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04/04/2015 04:12 - Atualizado em 04/12/2016 06:36

Osteossarcoma: Entenda o câncer nos ossos

Jovens e idosos são grupos de risco para o tumor, que se desenvolve principalmente nos joelhos.

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Redação

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Você já leu o livro "A Culpa é das Estrelas”, de John Green? Na obra, que se tornou fenômeno literário entre os adolescentes, o protagonista Gus, de 17 anos, sofre com o osteossarcoma. O livro já começa com o menino sem uma perna, que teve de ser amputada em função da doença.

Adolescentes e idosos estão na faixa de risco do osteossarcoma, um tipo de câncer bastante perigoso, que se desenvolve nos ossos e se espalha rapidamente para os pulmões.

É difícil o tumor atingir outros órgãos e ele costuma ser silencioso, sem causas aparentes ou manifestações específicas. Saiba como o câncer se desenvolve e os meios de tratá-lo.

osteossarcoma

Como o osteossarcoma se manifesta?

Esse câncer é o tipo mais comum de tumor maligno nos ossos. Na maioria dos casos, ele se desenvolve na região da metáfise (zona de crescimento do osso) e dos ossos tubulares longos. É bastante recorrente na área dos joelhos e das articulações da perna.

O osteossarcoma é o sexto maior causador de morte em crianças menores de 15 anos. Apenas nos Estados Unidos, por ano, cerca de 400 crianças são diagnosticadas com a doença antes dos 20 anos. Nos adultos, os registros atingem 500 casos anuais, sendo a maioria com menos de 30 anos.

Cerca de um terço dos pacientes diagnosticados com esse tipo de câncer não sobrevivem. Nos idosos, ele acontece principalmente como uma consequência da doença de Paget (tumor benigno no osso) e de infartos medulares. Quando surge a partir dessas doenças, desenvolve-se em vários ossos ao mesmo tempo, provocando dores generalizadas.

Nos jovens, o câncer se desenvolve com maior incidência nos ossos longos dos membros próximos ao joelho, às ancas e aos ombros. Os sintomas iniciais incluem dores, inchaços visíveis na região do osso prejudicado (quando ele é mais superficial), e dores profundas sob a pele quando o osso está longe do tecido epitelial.

Os casos de osteossarcoma na região do joelho são mais comuns, seguidos pelo quadril, ombro e mandíbula. O tumor aparece de forma sólida, rígida e irregular, em função das pequenas espigas do osso, que é calcificado. Em radiografias, é possível perceber a elevação da membrana do tecido conjuntivo.

Tratamentos para o osteossarcoma

Para diagnosticar esse câncer, o exame mais comum é a radiografia do osso. No entanto, outros exames de imagem podem complementar a análise, como a ressonância magnética nuclear. Os resultados podem apresentar aumento das enzimas e problemas na circulação.

Para evitar danos ao conjunto ósseo, o osteossarcoma não é tratado com radioterapia, mas por meio do ressecamento cirúrgico do osso atingido pelo câncer. Na maioria das situações, é necessário realizar a amputação completa do membro. É possível adaptar uma prótese imediatamente após a cirurgia.

Em outros casos, também é possível ressecar o osso e substituí-lo por um enxerto ósseo ou osso artificial, chamado de endoprotese. Apenas o médico pode indicar a melhor solução para o problema.

Depois de realizado o procedimento cirúrgico, o tratamento é complementado por medicamentos durante vários meses, para que nenhuma outra parte do corpo seja prejudicada pelo tumor. Atualmente, esse tipo de câncer apresenta de 60% a 70% de chances de sobrevivência.

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