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24/03/2016 03:23 - Atualizado em 28/11/2016 12:02

O que é epilepsia? Conheça os mitos e verdades

26 de março - Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia. O Brasil tem mais de 3 milhões de pessoas com a doença.

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Redação

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A epilepsia afeta cerca de 2% da população mundial e acredita-se que, somente no último ano, aproximadamente 50 milhões de pessoas conviveram com doença apresentando crises. 

As causas da doença são diversas e às vezes desconhecidas. O que a medicina já descobriu é que ela pode ser causada por infecções perinatais, tumores cerebrais, abuso de álcool e drogas, acidentes com traumatismo de crânio, infecções após o nascimento como meningite e neurocisticercose (larva da solitária que se aloja no cérebro), malformações cerebrais, má assistência durante o parto, entre outras.

Por conta da imprevisibilidade dessas crises, pacientes com epilepsia costumam enfrentar momentos embaraçosos, motivados pelo preconceito que existe pela desinformação social sobre a doença. Esse preconceito afeta todas as áreas da vida do paciente – desde a profissional, até mesmo o relacionamento com amigos e familiares.  

Cassidy Megan e sua história de superaçao

Aos sete anos de idade, depois de ter sido diagnosticada com epilepsia, a canadense Cassidy Megan ficou assustada e com vergonha do seu diagnóstico. Chegou até a pensar ser a única criança do mundo em sua condição. 

No entanto, ao aprender mais sobre e com a doença, resolveu seguir na direção oposta da maioria dos pacientes e conscientizar as pessoas que epilepsia não é coisa de outro mundo.  

Cassidy queria mostrar a outros pacientes que eles não estavam sozinhos.  Por isso, aos 9 anos de idade, deu início a um esforço internacional dedicado a aumentar a consciência sobre a epilepsia em todo o mundo e lutar pelo fim do preconceito. E assim nasceu o Purple Day (Dia Roxo). 

 O Purple Day pelo mundo

A comemoração mundial consiste na conscientização sobre a doença e seu aspecto psíquico - o sofrimento das pessoas com epilepsia, não somente pela doença em si, mas pela solidão e falta de interação social que elas vivenciam.

 É uma oportunidade para pacientes e não pacientes tomarem conhecimento sobre a importância do tema e fomentarem a troca de informações sobre como lidar com as crises epilépticas, quais as formas de tratamento e de inserção social.

O #PurpleDayBrasil

No Brasil vivem hoje mais de 3 milhões de pessoas com epilepsia. Para conscientizar os brasileiros sobre a doença e dar fim ao preconceito, uma das iniciativas realizadas no país foi a criação dos perfis Conviva com Epilepsia no Facebook e Instagram.  

O objetivo é dialogar principalmente com pessoas que pouco sabem sobre a epilepsia e trocar experiências com quem convive diariamente com a doença. Além desse, outros esforços estão acontecendo ao longo do mês de março, como foi o caso da intervenção coletiva promovida na Avenida Paulista, pelo grupo Play Monday, no dia 2.

E para levar mais entendimento sobre a doença, a Dra. Laura Guilhoto, presidente da Associação Brasileira de Epilepsia e responsável pelo Laboratório de Epilepsia da Unifesp, esclarece os mitos mais comuns em torno da doença, a fim de ajudar a quebrar do preconceito e promover mais entendimento sobre as crises.

O que é epilepsia? Mitos sobre a doença

- Ao contrário do que muita gente acredita, a epilepsia não é uma doença psiquiátrica como a ansiedade e a depressão, mas sim uma enfermidade neurológica que acomete o cérebro.

- Cerca de 70% das pessoas com epilepsia vão ter suas crises controladas com uma ou duas medicações, desde que sejam tomadas de forma adequada e seguidas as orientações médicas.

- A epilepsia não é uma doença contagiosa, porque não existe um agente transmissível. O contato com a saliva do paciente de maneira alguma torna a outra pessoa epiléptica.

- Impedir que o paciente engula a própria língua durante uma crise é um mito. O correto é virar o paciente de lado, protegê-lo, deixar que a saliva escorra e aguardar calmamente que a crise acabe.

- O planejamento obstétrico adequado é necessário, mas a epilepsia não contraindica a gravidez. De uma forma geral, as medicações não devem ser modificadas ao longo da gestação, sendo importante um planejamento antes do início da gravidez.

- O estresse é um fator desencadeador de crises, por isso, não rejeite, mas busque compreender a pessoa com epilepsia.  Além do estresse psíquico, o cansaço excessivo associado à falta de sono e descanso apropriado pode aumentar a frequência de crises.

- Os esportes, quando bem indicados e praticados de forma adequada, não pioram as crises e sim constituem um fator benéfico ao paciente.

- A epilepsia não tem razão para ser um estigma social. Machado de Assis, Dostoievski entre outras personalidades famosas tiveram epilepsia e são lembrados até hoje pelo seu brilhantismo.

Você conhece alguém que tenha epilepsia? Então aproveite para compartilhar esse conteúdo nas redes sociais e ajude na conscientização sobre a doença e na luta contra o preconceito! Não se esqueça, ainda, de conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.



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