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15/12/2014 11:23 - Atualizado em 06/12/2016 08:03

Transplante de córnea é alternativa para corrigir a visão

O transplante de córnea é indicado quando há perda na transparência, curvatura ou regularidade.

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Redação

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Um dos principais avanços na história da medicina ocular, o transplante de córnea tende a transformar a vida de quem sofre com distúrbios de visão específicos. Isso porque, em alguns casos, o uso de óculos não resolve o problema. Entenda como funciona o procedimento e como ele altera a vida dos beneficiados.

Transplante de córnea corrige deformações genéticas

De uma forma simplificada, pode-se definir a córnea como um pequeno disco transparente, posicionado à frente do olho, em sua região mais superficial. O funcionamento é semelhante ao do vidro de um relógio: permitir a visão e proteger a estrutura.

transplante de cornea

No transplante, a córnea doente é substituída por outra, sadia, cedida por um doador de órgãos falecido. O restante do globo ocular - cristalino, retina e nervo óptico - não é alterado. Por isso, não há mudança na cor dos olhos após o transplante.

A principal indicação do transplante de córnea se dá quando há perda na transparência da córnea. No entanto, deformações na curvatura ou regularidade também podem ser corrigidas com o procedimento. Entre as principais razões para a cirurgia, pode-se apontar:

- Infecções oculares

- Distrofia de córnea (doença genética)

- Ceratocone

- Astigmatismo elevador e irregular

- Cicatriz de córnea (geralmente resultante de úlceras)

Rejeição é o principal risco

A exemplo de outros transplantes, o principal risco da cirurgia diz respeito à possível rejeição do organismo à nova córnea. No entanto, essa possibilidade é relativamente menor quando comparada ao que acontece com outros órgãos, como o rim.

Além disso, com um acompanhamento médico especializado, é possível monitorar e prever a rejeição, controlando-a por meio de procedimentos específicos.

Os outros riscos assemelham-se àqueles presentes em todas as cirurgias oculares: inflamação, infecção, retardo na cicatrização e descolamento de retina. Uma boa equipe médica, com especialização e prática, tende a minimizar essas ocorrências.

A vida após o transplante de córnea

transplante de cornea

Cega do olho esquerdo por dez anos, Ana Paula Cardoso, carioca de 44 anos, conseguiu uma doação em outubro de 1995. Alvo de uma doença degenerativa na córnea, aos 15 anos de idade, ela precisou conviver com o problema por muito tempo.

“Com o olho esquerdo eu via apenas um branco e os movimentos de luz, sombra e cores, sem conseguir distinguir formas, rostos ou palavras”, conta a jornalista.

Foi necessária a ajuda de psicólogos para aprender a lidar com a limitação e a enfrentar o preconceito que sofria em virtude de sua deficiência visual. Manter a esperança de cura, segundo ela, foi fundamental.

Gravado em sua memória, o momento da cirurgia ainda a emociona: “Lembro bem da vibração do meu médico na sala de cirurgia, quando ele posicionou a nova córnea no lugar. Parecia que ele tinha feito um gol e falava para o médico assistente: ‘Veja só, veja como se adaptou perfeitamente’. Eu estava muito tonta, mas até hoje me emociono ao lembrar dessa cena”, diz.

Depois do transplante de córnea, a vida mudou. Além da melhora na autoestima, Ana Paula pôde realizar tarefas que antes lhe eram impossíveis. “Não poder dirigir era a única coisa que me entristecia quando eu não enxergava. Hoje, adoro dirigir e sou uma excelente motorista, modéstia à parte. Acho que era porque eu queria tanto, sonhava tanto, que fiz o meu melhor para aprender”, orgulha-se.

transplantes no brasil

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