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12/12/2014 01:46 - Atualizado em 27/11/2016 07:04

Transplante de medula exige compatibilidade com doador

Transplante de medula óssea é indicado para pacientes com doenças no sangue.

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Redação

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Ainda incompreendido por muitas pessoas, o transplante de medula óssea é um procedimento complexo, pois envolve a substituição de células - e não de órgãos. Além da necessidade de compatibilidade integral entre as células, o principal desafio diz respeito à resposta do organismo.

Entenda mais sobre o procedimento, geralmente indicado para pacientes com problemas sanguíneos, como a leucemia.

transplante de medula

Células sanguíneas são criadas pela medula óssea

Para entender como funciona o transplante de medula, é necessário compreender antes qual a função dessa substância no organismo. De uma forma simplificada, a medula é um líquido-gelatinoso concentrado no interior dos ossos, onde são produzidos os principais componentes do sangue, que são:

- As hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o organismo

- Os leucócitos, ou glóbulos brancos, são os agentes mais importantes do sistema imunológico do organismo, defendendo-o contra infecções

- As plaquetas são as células responsáveis pela coagulação do sangue.

O transplante é necessário quando, em virtude de doenças como a anemia plástica grave e a leucemia, a medula não produz as células de maneira adequada.

Como funciona o transplante de medula

No transplante de medula óssea, a medula do paciente é destruída com altas doses de quimioterapia ou radioterapia. Esse procedimento debilita o sistema imunológico do paciente, tirando-lhe a capacidade de reconhecer e destruir as células-mãe que serão inseridas no sangue.

Como o órgão transplantado não é sólido, como o fígado ou o rim, o procedimento é diferente da maioria dos transplantes. A medula óssea é recebida através de uma espécie de transfusão de sangue. A partir daí, as células chamadas progenitoras circulam e vão se alojar na medula, onde se desenvolvem e a recriam.

Incompatibilidade é o principal risco

Durante o período em que o organismo não consegue produzir as células do sangue em quantidade suficiente para manter as taxas ideais, o paciente fica exposto a ocorrências infecciosas e hemorragias. Por esse motivo, ele deve ser mantido internado no hospital, em caráter de isolamento.

Além disso, o principal risco se deve a uma possível rejeição ou incompatibilidade às células doadas. Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma espécie de nova memória. Por serem células de defesa, podem reconhecer alguns órgãos como estranhos.

No entanto, essas complicações são previstas e podem ser controladas com cuidados médicos específicos, por meio de medicamentos adequados e de internação integral.

transplantes no brasil

Transplante de medula no Brasil

No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, foram efetuadas 1.427 operações entre janeiro e setembro de 2014. A exemplo do que acontece com outros procedimentos, São Paulo é o estado com mais transplantes: foram 661 em 2014, quatro vezes mais do que o segundo colocado, Pernambuco.

Para reunir as informações genéticas das pessoas que se voluntariam a doar medula, foi criado pelo INCA o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Por meio desse sistema informatizado, é possível cruzar dados, verificando a tão complexa compatibilidade.

Quanto maior o número de doadores, maior a chance de encontrar alguém compatível e efetivar a doação. Portanto, se você tem apreço pela vida humana, não hesite: cadastre-se como doador e ajude a salvar pessoas que dependem disso para sobreviver.

Agora que já sabe como funciona o transplante de medula, que tal ser um doador? Deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

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