Homem

12/06/2014 09:00 - Atualizado em 09/12/2016 07:55

Gota atinge 9 vezes mais homens do que mulheres. Veja causas e tratamento

A gota pode ocorrer devido à ausência congênita de um mecanismo enzimático.

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Redação

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A gota afeta geralmente uma articulação causando uma dor forte. Um dos males mais antigos com registro na medicina, essa doença atinge nove vezes mais homens do que mulheres. Vamos descobrir agora as causas, os sintomas e o tratamento recomendado para a gota.

O que é a gota

A  gota ocorre em casos nos quais o corpo produz ácido úrico em excesso ou tem dificuldade de eliminá-lo. Assim, sua quantidade no sangue é elevada, o que acaba levando a uma concentração de cristais de monourato de sódio no líquido ao redor das articulações. Esses cristais provocam inchaço e inflamação, gerando dolorosos surtos de artrite aguda que incomodam o portador da doença. A essa elevação na taxa de ácido úrico chamamos de hiperuricemia, mas nem todos os seu portadores desenvolvem a gota – apenas cerca de 20%.

A gota constitui-se de uma das enfermidades com registro mais antigo na medicina. É uma doença não contagiosa, crônica e que geralmente passa pelas gerações de uma mesma família. A gota é mais comum em pessoas que bebem álcool, com predominância absoluta no sexo masculino. Nas mulheres, ocorre com mais frequência no período da menopausa. A quantidade normal de ácido úrico no sangue é de 3,4 a 7 mg/dL (miligrama por decilitro) para os homens adultos e 2,4 a 6 mg/dL para mulheres adultas.

Causas da gota

Foto: Shutterstock

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A gota pode ocorrer devido a uma ausência congênita de um mecanismo enzimático que faça com que o ácido úrico seja expelido pelos rins. Sem isso, há aumento da concentração do ácido no sangue, que gera o acúmulo dos cristais nas articulações. Outra causa, menos comum, é um defeito enzimático que produz uma quantidade exagerada de ácido úrico – dessa maneira, os rins não dão conta de eliminar tudo. A diminuição da excreção renal do ácido único pode ocorrer também em pessoas que tomam medicamentos como a hidroclorotiazida, diuréticos e ácido acetilsalicílico.

Sintomas e diagnóstico da gota

O primeiro sintoma que costuma aparecer é inchaço no dedão do pé, acompanhado por uma aguda dor. Essa crise pode durar de 3 a 10 dias e depois desaparecer, permitindo ao paciente levar uma vida normal enquanto não tiver um novo surto. Isso faz com que muita gente não procure ajuda médica imediata. Mas o espaçamento na ocorrência das crises é uma característica da gota. Elas podem ressurgir dentro de meses ou anos e começar a comprometer quaisquer outras articulações – embora isso ocorra com mais frequência nos membros inferiores.

Alguns exames que podem confirmar o diagnóstico são a análise de líquido sinovial (revela cristais de ácido úrico), exame de ácido úrico no sangue, raios X da articulação, biópsia sinovial e exame de ácido úrico pela urina.

Tratamento da gota

Não existe uma cura definitiva para a gota, mas o tratamento constante pode vir a normalizar o nível de ácido úrico no sangue. Se a doença não for tratada, o intervalo entre as crises pode diminuir e a intensidade da dor aumentar. Dessa maneira, as articulações podem até mesmo serem deformadas e o acúmulo de cristais de monourato de sódio podem atingir cartilagens e tendões também. No tratamento, é indicada uma dieta e medicamentos que fazem a taxa de ácido úrico no sangue diminuir, evitando as crises agudas de gota. Se abandonados  esses cuidados, o problema pode voltar.

Se você já foi vítima dessa doença ou conhece alguém que ja passou por ela, conte-nos um pouco da sua experiência.

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