Homem

12/11/2015 07:35 - Atualizado em 03/12/2016 11:55

Ejaculação retrógrada pode causar infertilidade

O problema é caracterizado pela redução ou ausência da ejaculação, mesmo quando o homem atinge o orgasmo.

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Redação

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Quando o homem nota a nítida redução no volume da ejaculação ou até mesmo a sua ausência, pode ser um caso de ejaculação retrógrada. As causas costumam ser neurológicas, psicológicas, traumáticas ou medicamentosas, podendo, na maioria das vezes, ser tratadas para diminuir ou combater a condição.

Por isso é de extrema importância procurar um médico para descobrir a origem do problema e definir o tratamento mais adequado.

casal na cama preocupado com a ejaculação retrógrada do homem

Principais causas da ejaculação retrógrada

A ejaculação retrógrada ocorre quando, em vez de o sêmen ser lançado pela uretra para fora do corpo, ele faz o caminho inverso, retornando em direção à bexiga. A ejaculação pode perder a força e se tornar escassa, ou até mesmo não apresentar nenhum sinal.

Entre as principais causas traumáticas estão os procedimentos cirúrgicos, como a ressecção endoscópica da próstata, que interferem no colo vesical e provocam a ejaculação retrógrada. Além disso, cirurgias abdominais ou pélvicas também podem interferir na inervação da bexiga e causar o problema.

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Outros fatores são doenças psicológicas, como a depressão, e entre as causas neurológicas estão a esclerose múltipla e os traumatismos de coluna. Medicamentos utilizadas para tratamento de doenças cardíacas ou do aumento da pressão arterial, além de antidepressivos e ansiolíticos, também podem levar à ejaculação retrógrada.

O principal sintoma do problema é a redução ou a ausência da ejaculação. O paciente não sente dor ou qualquer outro sinal, pois o que acontece é apenas o sêmen ser encaminhado para a bexiga, sendo mais tarde expelido na urina. O homem é capaz de atingir e sentir o orgasmo, não havendo problemas de ereção.

Consequências e tratamentos

Uma das principais consequências do problema é a infertilidade masculina, pois, com a ausência da ejaculação, os espermatozoides também também não são expelidos. Nesse caso, é possível recuperá-los da urina logo após o orgasmo, recolhendo-os e fazendo a inseminação artificial.

De acordo com o Dr. Antonio de Moraes Junior, coordenador geral do Departamento de Andrologia e Medicina Sexual da Sociedade Brasileira de Andrologia, a ejaculação retrógrada não traz efeitos negativos para o organismo. “As consequências são principalmente psicogênicas, pois os pacientes e suas parceiras pensam que, se não há ejaculação, também não há prazer e orgasmo”, explica.

Muitos acabam sofrendo com a insegurança e o medo, prejudicando não só a saúde sexual, mas também a psicológica. Com isso, outros problemas podem ser desencadeados, como depressão e até mesmo disfunção erétil. Nesses casos, a busca por ajuda médica se torna ainda mais importante, exigindo um tratamento combinado com vários profissionais.

O mais utilizado é o uso de drogas que fecham o colo vesical. A estimulação vibratória peniana e a eletroejaculação são outras técnicas indicadas principalmente em pacientes neurológicos. Além disso, pode ser indicada terapia comportamental, com objetivo de reduzir a ansiedade e aprender técnicas para controlar o momento da ejaculação.

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