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27/07/2014 06:30 - Atualizado em 09/12/2016 09:32

Doença de Peyronie pode provocar dor e curvatura no pênis

Doença de Peyronie causa o endurecimento de partes do pênis e provoca dor.

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Redação

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A doença de Peyronie é uma enfermidade que se manifesta com o endurecimento de alguma área do corpo cavernoso do órgão sexual masculino – uma espécie de calo ou nódulo no pênis. Eles ocorrem devido ao desenvolvimento de uma placa fibrótica, que compromete a elasticidade do pênis e impede a sua expansão normal, tornando difícil a ereção – e, portanto, o ato sexual –, pois há uma distorção na forma e inclinação do pênis.


Geralmente, a doença de Peyronie atinge homens que têm entre 40 e 50 anos de idade, mas pode ocorrer em mais jovens também. No passado era considerada rara e hoje é diagnosticada com mais frequência, o que pode estar relacionado a uma maior divulgação da doença ou a mudanças no comportamento sexual da população. A enfermidade leva esse nome pois foi descrita pela primeira vez pelo cirurgião francês François Gigot de La Peyronie, no ano de 1743.

Causas da doença de Peyronie 

A literatura médica não oferece uma causa definitiva para a doença de Peyronie, mas apresenta algumas hipóteses de fatores que podem contribuir para o seu surgimento. Entre eles estão fatores familiares, autoimunes, doenças fibromatosas e enfermidades metabólicas.

Um dos fatores mais relevantes, no entanto, é a ocorrência de traumas no pênis em ereção em indivíduos predispostos – que se enquadram em algumas das situações listadas acima – a adquirirem a doença. Esses traumatismos, que podem ocorrer durante uma relação sexual, são seguidos de cicatrizações errôneas.

Sintomas

Além da presença do nódulo ou calo no pênis, pode haver dor ou curvatura no órgão. Esses sintomas podem prejudicar o desempenho sexual do paciente – o que muitas vezes é a razão da pessoa procurar a ajuda médica.

A doença, em cerca de 80% casos, não tem aparência repentina dos sintomas, mas sim progressiva e gradual. Em casos mais avançados da doença de Peyronie a dor pode se intensificar durante a penetração vaginal, o que impossibilita a continuação da relação; ou até mesmo o comprometimento do corpo cavernoso, impedindo a ereção.

Quanto mais cedo o diagnóstico da doença seja confirmado, melhor será o resultado do tratamento. Ele é basicamente clínico, mas em casos mais raros pode ser solicitado um exame de ressonância magnética, para que seja visualizada a placa fibrótica de maneira mais fácil.

Doença de Peyronie costuma regredir espontaneamente

Em aproximadamente um quinto dos casos as placas desaparecem de maneira espontânea, sem tratamento, depois de um ou dois anos. Se o problema persiste e continua causando incômodos, podem ser receitados medicamentos que agem no metabolismo das células que produzem a fibrose. Geralmente esses remédios apresentam resultados bastante positivos.

Caso eles não tenham efeito e os sintomas persistam, se a doença está em um estágio que prejudica a atividade sexual do paciente, ele pode ser encaminhado para um procedimento cirúrgico. É aplicada uma anestesia geral ou então bloqueio peridural ou raquidiano.

Há duas técnicas que podem ser utilizadas na cirurgia: uma delas corrige a curvatura do pênis tentando compensar o desvio, fazendo uma prega no corpo cavernoso do lado oposto ao da placa; a segunda técnica utiliza uma incisão em forma de H e coloca-se um enxerto no local da lesão.

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