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16/02/2015 05:36 - Atualizado em 06/12/2016 12:05

Surdez: Descubra causas, tratamentos e como viver com a deficiência

Surdez é uma deficiência que pode se manifestar em diferentes graus.

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Redação

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De origem congênita ou adquirida, a surdez é um problema que atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, segundo o Censo Demográfico de 2010, realizado pelo IBGE. Parcial ou total, o fato é que a deficiência auditiva pode dificultar a vida das pessoas. Entenda mais.

surdez

As causas da surdez

A audição é um dos sentidos que podem ser afetados mais facilmente na hora do parto. Ela depende da boa formação de uma série de estruturas no ouvido e da ligação nervosa entre vários órgãos. Por isso, qualquer trauma ou impacto que a criança sofra pode afetá-la.

A surdez congênita é o tipo mais comum da deficiência e pode ter três origens: pré-natais, perinatais e pós-natais.

A origem pré-natal pode se dar por fatores hereditários ou desordens genéticas. Crianças filhas de pais surdos têm mais chances de nascerem assim. A contração de doenças infectocontagiosas pela gestante também pode afetar o bebê. A rubéola é conhecida por causar surdez nos fetos. Toxoplasmose e sífilis também são fatores de risco.

A surdez perinatal envolve o desenvolvimento do parto e fatores relacionados a ele. Crianças que nascem com a ajuda do fórceps podem sofrer algum tipo de impacto nas estruturas do ouvido. A falta de oxigênio no cérebro, comum em partos muito demorados, afeta a audição. Bebês prematuros ou que nasçam em pós-maturidade também correm o risco de ficarem surdos.

Quando as dificuldades auditivas surgem logo após o nascimento, elas também são consideradas congênitas. Se a criança for submetida a sons muito altos, como uma explosão, ela pode sofrer alterações na estrutura auditiva. Doenças infecciosas, utilização de medicamentos ototóxicos e acidentes com traumatismo craniano colocam em risco a audição do bebê.

Mas os problemas auditivos também são muito relacionados ao envelhecimento. Com o passar do tempo, as estruturas internas do ouvido e a ligação de nervos com o cérebro começam a ser afetadas. Assim, desenvolve-se um quadro de surdez neurossensorial permanente. A qualidade de audição dos sons baixos é a que fica mais comprometida.

Ao notar mudanças na sua qualidade auditiva, ou perceber que alguém próximo a você não consegue ouvir, procure um otorrinolaringologista. Ele poderá indicar se o problema é de fácil resolução. Existem microcirurgias que recuperam alguns danos, mas o uso de aparelhos auditivos e implantes cocleares ainda são as melhores soluções para o problema.

Convivendo com a surdez

Conviver com deficientes auditivos é algo que exige um pouco de esforço, já que essas pessoas não têm as mesmas condições de compreensão que as demais. É preciso tomar cuidado para que as pessoas com deficiência se sintam incluídas. Quando for conversar com alguém, procure tocar levemente na pessoa para que ela entenda que deseja falar com ela.

Seja expressivo e fale com calma, caso a pessoa tenha apenas baixa audição. Se o problema for mais grave e ela não puder escutar, certifique-se de que consegue falar em libras ou com outros sinais que ela consiga compreender.

Mantenha contato visual durante todo o tempo. Surdos conseguem captar melhor os sinais de linguagem não-verbal que seu corpo emite.

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deficiência auditiva
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