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09/09/2015 03:28 - Atualizado em 10/12/2016 12:05

Smart drugs: Medicamentos potencializam o funcionamento do cérebro

Estudantes e profissionais usam as substâncias para melhorar a memória e a concentração.

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Redação

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Você já ouviu falar em smart drugs? Além de deixar as pessoas mais ligadas e concentradas, as substâncias também prometem melhorar a memória, a produtividade e a capacidade de aprendizagem. O uso das drogas inteligentes está aumentando cada vez mais nos últimos anos, principalmente por universitários e profissionais que trabalham em áreas competitivas.

Supostamente, as drogas são capazes de ajudar a melhorar o desempenho mental sem produzir efeitos colaterais negativos. Porém, não existem estudos científicos que comprovem os benefícios ou se existem efeitos colaterais com o uso de longo prazo.

Efeitos das smart drugs

As smart drugs são conhecidas também como nootrópicos, substâncias definidas como potencializadoras cognitivas e que não são tóxicas ou viciantes. Tampouco provocam efeitos colaterais significativos.

mulher tomando smart drugs

Apesar de não haver dados oficiais, seu uso tem crescido principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, a venda de psicoestimulantes também aumentou, crescendo 25% nos últimos cinco anos.

Os potencializadores cognitivos são usados principalmente em ambientes de trabalho competitivos, onde o intelecto é mais importante que qualquer outra habilidade. Estudantes universitários também apostam nas smart drugs para conseguir estudar por várias horas sem perder o foco.

Na composição dos nootrópicos estão ativos químicos da família dos racetans - como o piracetam e o pramiracetam - e substâncias como vitaminas e aminoácidos, encontrados em alimentos e plantas que podem ser comprados em lojas de suplementos e de produtos naturais.

Como smart drugs, são utilizados também medicamentos receitados para o tratamento de pessoas que apresentem alterações em seus mecanismos cognitivos e que sofram com problemas como transtorno de déficit de atenção, hiperatividade, narcolepsia, demência e até mesmo Alzheimer, apesar do risco de efeitos colaterais como arritmia e ansiedade.

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Opções mais saudáveis

Como os estudos realizados ainda não são conclusivos, tanto na confirmação dos benefícios quanto na apresentação de efeitos nocivos das smart drugs, o jeito é optar por hábitos mais naturais que estimulem o funcionamento do cérebro. Mantendo uma boa saúde, é possível melhorar as funções cognitivas sem o uso de qualquer substância.

Uma das principais maneiras é com a prática regular de atividades físicas. Isso é o que comprova uma ampla revisão de pesquisas divulgada nos Estados Unidos, feita pela renomada cientista no campo da neurogênese Henriette van Praag, do Laboratório de Neurociências do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

O estudo afirma que há maior produção de neurônios e um aumento das substâncias que atuam na nutrição e no desenvolvimento dessas células em animais submetidos a exercícios regulares. O trabalho foi publicado pela revista “Current Topics in Behavioral Neurosciences”.

A cientista mostrou ainda que a prática de exercícios aumenta a capacidade do cérebro de se adaptar e criar novas conexões, a chamada neuroplasticidade.

Em estudos com ressonância magnética, foi possível observar que quem se exercita regularmente produz uma intensa atividade no hipocampo. Essa região cerebral está relacionada à memória e à aprendizagem, além de armazenar as células-tronco que dão origem aos novos neurônios.

Você já usou alguma droga para se concentrar no trabalho? Qual foi o resultado? Deixe seu comentário! E aproveite para conferir mais dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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nootrópicos
desempenho intelectual
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