Especialidades

12/12/2014 12:00 - Atualizado em 05/12/2016 02:24

Transplante de coração salva vidas há quase 50 anos

O número de cirurgias de transplante de coração aumentou, mas a fila de espera ainda é grande.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Cidade do Cabo, África do Sul, ano de 1967: o professor Christiaan Barnard assombrava o mundo ao executar o primeiro transplante de coração com sucesso na história da humanidade. De lá pra cá, apesar das campanhas de conscientização, ainda há casos de órgãos potencialmente aproveitáveis que deixam de salvar vidas por desconhecimento ou por recusa da família do possível doador.

Cirurgia de transplante de coração cresceu em 2014

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, em setembro de 2014, 259 pessoas aguardavam por um transplante de coração. Embora o número seja relativamente alto, não se compara à fila de espera de outros órgãos, como o rim (18.290 pessoas) e as córneas (8.465). Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes, divulgado no terceiro semestre de 2014.

transplante de coração

A boa notícia fica por conta do aumento constante no número de transplantes cardíacos: há um crescimento contínuo desde 2011, quando foram realizadas 160 operações. Em relação ao ano passado, por exemplo, houve um acréscimo de 16,1% no número de cirurgias, o que permite a projeção de 315 transplantes ao final de 2014.

São Paulo é o estado com o maior número de cirurgias, com larga distância para a segunda colocada, Minas Gerais: os paulistas realizaram 100 transplantes entre janeiro e setembro deste ano, enquanto os mineiros aparecem com 30 registros, três vezes menos.

Como é feita a cirurgia

Existem duas técnicas principais para a realização da cirurgia de transplante de coração. Uma é chamada de clássica, e a outra, de bicaval. A grande diferença está na quantidade de tecido do coração velho que será mantido: a bicaval extrai praticamente todo o órgão, deixando apenas uma parte do átrio esquerdo, enquanto a clássica utiliza uma região um pouco maior do coração antigo.

Durante o transplante, o sangue do paciente é desviado do coração doente por meio de pequenos tubos posicionados nas veias cavas do coração, através das quais o líquido normalmente penetra no órgão.

Esses tubos conduzem o sangue para uma máquina de circulação extracorpórea, que funciona como coração e pulmões artificiais, retirando o dióxido de carbono do sangue e oxigenando-o para reintroduzi-lo no organismo. Depois disso, é possível retirar o coração e substituí-lo pelo órgão doado.

Transplante de coração exige velocidade

O prazo para retirar o órgão do doador e levá-lo até o transplantado é de apenas quatro horas. Depois desse tempo, não há como garantir que as propriedades do coração serão mantidas. Por esse motivo, é preciso que as equipes trabalhem integradas e com extrema velocidade.

Para doar o coração, é preciso ter morte cerebral constatada. Após isso, a família é entrevistada e libera ou não o órgão para doação. A primeira pessoa da lista de espera é identificada e a corrida contra o tempo começa para o transplante de coração.

transplantes no brasil

Contraindicações para o transplante

Embora a técnica tenha se difundido entre os médicos, a cirurgia de transplante de coração é o último recurso a ser adotado, apenas quando há uma doença cardíaca em estágio avançado.

Isso acontece porque a operação envolve riscos, como a chance de infecções e a possibilidade de o novo coração ser rejeitado pelo organismo do paciente. No entanto, o índice de sobrevivência após a cirurgia é de 80% durante um ano ou mais. A operação é contraindicada em alguns casos. Veja exemplos:

- Doenças cerebrovasculares

- Insuficiência hepática irreversível

- Doença pulmonar grave

- Incompatibilidade sanguínea entre receptor e doador

- Doença psiquiátrica grave

- Obesidade mórbida

- Infecção ativa

- Câncer

Que tal a ideia de ser um doador e salvar uma vida em um transplante de coração? Deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

TAGS
doar órgãos
transplantes
saúde
coração

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ