Dra. Carla Leite

ESPECIALIDADE

Oftalmologia

ONDE ATENDE

Rua Mariland, 720 cj. 401, B, São João, Porto Alegre/ RS

  • (51) 9876-7678

Dra. Carla Leite

Apresentação

Possui 15 anos de profissão com especialidade em oftalmopediatria e estrabismo. Atualmente, é diretora de um consultório em Porto Alegre. Por 10 anos, atuou na Clínica Visão, referência na área. 

O que Trata

Cuida do tratamento oftamológico infantil, adulto e de estrabismo. 

Formação Acadêmica

Graduada em Medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes (1999) e especializada em oftalmologia, oftalmopediatria e estrabismo pela Unifesp (2002).

Cargos e Títulos

Atualmente é diretora da Clínica Dra. Carla Leite.

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Especialidades

06/07/2015 06:00 - Atualizado em 30/11/2016 04:54

O mau uso de colírios pode comprometer a saúde ocular

O uso de colírios deve ser sempre prescrito por um médico, pois eles não são todos iguais e, principalmente, não são apenas água.

POR

Dra. Carla Leite

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Apenas os lubrificantes podem ser usados a vontade, para aliviar sintomas de irritação e ardência, mas o problema é mascarar algum tipo de afecção ocular como doenças do filme lacrimal ou inflamações na córnea.

Os lubrificantes oftálmicos não devem ser confundidos com colírios vasoconstritores

Segundo  o Instituto Penido Burnier, 40% das pessoas de um estudo usaram colírio sem prescrição médica e o vasoconstritor respondeu por 56% da automedicação.

O vasoconstritor tem efeito cosmético, clareia o olho, escondendo o problema real. Os olhos vermelhos têm muitas causas, desde problemas simples como alergias, a problemas sérios, como inflamação da córnea, corpo estranho e até inflamaçoes e infecções intra-oculares. Em caso de uso prolongado, podem acelerar uma catarata e até causar varizes nos olhos devido a vasodilatação rebote após a vasoconstrição. O que deixa o olho mais vermelho e faz com que o paciente entre num ciclo vicioso usando ainda mais colírio.

A venda controlada de alguns tipos de colírios

Podemos agradecer a venda controlada de alguns tipos de colírios hoje, como os anestésicos, cicloplégico e antibióticos; vendidos apenas com retenção da receita.

  • Os anestésicos aliviam a sensação de corpo estranho e dor. Em muitos casos, a pessoa usava por conta própria, por ser vendido no balcão da farmácia, mas ao procurar um médico a córnea estava perdida pela infecção do corpo estranho ou pela própria toxicidade do colírio. Pode-se haver baixa de visão pela perda de transparência da córnea, como acontece na maioria dos casos, em muitos a recuperação exige transplante de córnea, que é uma cirurgia com muitos risco de falência;
  • Os antibióticos também não devem ser utilizados com automedicação, tanto por causa de resistência bacteriana do corpo à droga, mas também por causa de seus efeitos colaterias;
  • Os colírios cicloplégicos para exame de dilatação têm muitos efeitos colaterais, dependendo da quantidade usada, como: rubor facial em crianças pequenas, taquicardia, sonolência, fraqueza, náuseas, cefaleia leve, alterações no comportamento, choro e perda do equilíbrio. Em caso de ingestão acidental pode causar alucinações e até ser fatal para uma criança;
  • Outra classe que deveria ser controlada é a de corticóides, estes anti-inflamatórios são potentes, mas podem piorar infecções bacterianas e fúngicas, assim como gerar catarata e glaucoma;
  • Os antiglaucomatosos são prescritos para diminuir a pressão intraocular, mas podem ter efeitos sistêmicos indesejados como falta de ar e morte em pacientes asmáticos, zumbidos, alterações de visão assim como olhos vermelhos e escureciemnto de íris. O preocupante é que uma classe deste é vendida para aumento da quantidade de cílios,  um dos efeitos colaterais em 100% dos casos.

Portanto, não se automedique e em caso de qualquer sintoma procure seu médico, jamais use colírio de outra pessoa.

Pode haver infecção cruzada com os germes desta pessoa.

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oftalmologia
uso de colírios
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