além disso, 50% dos homens obesos ou diabéticos apresentam níveis reduzidos do hormônio masculino.

As consequências para a saúde, segundo o profissional, podem ser tanto psicológicas quanto orgânicas. "Os pacientes podem vir a desenvolver depressão, disfunção erétil e dificuldades sexuais", comenta Dr. Renan.

Além disso, podem surgir diabetes, fraturas em razão da osteoporose, problemas cardíacos e alterações de colesterol.

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Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da deficiência é feito com base nos sinais apresentados e confirmados por um exame de sangue.

Os médicos geralmente aproveitam para solicitar outros testes, como o PSA, um rastreamento de câncer de próstata, e um hematócrito, ou seja, a contagem de glóbulos vermelhos no sangue. Essas células tendem a aumentar com a reposição de testosterona.

Segundo Dr. Renan, o tratamento é realizado com a reposição de andrógenos, tanto de maneira injetável quanto em gel. O tipo de tratamento depende das preferências do paciente e do perfil do medicamento.

"É difícil falar em cura. O objetivo primordial é a manutenção de níveis hormonais fisiológicos, através de medicamentos e mudança no estilo de vida. Alguns pacientes que começam a exercitar-se e conseguem perder peso podem não precisar de hormônios e ficar 'curados'", adiciona o especialista.

Manter uma vida saudável é importante para um envelhecimento saudável, livre das consequências como o hipogonadismo. Cerca de 30 minutos de exercícios diários já elevam consideravelmente os níveis hormonais.

Além disso, combinar a vida ativa a uma alimentação equilibrada também traz ótimos resultados. Controle do peso, melhora na circulação sanguínea e manutenção do sistema imunológico são alguns deles.

Você já conhecia o hipogonadismo? Deixe seu comentário! E continue de olho nas dicas de saúde do Vivo Mais Saudável.

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