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21/03/2015 04:13 - Atualizado em 05/12/2016 01:04

Tratamento para transtorno bipolar fica mais acessível

O transtorno bipolar agora pode ser tratado com auxílio da rede pública de saúde.

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Redação

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O tratamento para transtorno bipolar ganhou auxílio do Ministério da Saúde. No país todo, serão implementados novos medicamentos para tratar a doença.

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar a clozapina, a lamotrigina, a olanzapina, a quetiapina e a risperidona. Anteriormente, esses remédios eram distribuídos na rede pública, mas para outros tipos de tratamento.

Aproximadamente 2 milhões de pessoas têm a doença apenas no Brasil. Em 2015, espera-se que 270 mil pacientes sejam beneficiados com o tratamento gratuito para transtorno bipolar. Os investimentos no Ministério da Saúde chegarão a 90 milhões de reais em medicamentos. Saiba mais sobre a doença, suas causas e o tratamento.

tratamento para transtorno bipolar

Variação da doença define o tratamento para transtorno bipolar

Para realizar corretamente o tratamento para transtorno bipolar, é necessário saber como a doença se caracteriza. Em geral, o transtorno é um problema no qual acontecem oscilações de humor muito intensas. Numa hora, a pessoa está feliz e, em outra, mostra-se depressiva e irritada.

Os pacientes bipolares se classificam em dois tipos principais. No primeiro, a manifestação se dá por, pelo menos, uma situação maníaca e períodos de depressão profunda. No segundo, os pacientes não apresentam episódios maníacos completos, mas manifestações elevadas de energia e impulsividade, alternadas com quadros depressivos.

De maneira leve, o transtorno bipolar também pode ser chamado de ciclotimia, quando a pessoa tem mudanças de humor mais tranquilas, alternando entre a hipomania e a depressão moderada. De acordo com a manifestação, o médico psiquiatra recomenda o tratamento, que pode incluir medicamentos e terapia.

Causas e tratamento para transtorno bipolar

Precisamente, a ciência desconhece as causas do transtorno. No entanto, atribuem-se as manifestações de acordo com os fatores que mais se encontram nos pacientes diagnosticados. Diversos fatores podem estar relacionados às mudanças de humor.

Desequilíbrio hormonal e nos neurotransmissores tem se mostrado uma causa em potencial. Além disso, particularidades cerebrais estão sendo alvo de pesquisas para descobrir a origem do transtorno.

A hereditariedade é outro motivo que pode desencadear a doença. Pessoas com histórico familiar têm se mostrado mais suscetíveis, o que gera suspeita de uma causa genética. Experiências traumáticas, como a morte de familiares ou abusos, podem desencadear uma crise de bipolaridade.

O atual tratamento para transtorno bipolar tem duração de anos e é acompanhado por psicólogos, psiquiatras e neurologistas. Primeiro, investigam-se os fatores que desencadearam o problema e por que ocorrem as oscilações de humor.

Depois de diagnosticada a doença, o paciente pode ser encaminhado à hospitalização, se for considerado perigoso ou se os episódios depressivos se sobressaírem aos de humor moderado. Os medicamentos são diários no início, mas podem ser reduzidos conforme o tratamento vai surtindo efeito.

O objetivo principal ao tratar é conseguir controlar a pessoa e estabilizar as emoções. Mesmo com o tratamento, podem ocorrer crises, portanto eliminar vícios e manter a medicação e a terapia é fundamental. Psicoterapia, tanto para o bipolar quanto para os familiares, é uma forma de entender a doença e evitar comportamento destrutivo do paciente.

Os medicamentos utilizados são antipsicóticos e controladores de ansiedade. Antidepressivos só devem ser tomados com estabilizadores de humor. Em todos os casos, o médico é quem deve avaliar o paciente e receitar os remédios.

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depressão
ansiedade
transtorno bipolar
ciclotimia

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