Homem

23/03/2016 01:00 - Atualizado em 09/12/2016 02:14

Dor pélvica pode ser sinal de prostatite crônica

Doença tem causa desconhecida, o que dificulta a prevenção.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Sente uma dor pélvica que já dura bastante tempo? Cuidado! Isso pode ser sinal de prostatite crônica, uma doença de causa desconhecida, o que dificulta a sua prevenção. E a condição é bastante comum nos consultórios médicos brasileiros.

Segundo o coordenador do Departamento de Urologia Feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, Carlos H. Suzuki Belucci, a síndrome de dor pélvica crônica é uma condição que pode afetar tanto homens quanto mulheres. De acordo com o especialista, o sintoma principal deste mal é a dor abdominal e pélvica de duração prolongada - no mínimo, seis meses.

“Vale ressaltar que pacientes com síndrome de dor pélvica crônica precisam de uma avaliação médica especializada, pois o sintoma pode ser a manifestação de um grande número de doenças urológicas, ginecológicas, gastrintestinais ou psicológicas”, completa. Somente uma avaliação especializada pode auxiliar no correto diagnóstico e no manejo dessa condição.

homem com dor pélvica

Dor pélvica e outros sintomas

Nos homens, além da dor pélvica, a prostatite crônica apresenta sintomas como dor perineal, testicular e peniana, além de ardência ao ejacular. Fora disso, a condição também pode estar acompanhada de sangramento no líquido seminal e de sintomas urinários. Entre os principais, estão:

- Dor uretral ao urinar

- Aumento da frequência urinária

- Urgência para urinar

- Dificuldade para iniciar a micção

- Jato urinário fraco.

Todos esses sintomas podem levar a restrição das atividades diárias, depressão, insatisfação na vida sexual e diminuição da qualidade de vida.

Tratamento multidisciplinar

Se você sentir qualquer um desses sintomas, procure um médico para começar o tratamento. Segundo Belucci, o modo como será administrada a intervenção dependerá do paciente.

“O tratamento inicial é realizado com medicações administradas por via oral. Nos casos refratários, medicações utilizadas no interior da bexiga podem ajudar no controle da condição”, acrescenta o especialista.

Vale ressaltar que, em muitas oportunidades, os pacientes acometidos por dor pélvica apresentam sintomas de sofrimento psicológico, incluindo ansiedade e depressão. Por isso, o acompanhamento terapêutico também pode ajudar nesses casos.

Existem ainda estudos iniciais com tratamentos alternativos. Alguns incluem acupuntura. Outros, fisioterapia pélvica. No entanto, até agora, nenhum deles mostrou resultados consistentes, que pudessem ser comprovados e adotados como procedimento padrão.

Estima-se que a prostatite seja responsável por cerca de 25% das consultas médicas anuais dos homens, em consequência de queixas referentes ao aparelho gênito-urinário. Até por isso, e pelo desconhecimento da causa dessa condição, o especialista recomenda a busca de um profissional capacitado.

“A detecção precoce dessa condição e o início do tratamento podem minimizar o sofrimento físico e os danos psicossociais que normalmente acompanham a doença”, recomenda o membro da Sociedade Brasileira de Urologia.

Tirou suas dúvidas? Se ainda restou alguma pergunta, deixe um comentário abaixo! E aproveite para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
inflamação
sintomas
tratamento
urologia

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ