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26/03/2015 02:34 - Atualizado em 22/11/2016 01:51

Transtorno afetivo bipolar tem tratamento pelo SUS

Novos medicamentos para o transtorno afetivo bipolar passam a ser oferecidos gratuitamente.

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Redação

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Oscilações drásticas de humor que comprometem a saúde e o bem-estar são a principal característica do transtorno afetivo bipolar, que agora passa a ter um tratamento completo oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De forma lenta, o paciente bipolar é tratado para conter os episódios de tristeza profunda ou alegria efusiva.

Os sentimentos da pessoa com bipolaridade afetiva não podem ser controlados. A mania, caracterizada por um estado de muita energia, acontece inclusive na mesma hora em que uma depressão intensa toma conta do paciente.

Conheça de que forma é feito o tratamento do transtorno afetivo bipolar e como a saúde pública está beneficiando as pessoas com esse problema.

transtorno afetivo bipolar

Como se caracteriza o transtorno afetivo bipolar?

Não existe uma causa exata, explicada pela ciência, para o desenvolvimento da bipolaridade. O surgimento do transtorno é atribuído a alguns fatores relacionados à oscilação de humor. Desequilíbrios na produção de hormônios e neurotransmissores são apontados como principais propulsores do problema.

Também é associada uma causa hereditária para o transtorno afetivo bipolar. O histórico familiar pode indicar possibilidade de manifestação da patologia em alguma etapa da vida. Experiências com traumas, a exemplo de abusos e morte de entes queridos, podem ativar a genética da bipolaridade.

O transtorno bipolar tem um tratamento longo, que requer acompanhamento psiquiátrico e neurológico por anos. Quando o problema é diagnosticado, o paciente pode ser internado, caso seja detectado perigo ou episódios de depressão intensa. No início, o paciente ingere medicamentos, que vão sendo reduzidos com o tempo.

Com o objetivo de controlar e estabilizar as emoções, o tratamento para transtorno afetivo bipolar é feito eliminando vícios e utilizando medicação e terapia. Para os familiares, recomenda-se realizar a psicoterapia, também, para compreender a doença e auxiliar no processo.

Os medicamentos administrados são controladores de ansiedade e antipsicóticos. Os antidepressivos só são utilizados em conjunto com estabilizadores de humor. Apenas o médico pode fazer o diagnóstico da patologia e indicar os remédios.

Tratamento do transtorno afetivo bipolar ao acesso de todos

A partir de 2015, o SUS passou a disponibilizar os medicamentos clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona, utilizados para tratar o transtorno afetivo bipolar. Com auxílio do Ministério da Saúde, os pacientes podem agora adquirir esses remédios de forma gratuita em centros de distribuição e postos de saúde.

Os medicamentos já eram distribuídos em farmácias públicas, mas com outras finalidades e para outros tratamentos. No entanto, como a bipolaridade patológica afeta mais de 2 milhões de pessoas apenas no Brasil, o tratamento ganhou destaque no cenário nacional, e visa a beneficiar 270 mil pacientes.

Como acomete jovens e adultos, a doença crônica pode evoluir e se tornar difícil de controlar. Dessa forma, são comprometidas a convivência em família e em sociedade, afetando também o lado profissional. O tratamento, assim, é indispensável para garantir qualidade de vida.

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