Homem

26/06/2014 09:00 - Atualizado em 25/11/2016 08:23

Daltonismo atinge mais homens do que mulheres

Daltonismo é uma anomalia genética que afeta a diferenciação de cores.

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Redação

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Diferenciar uma cor da outra é um processo natural para a grande maioria das pessoas. Tão normal quanto se alimentar, caminhar e dormir. E observar os diferentes tons relaciona-se a muitas tarefas do nosso dia a dia, como combinar as roupas, observar as cores da natureza e diferenciar produtos classificados por cores. Para cerca de 180 milhões de pessoas no mundo que sofrem de daltonismo, no entanto, distinguir cores é um problema.

Daltonismo afeta mais homens do que mulheres

Foto: Shutterstock

O daltonismo é uma anomalia genética mais comum em homens. Foto: Shutterstock

Nos casos mais comuns, o daltônico tem dificuldade ao se deparar com as cores verde e vermelha, mas, em alguns casos mais raros, a confusão pode se estender a um espectro de cores mais amplo.

O daltonismo, que pode ser chamado também de discromatopsia ou discromopsia, é uma anomalia hereditária recessiva, ligada ao cromossomo sexual X. Por esse motivo, é observado com maior frequência em homens, uma vez que basta o seu único cromossomo X possuir o gene recessivo para ser daltônico.

Ocorre, nos casos de daltonismo, um problema com os grânulos de detecção de cor em algumas células nervosas do olho, denominadas cones. Se estiver faltando um pigmento, a pessoa tem dificuldades para distinguir entre o vermelho e o verde, o tipo mais comum. Pode faltar um outro pigmento, originando dificuldades para ver as cores azul e amarela. O tipo mais grave é a acromatopsia, uma condição rara, na qual a pessoa não consegue distinguir cor nenhuma, enxergando tudo em tons de cinza.

Testes para o daltonismo

Foto: CC BY-SA 3.0

Os pais podem identificar o daltonismo numa criança quando ela está aprendendo as cores. Existem vários testes de cor que podem ser aplicados para confirmar o diagnóstico. No teste de pranchas pseudoisocromáticas, são exibidos números sobre um fundo colorido, tudo desenhado como uma espécie de mosaico com círculos preenchidos com cores chapadas. A pessoa submetida ao teste precisa identificar o número que há dentro do círculo. Esse método pode ser aplicado para detectar o daltonismo vermelho-verde.

O teste de Ishihara, ao lado, é outro método utilizado para diagnosticar o daltonismo. Portadoras de alguns tipos da anomalia não enxergam o número 8 na figura à direita.

Há também o procedimento de círculos coloridos Farnsworth, no qual o paciente classifica pedras de diferentes nuances. Esse é um pouco mais complicado e pode ser utilizado para detectar a deficiência para enxergar os tons azuis. No anomaloscópio de Nagel, o paciente usa um dispositivo de teste de cor circular, misturando e especificando nuances de cores variáveis. Assim é possível obter informações completas sobre o grau de daltonismo, podendo identificar a ausência de vermelho.

Prejuízos para os casos de daltonismo

Na ampla maioria dos casos, a pessoa daltônica pode levar uma vida normal, mas pode não ser capaz de obter empregos que exijam que se enxergue cores com precisão, como eletricista, pintor, designer, piloto e motorista. Quem tem dificuldade em observar o vermelho, por exemplo, pode não enxergar direito, ao dirigir na neblina, a luz vermelha de frenagem do veículo na parte traseira. Isso pode ser perigoso, porque essa visualização é importante para uma rápida reação do motorista ao movimento do carro da frente.

Infelizmente, o daltonismo é uma condição para toda a vida e não há remédios ou lentes que corrijam essa situação. Alguns óculos especiais, no entanto, podem ajustar o contraste para facilitar a distinção entre cores semelhantes.

Você também possui daltonismo? Conte-nos quais são os prejuízos que você tem no seu dia--a-dia, e se isso te encomoda ou não.

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