Dr. Drauzio Varella

ESPECIALIDADE

Oncologia

ONDE ATENDE

Dr. Drauzio Varella

Apresentação

Médico cancerologista, formado pela USP.

O que Trata

Imunidade e saúde.

Formação Acadêmica

No início dos anos 1970, trabalhou com o professor Vicente Amato Neto, na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Durante 20 anos, dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer (SP) e, de 1990 a 1992, o serviço de Câncer no Hospital do Ipiranga, na época pertencente ao INAMPS.

Foi um dos pioneiros no tratamento da AIDS, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil. Em 1986, sob a orientação do jornalista Fernando Vieira de Melo, iniciou campanhas que visavam ao esclarecimento da população sobre a prevenção à AIDS, primeiro pela rádio Jovem Pan AM e depois pela 89 FM de São Paulo.

Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru. Desse ano, até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário. Atualmente, faz o mesmo trabalho na Penitenciária Feminina de São Paulo.

Na Amazônia, região do baixo rio Negro, dirige um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos. Esse projeto, apoiado pela FAPESP, é realizado nos laboratórios da UNIP (Universidade Paulista) em colaboração com o Hospital Sírio-Libanês.

Cargos e Títulos

Livros publicados:

  • Aids Hoje: 3 volumes em colaboração com os médicos Antonio Fernando Varella e Narciso Escaleira;
  • Estação Carandiru (Companhia das Letras): Prêmio Jabuti de 2000;
  • Macacos (Publifolha): Faz parte da série Folha Explica;
  • Nas Ruas do Brás (Companhia das Letrinhas): Literatura infantil; Prêmio Novos Horizontes da Feira Internacional do livro de Bolonha, Itália, e revelação de autor de literatura infantil na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2001;
  • De Braços Para o Alto (Companhia das Letrinhas): Literatura infantil, publicado em 2002;
  • Florestas do Rio Negro: Coordenou a elaboração do livro que, sob a editoria científica de Alexandre de Oliveira e Douglas C. Daly, reúne trabalhos de vários colaboradores sobre a biodiversidade botânica da região amazônica e foi indicado para o Prêmio Jabuti em 2002;
  • Maré – Vida na favela (Casa das palavras): Co-autoria: Paola Berenstein, Ivaldo Bertazzo, Drauzio Varella, Pedro Seiblitz (imagens);
  • Por um Fio (Companhia das Letras): Publicado em 2004;
  • Borboletas da Alma (Companhia das Letras): Publicado em 2006;
  • O Médico Doente (Companhia das Letras): Publicado em 2007;
  • Cabeça do Cachorro (Editora Terrabrasil): Drauzio Varella, Araquém Alcântara e Jefferson Peixoto; Ensaio publicado em 2008;
  • Teoria das Janelas Quebradas (Companhia das Letras): Publicado em 2010;
  • Vencer o Câncer (dendrix): Publicado em 2014.

Homem

03/11/2014 07:52 - Atualizado em 03/12/2016 09:34

Entrevista Drauzio Varella: Entenda mais sobre o Câncer de Próstata

A próstata, o câncer, a importância do diagnóstico precoce, exames e o tema impotência sexual.

POR

Dr. Drauzio Varella

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O câncer de próstata, se diagnosticado precocemente, tem grandes chances de ser curado. Para falar melhor sobre o assunto, o Vivo Mais Saudável entrevistou o Dr. Drauzio Varella, especialista em Oncologia, que esclarece as dúvidas mais comuns sobre a doença.

Aproveite para visitar o especial Saúde da Próstata e se aprofunde ainda mais sobre o tema

1. O que acontece com a próstata?

A próstata é uma glândula que se situa no interior da pélvis, encostada na base da bexiga, órgão muscular onde a urina é armazenada e da qual sai a uretra que passa pelo interior da próstata e do pênis até alcançar o meio exterior.

A próstata é um órgão insignificante se comparado ao tamanho do corpo. Pesa 15 gramas nos adolescentes. Com o passar dos anos, porém, começa a crescer e gera vários problemas que comprometem a qualidade de vida dos homens mais velhos.

Quando essa glândula cresce e não invade os tecidos vizinhos, ocorre a hiperplasia cujos sintomas são aumento na frequência das micções e esforço para urinar. Nos casos de câncer, além do aumento do volume da próstata, surgem nódulos que podem ser sentidos no exame de toque retal. Diferentemente do crescimento benigno, o tumor pode não ficar restrito à glândula e invadir os tecidos vizinhos.

2. Em caso de diagnóstico de hiperplasia benigna da próstata, o que fazer?

De 80% a 90% dos homens apresentam crescimento benigno da próstata. Isso provoca transtornos urinários que, se não comprometem a extensão da vida, prejudicam sua qualidade. O homem com hiperplasia de próstata levanta várias vezes durante a noite e, no dia seguinte, acorda cansado e indisposto. É um quadro prevalente, importante em saúde pública pelas consequências que acarreta.

Ao confirmar que o paciente tem um crescimento benigno da próstata e não um câncer, o urologista precisa adotar uma conduta compatível com a dimensão do problema. Alguns acham que o tratamento deve começar assim que fazem o toque retal e percebem o aumento da glândula. Discordo um pouco dessa orientação. Acho que o tratamento deve ser indicado para quem apresenta sintomas físicos e tem a qualidade de vida comprometida por causa desse crescimento benigno.

Se as dificuldades para urinar são pequenas e o homem convive com elas, não se deve fazer nada. Caso contrário, é possível prescrever medicação como a finasterida, por exemplo, que diminui um pouco o tamanho da próstata, e os bloqueadores chamados alfa-adrenérgicos, que abrem o canal da uretra. Esses remédios ajudam 50%, 60% dos doentes que passam a urinar e a viver melhor. Infelizmente, não existe ainda nenhum remédio que faça a glândula voltar às dimensões normais.

3. A partir de qual idade o homem deve realizar exames para acompanhar a saúde da próstata?

O homem com casos de câncer na família deve começar a investigar a partir dos 40 anos de idade. No mais, os exames da próstata podem começar aos 50 anos. Primeiro passo é realizar o PSA, exame de sangue. Se o nível de PSA estiver alto, deve-se combinar este resultado com o do exame de toque retal. De 80%, a chance de diagnosticar câncer de próstata sobe para 90% no segundo tipo de exame.

4. É possível o homem notar qualquer anormalidade no dia a dia que indique chances de desenvolver câncer de próstata?

No caso de diagnóstico, não dá para falar de sinais porque, pensando assim, já seria um quadro avançado de câncer de próstata. O ideal é identificar alterações na próstata antes de qualquer anormalidade ser notada.

5. Muitos homens relacionam câncer de próstata a impotência sexual. Por quê?

O câncer de próstata não causa impotência sexual. É o tratamento e, que fique bem claro, em alguns casos. A impotência é mais comum de ocorrer após procedimentos cirúrgicos. Mas, hoje, há avanços em drogas e próteses penianas para reverter este possível quadro.

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