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01/12/2015 10:16 - Atualizado em 06/12/2016 08:47

Entenda quando o espermograma deve entrar na rotina de exames

Procedimento analisa a qualidade do sêmen e pode identificar causas da infertilidade.

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Redação

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Manter os exames em dia é uma forma de garantir mais saúde para o organismo e mais bem-estar para o dia a dia. O espermograma é um desses procedimentos, que contribui para o diagnóstico de problemas ligados à infertilidade masculina.

Dr. Helce Junior, urologista do departamento de Medicina Sexual e Infertilidade da Sociedade Brasileira de Urologia do Rio de Janeiro, explica que o exame é realizado em laboratório e avalia a qualidade do sêmen. Saiba mais sobre o teste e veja quando realizá-lo.

médico e paciente avaliando o espermograma

Quando o espermograma é necessário?

O exame avalia o volume de sêmen, bem como o número, a concentração, a movimentação (motilidade) e a forma (morfologia) dos espermatozoides. Também abrange outros parâmetros, como identificação de algum tipo de inflamação, avaliada indiretamente pela presença de leucócitos.

O médico esclarece que o espermograma consiste em uma uma coleta feita após a masturbação. A partir dessa amostra, é analisada a qualidade, as condições e quantidade do sêmen. "São necessárias idealmente duas amostras, com intervalo entre 15 e 30 dias", conta Dr. Helce.

Segundo o especialista, o teste deve ser pedido quando uma condição física, imunológica ou genética esteja dando indícios que a fertilidade do homem está comprometida. "A necessidade de uma investigação mais apurada ocorre quando o casal está tentando ter um filho, ou no pós-cirúrgico de um procedimento de vasectomia, entre outras necessidades", explica.

Para o profissional, a principal necessidade de solicitação de um espermograma é a presença da varicocele. Outro sinal que poderia demonstrar a necessidade do exame é o atraso da puberdade em meninos. Ainda assim, o requerimento é mais comum para aqueles casais quem tentam engravidar e não têm êxito num período de um ano.

"Com o resultado, pode-se avaliar a qualidade do sêmen daquele paciente. Indiretamente, podem-se verificar alguns tipos de doenças, porém demais exames são necessários para o correto diagnóstico", adiciona Dr. Helce.

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Após o espermograma

No caso de o exame identificar alguma alteração, Dr. Helce explica que a correção da causa pode possibilitar o retorno da fertilidade do casal e a gravidez espontânea, desde que seja possível o diagnóstico e o tratamento.

O principal objetivo é identificar causas específicas, direcionando o tratamento da infertilidade masculina. "Apesar disso, aproximadamente 25% das causas de infertilidade masculina são chamadas de idiopáticas, e não possuem tratamento específico", comenta o médico.

Depois de identificada a causa, e caso não haja possibilidade de reversão do quadro, outros tipos de tratamentos podem ser feitos:

- Inseminação artificial: quando são injetados espermatozoides na cavidade uterina após estímulo ovulatório.

- Fertilização in vitro: quando se colocam espermatozoides em contato com o oócito feminino - célula prestes a se converter num óvulo maduro - e espera-se a fecundação para transferi-lo para o útero.

- ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide): quando se introduz o espermatozoide no interior do óvulo, que, uma vez fertilizado, é transferido para o interior da cavidade uterina.

Você já fez um espermograma? Converse com o seu médico a respeito desse exame. Não esqueça de nos contar o que você achou do artigo. Aproveite ainda para conferir outras dicas de saúde masculina aqui no Vivo Mais Saudável.

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