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28/03/2016 02:00 - Atualizado em 01/12/2016 11:58

Oxigenoterapia hiperbárica trata doenças vasculares

Tratamento com oxigênio puro e é indicado para situações em que a circulação e a oxigenação dos tecidos é prejudicada.

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Redação

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A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento realizado por meio da inalação de oxigênio 100% puro. A técnica ficou mundialmente conhecida depois de ser divulgada como hábito do cantor Michael Jackson. Ela faz parte de uma medicina recente, regulada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O que é a oxigenoterapia hiperbárica

A oxigenoterapia é um ramo da medicina hiperbárica, uma ciência recente que estuda as mudanças que acontecem nos organismos de pessoas submetidas a ambientes de alta pressão. A teoria que sustenta o tratamento é de que respirar oxigênio puro pode ajudar a curar doenças e a cicatrizar feridas mais rapidamente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica, essa é a área de atuação médica dedicada aos aspectos fisiopatológicos do mergulho e do trabalho em ambientes pressurizados. Os tratamentos são aplicados dentro de uma câmara preenchida de oxigênio puro. Michael Jackson, por exemplo, dormia em um desses equipamentos.

câmara de oxigenoterapia hiperbárica

Durante as sessões de oxigenoterapia hiperbárica, a quantidade de oxigênio dissolvido nos tecidos do organismo é aumentada entre dez e 20 vezes. A ciência aposta que, com isso, seja possível tratar patologias em que a falta de oxigênio nos tecidos seja o problema principal. É o caso de úlceras, feridos e outros quadros de comprometimento vascular.

A terapia tem ação cicatrizante e antibiótica, além de estimular a formação de colágeno, a neoformação vascular e a diminuição de edemas e sequelas. Cirurgias gerais e do sistema gástrico, traumas, infecções, feridas, doenças vasculares, problemas ortopédicos, cirurgias plásticas e lesões actínicas são algumas das áreas tratadas com o oxigênio.

As doenças e acidentes específicos do mergulho constituem, segundo a SBMH, uma das vertentes mais importantes da oxigenoterapia. Barotraumas como narcose por N², intoxicações por gases artificiais, hipotermia, síndrome do apagamento, embolia traumática pelo ar e doenças descompressivas são especialidades da técnica.

Segurança ao usar a técnica

É importante lembrar que, assim como qualquer outro tipo de tratamento, a oxigenoterapia hiperbárica só deve ser feita a partir da prescrição médica. Se houver encaminhamento de um profissional, o paciente deve procurar uma clínica especializada, a fim de avaliar qual a duração indicada para o processo.

O tratamento consiste em sessões que duram cerca de duas horas e que ocorrem quantas vezes forem necessárias até a solução do problema. Pessoas com situações não tratadas na região do pneumotórax, que fizeram uso de Bleomicina no passado ou que utilizam substâncias como Sulfamilon, Adriamicina, Cisplatina e Dissulfiram têm contraindicação para o procedimento.

No Brasil, segundo a SBMH, existem 96 clínicas de serviço de oxigenoterapia hiperbárica atuantes. A entidade indica que os pacientes interessados procurem os espaços que possuem o selo de qualidade da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Esses locais têm estrutura organizacional e de segurança atestadas pelas autoridades.

É preciso cuidado também com o tipo de câmara hiperbárica em que se realizará o tratamento. As portáteis, por exemplo, só podem ser utilizadas para resgate em altitude, conforme as diretrizes estabelecidas no VI Fórum de Segurança, Qualidade e Ética em Medicina Hiperbárica.

Tirou suas dúvidas sobre o procedimento? Então aproveite para compartilhar o artigo com outros interessados nesse assunto! E não se esqueça de conferir as dicas de saúde e bem-estar do Vivo Mais Saudável.

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mergulho
Michael Jackson
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oxigênio

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