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24/03/2016 04:27 - Atualizado em 04/11/2016 10:26

Purple Day: Dia Mundial de Consciência da Epilepsia

Vista-se de roxo e ajude na luta contra o preconceito.

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Redação

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Quando tinha sete anos de idade, a pequena Cassidy Megan foi diagnosticada com epilepsia. Assustada e com vergonha do seu diagnóstico, ela chegou a pensar ser a única criança do mundo em sua condição. Aos oito, teve acesso a uma palestra sobre a doença em sua escola. Foi então que resolveu seguir em direção oposta à maioria dos pacientes com epilepsia e contar às pessoas sobre a epilepsia.

Cassidy queria mostrar a outros pacientes que eles não estavam sozinhos. Por isso, aos nove anos de idade, deu início a um esforço internacional dedicado a aumentar o conhecimento sobre a doença. Foi assim que nasceu o Purple Day (Dia Roxo)

Essa comemoração, realizada em vários países, consiste na conscientização sobre a epilepsia e na geração de mais oportunidades para pacientes e não pacientes conviverem e fomentarem a troca de informações sobre a doença. O roxo foi escolhido como a cor do #PurpleDay por representar o sentimento de solidão em alguns lugares do mundo, algo que pode ser muito comum na vida de uma pessoa com epilepsia.

A epilepsia na infância 

Presidente da Associação Brasileira de Epilepsia e responsável pelo Laboratório de Epilepsia da Unifesp, a Dra. Laura Guilhoto, explica que a epilepsia é mais frequente nas crianças e nos idosos pela vulnerabilidade cerebral nessa faixa etária. 

Basicamente existem dois tipos de crises epilépticas: as crises parciais (ou focais) e as crises generalizadas, a segunda mais comum em crianças. 

Crises parciais – neste caso a consciência é preservada total ou parcialmente, podendo desencadear formigamentos, percepção de gostos e cheiros esquisitos e a pessoa pode se apresentar confusa, fazendo gestos automáticos, como de mastigação, ou mesmo o desempenho de tarefas.

Crises generalizadas – são caracterizadas principalmente pelas crises convulsivas e de ausência. As crises convulsivas se evidenciam pela perda da consciência, rigidez muscular, movimentos ritmados do corpo, mordedura de língua, salivação e às vezes liberação de urina. As crises de ausência ocorrem principalmente em crianças e se manifestam por um breve desligamento. A criança interrompe a fala e as atividades por alguns segundos, voltando a seguir a atividade que estava realizando. 

Causas da epilepsia

As causas da doença são diversas e às vezes desconhecidas. O que a medicina já descobriu é que ela pode ser causada por infecções perinatais, tumores cerebrais, abuso de álcool e drogas, acidentes com traumatismo de crânio, infecções após o nascimento como meningite e neurocisticercose (larva da solitária que se aloja no cérebro), malformações cerebrais, má assistência durante o parto, entre outras.

Algumas crianças quando pequenas (idade de 6 meses a 6 anos) também podem estar mais vulneráveis às crises desencadeadas por febre, denominadas “crises febris". 

No entanto, é muito importante que os pais tomem consciência que febres altas nem sempre significam epilepsia. Por isso, em caso de suspeita, um médico deve ser procurado imediatamente para fazer o diagnóstico correto.

A epilepsia e o convivo social

O diagnóstico de uma doença crônica promove mudanças psicológicas e na forma como a pessoa é vista pela família e pela sociedade. Quando se trata de uma criança, que ainda está em processo de formação psicossocial, as medidas de adequação desse cenário e a minimização de efeitos prolongados e permanentes são essenciais.

Além disso, as crises podem comprometer o aprendizado, especialmente se não forem tratadas adequadamente. Conhecimentos e cuidados em relação a como agir em um momento de crise devem ser adotados pelos professores e auxiliares. Também deve ser explicado à criança e aos seus colegas que o que ocorreu foi uma crise e está tem tratamento médico, sendo comum em algumas pessoas, crianças e adultos. 

O #PurpleDayBrasil

No Brasil, mais de 3 milhões de pessoas convivem com epilepsia. Para ajudar na campanha este ano e conscientizar os brasileiros sobre a doença a fim de contribuir para o fim do preconceito, foram criados os canais Conviva com Epilepsia no Facebook e Instagram.

O objetivo é dialogar principalmente com pessoas que pouco sabem sobre epilepsia e contribuir para a troca de experiências com quem convive diariamente com a doença. 

Além deste, outros esforços acontecem ao longo do mês de março, como foi o caso da intervenção coletiva promovida na Avenida Paulista, pelo grupo Play Monday, no dia 2.

No dia 26 de março, anualmente, pessoas de todo o mundo são convidadas a se vestir de roxo nos eventos em prol da consciência sobre a epilepsia.

Faça parte você também dessa campanha. Aproveite para compartilhar esse conteúdo nas redes sociais e ajude na conscientização sobre a doença e na luta contra o preconceito! Não se esqueça, ainda, de conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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purple day

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