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15/12/2014 09:11 - Atualizado em 22/11/2016 10:21

Transplante renal: Saiba como é feito e quando é indicado

A demanda acompanha a procura: transplante renal é o mais requisitado e executado no país.

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Redação

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Se as cirurgias de transplantes de órgãos disputassem uma competição, o transplante renal seria líder absoluto: até setembro de 2014, foram realizadas 4.221 operações no Brasil, quase quatro vezes mais do que o segundo colocado, o transplante de fígado. Os números são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Não por acaso, esses são os únicos órgãos passíveis de serem doados em vida. Entenda quando a cirurgia é indicada e quais as contraindicações do procedimento.

Rins são responsáveis por filtrar o sangue

Falando de modo geral, os rins são responsáveis por limpar, depurar e filtrar o sangue, retirando as impurezas e os resíduos tóxicos produzidos pelo organismo e eliminando-os por meio da urina.

Mas não é tão simples assim. Os rins também controlam o volume dos líquidos corporais: o excesso de água no corpo é expelido pela urina, no chamado efeito diurético. Ao adequar os sais do organismo, a dupla ajuda a controlar a pressão arterial.

transplante renal

Transplante renal é o líder absoluto no Brasil

Por ser uma cirurgia extremamente invasiva e implicar riscos - assim como todas as operações desse tipo - o transplante renal só é indicado para pessoas com prejuízo grave e irreversível das funções renais, como a insuficiência renal em nível terminal.

Mesmo assim, a cirurgia está na liderança entre os transplantes realizados no Brasil, o que pode ser explicado pela possibilidade de doar o órgão em vida. Como o nosso organismo consegue trabalhar com apenas um rim, são comuns as doações entre familiares.

Em 2014, segundo a ABTO, houve um aumento de 3,3% no número de cirurgias, alavancadas pelo crescimento de 3,9% nos transplantes com doador falecido. Outro fator que contribuiu para esse aumento foram os transplantes com doador vivo não parente e não cônjuge, cujo crescimento foi de 53,7%.

Entre os estados brasileiros, São Paulo lidera com três vezes mais transplantes do que a segunda colocada Minas Gerais: 1.598 a 444. Em setembro de 2014, 18.290 pessoas estavam cadastradas na lista de espera por um rim. Os dados são dados são do Registro Brasileiro de Transplantes, divulgado no terceiro semestre de 2014.

Como ocorre a cirurgia de transplante renal

Em geral, a cirurgia dura de três a quatro horas. A ideia é simples: implantar o novo rim na região inferior do abdômen, unindo os vasos sanguíneos do receptor ao órgão. Além disso, é necessário colocar o ureter, responsável por levar a urina do rim à bexiga.

Os procedimentos de retirada e implantação acontecem quase ao mesmo tempo, em salas de cirurgia próximas, com duas equipes diferentes. Como os rins do paciente operado não são retirados - exceto em casos graves -, ele ficará com três rins no organismo, mas só o rim transplantado funcionará normalmente.

transplantes no brasil

Consequências e contraindicações

Geralmente, a pessoa submetida a um transplante renal pode manter uma dieta normal, bebendo da mesma forma que o fazia antes da cirurgia. Será possível trabalhar, estudar, viajar e praticar exercícios, mas o acompanhamento médico e a ingestão de remédios específicos não podem ser descartados.

O principal risco da cirurgia diz respeito ao sistema imunológico, pois, se ele não for devidamente contornado, existe a possibilidade de rejeição ao órgão - quando o organismo interpreta o rim como um objeto estranho e procura destruí-lo. Alguns remédios são ministrados para evitar que isso ocorra.

As principais contraindicações para a cirurgia são:

- Insuficiência cardiopulmonar

- Obesidade mórbida

- Doença periférica e vascular cerebral

- Fumo em excesso

- Insuficiência hepática.

Agora que já sabe como funciona o transplante renal, que tal ser um doador? Deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

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rins
saúde renal
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