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05/08/2014 09:00 - Atualizado em 06/12/2016 12:19

Entenda as causas da criptorquidia e como tratar o problema

Criptorquidia é quando um dos testículos não desce ao saco escrotal.

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Redação

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A criptorquidia é uma doença congênita que impede que um ou dois testículos desçam para o saco escrotal. O defeito, que atinge cerca de 1% a 2% dos bebês, possui na cirurgia a indicação de melhor tratamento. Mas a técnica utilizada pode comprometer a fertilidade futura.

criptorquidia
A criptorquidia deve ser identificada nos primeiros meses de vida para correção. Foto: Shutterstock

Saiba mais sobre a criptorquidia

Um dos nomes mais populares que esse defeito congênito possui resume bem do que se trata: “Testículos não descidos”. Durante a formação da criança, no útero da mãe, ocorre um problema na hora de os testículos irem para o saco escrotal.

O problema pode atingir os dois testículos da criança, o que normalmente leva à infertilidade. Mas, na maioria dos casos, a criptorquidia atinge somente um. Bebês com nascimento prematuro correm um maior risco de terem essa enfermidade

Diagnóstico e tratamento

É importante que se diagnostique o problema logo no nascimento. O médico é o responsável por diferenciar a criptorquidia de outros problemas semelhantes, como, por exemplo, o testículo retrátil.

Existem casos em que testículo desce para o saco escrotal de forma natural nos primeiros meses de vida. Porém, se até os doze meses isso ainda não aconteceu, a recomendação é que seja realizada uma cirurgia chamada orquiopexia.

O procedimento cirúrgico consiste em localizar o testículo perdido para que ele seja recolocado no seu devido lugar. Alguns bebês possuem o testículo na região da virilha e, nesses casos, um corte na região resolve o problema. Porém, em outras situações, é necessário realizar uma varredura pelo abdômen até encontrá-lo.

Outra possibilidade é o uso dos hormônios gonadotrofina coriônica humana e luteinizante, pois ambos elevam a presença de testosterona, o que pode culminar na descida do testículo. Entretanto, os índices de sucesso não são muito animadores, e a cirurgia ainda é o procedimento mais indicado.

Recuperação pós-cirúrgica

Não é comum, mas podem ocorrer complicações na cirurgia, como infecções ou mesmo hemorragias. Mas são raros os casos.

Se tudo seguir conforme o planejado, as crianças podem ir para casa no mesmo dia da cirurgia. A principal recomendação é que o bebê fique cerca de 4 semanas sem sentar ou mesmo usar brinquedos que exijam que ele fique nessa posição.

Alguns fatos sobre a criptorquidia

- Quanto mais prematura for a criança, maior é a probabilidade de que nasça com “testículos não descidos”.

- Os testículos com esse defeito congênito são indolores.

- Existe uma pequena chance (realmente pequena) do problema se tornar um câncer no futuro, caso não seja tratado.

- O defeito não pode ser adquirido, ou seja, a criança já nasce com ele.

- Os testículos que não descem possuem uma maior chance de serem inférteis. Porém, isso não significa que, se ele não desceu, o homem será necessariamente infértil.

Quando você tiver um filho homem, observe e preste atenção nesses detalhes logo cedo. É importante que a cirurgia seja feita no período dos seis aos doze meses. E mantenha a calma, pois é um procedimento livre de riscos.

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