Especialidades

28/03/2015 12:21 - Atualizado em 03/12/2016 06:28

Nódulos na pele podem ser neurofibromatose

Doença rara, a neurofibromatose pode dar origem a tumores malignos, se não for tratada.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Também chamada de Doença de Von Recklinghausen, a neurofibromatose é uma doença genética rara. Geralmente, manifesta-se em adolescentes, por volta dos 15 anos de idade. Caracteriza-se pelo aumento incomum do tecido nervoso pelo corpo, que forma pequenos nódulos e tumores na pele, que se chamam neurofibromas.

Existem dois tipos da doença, que é benigna, mas sem cura conhecida. Ela ocorre em decorrência de mutações nos cromossomos e provoca manchas e lesões pelo corpo. Saiba mais sobre as formas de neurofibromatose, seus sintomas e o tratamento.

neurofibromatose

Características gerais da neurofibromatose

A doença se divide em dois grupos. Na variação 1, as causas são decorrentes de mutações no cromossomo 17. A produção de neurofibrima (proteína utilizada no organismo para evitar o aparecimento de tumores) é reduzida. Essa manifestação pode ocasionar perda de visão e impotência.

Na segunda apresentação da neurofibromatose, as mutações são causadas no cromossomo 22, reduzindo a produção de merlina (proteína que evita o crescimento dos tumores em pessoas saudáveis). Pode provocar perda de audição.

Caracterizada principalmente pelos pequenos tumores (neurofibromas) que se formam na pele, a doença decorre das mutações, que indicam seu tipo de gravidade. Entre os sintomas do tipo 1, destacam-se o crescimento anormal de lesões moles e carnudas na pele, com coloração em tons de marrom.

Além disso, podem aparecer manchas marrons e lisas, sardas na região das axilas e das virilhas, lesões nos olhos, mas que não afetam a visão, deformidades nos ossos, escoliose, dificuldade para aprender e aumento irregular da cabeça.

Na manifestação de tipo 1, os tumores da doença prejudicam os nervos de todo o corpo. Elas provocam um aspecto de deformação na pessoa, causando problemas neurológicos, nos rins e no coração. A quantidade dos tumores varia, mas pode ocorrer em centenas, com maior frequência enquanto adolescente.

Os sintomas da neurofibromatose de tipo 2 são decorrentes de um crescimento de tumores nos nervos auditivos. Por isso, a doença causa perda de audição e de equilíbrio. Provocando zumbidos no ouvido e fortes dores de cabeça, é possível que o indivíduo apresente também tumores pequenos na pele, típicos da primeira manifestação do problema.

Como tratar a neurofibromatose?

Para tratar a neurofibromatose, pode ser realizado um procedimento cirúrgico, que remova os tumores que provocam pressão sobre os órgãos. A radioterapia é outra opção que reduz o volume das lesões, dando um aspecto mais limpo à pele.

No entanto, nenhum tratamento é completamente eficaz e a doença não possui cura. É possível que, mesmo com essas técnicas, os neurofibromas voltem a aparecer.

Caso a pessoa doente apresente mais algum sintoma, a exemplo de problemas no desenvolvimento ou no crescimento, bem como dificuldades em se equilibrar ou problemas nos ossos, é necessário buscar auxílio.

Profissionais como fisioterapeutas, psicólogos e osteopatas são especializados para esses casos e conseguem indicar os tratamentos mais adequados.

Em situações extremas ou de maior gravidade, quando há desenvolvimento de tumores malignos, o paciente pode acabar tendo câncer. Por isso, é necessário realizar uma cirurgia que retire o tumor, passando posteriormente pelos processos de radioterapia e quimioterapia. O tratamento completo reduz as chances de uma reincidência.

Gostou das dicas de saúde? Então deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

TAGS
tumores
pele
doença genética
radioterapia

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ