Homem

14/08/2015 02:19 - Atualizado em 29/11/2016 03:06

Como usar estimulante sexual sem prejudicar a saúde

Combinação com outros medicamentos representa riscos ao coração.

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Redação

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Os homens brasileiros têm mais medo da impotência sexual que do câncer de próstata, e 62% dos que recorrem a algum tipo de estimulante sexual para garantir a ereção compram o medicamento sem prescrição médica.

Isso é o que mostra uma pesquisa recente realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com a farmacêutica Bayer. A pesquisa ouviu 3,2 mil homens com mais de 35 anos em oito capitais brasileiras.

Avaliação médica

Dentre aqueles que afirmaram usar estimulante sexual mesmo sem receita médica, 41% disseram seguir a recomendação de amigos, 39% receberam indicações na hora da compra, na própria farmácia, 15% afirmaram terem se informado a respeito por meio de sites ou pela imprensa e outros 5% compraram o medicamento no mercado paralelo.

estimulante sexual nas maos do medico

Para o urologista Gustavo Franco Carvalhal, médico do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre-RS, o principal problema do uso indiscriminado de estimulantes sexuais é a ideia errada de que uma avaliação médica não é necessária.

“O tratamento do homem com disfunção erétil passa pela eliminação dos fatores de risco - como tabagismo, obesidade e sedentarismo -, pela avaliação do uso de outras medicações que podem interferir com a ereção e pela avaliação da capacidade funcional do paciente, que pode não estar apto a reiniciar atividades sexuais por estar há muito tempo inativo”, explica o médico.

Assim, apesar de a compra de estimulantes sexuais não requerer receita médica, um especialista deve ser consultado. Porém, esse é outro ponto fraco: 51% dos homens brasileiros com mais de 35 anos nunca foram ao urologista, segundo a pesquisa da SBU.

Riscos do estimulante sexual

Conforme Carvalhal, o uso de estimulante sexual tem efeitos colaterais leves, associados à vasodilatação, como dor de cabeça, rubor facial e congestão nasal. O principal risco é a potencial interação com outros medicamentos.

O uso concomitante com remédios para dilatar as artérias coronárias (os nitratos), por exemplo, é contraindicado porque representa risco de isquemia cardíaca.

A combinação com reposição de testosterona também pode ter consequências graves, como aumento da morbidade por problemas cardiovasculares, progressão de sintomas de dificuldade miccional, alterações das funções hepáticas e da fertilidade, entre outras.

Para usar o estimulante sexual de maneira segura, sem prejuízo à saúde, é necessário consultar um médico, preferencialmente um urologista. Clínicos gerais e cardiologistas também podem indicar o tratamento, especialmente no que se refere a eventuais combinações do medicamento com outras drogas.

O mais difícil é transpor a barreira cultural, quando o assunto é impotência sexual. Embora esse seja o segundo problema de saúde mais temido pelos homens brasileiros (19%), atrás apenas de doenças cardiovasculares e infarto (28%) e mais assustador até que o câncer de próstata (14%), apenas 35% dos entrevistados na pesquisa da SBU disseram que iriam a um urologista caso tivessem impotência.

Os demais se dividiram entre recorrer a receitas populares, como consumir catuaba e ovo de codorna (12%), buscar informações na internet sobre como resolver o problema (21%) ou ignorar a situação, considerando o problema normal porque outros homens também passam por isso (14%).

Seus exames estão em dia? Lembre-se que consultas periódicas ao urologista podem garantir uma vida sexual sadia. Não deixe de contar o que você achou deste artigo! E continue acompanhando as novidades de saúde e bem-estar do Vivo Mais Saudável.

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