Dr. Leandro Teles

ESPECIALIDADE

Neurologia

ONDE ATENDE

Rua Cayowaa, 1071, CJ 124, Perdizes - São Paulo

Dr. Leandro Teles

Apresentação

O neurologista Leandro Teles é médico formado e especializado pela Universidade de São Paulo.

O que Trata

Atende pacientes acima de 12 anos com dores de cabeça, acidente vascular cerebral, Alzheimer e outras demências, défict de atenção, Parnkinson e outros tremores, problemas de sono e epilepsia.

Formação Acadêmica

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com especialização em Neurologia Clínica. Fez residência médica no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Cargos e Títulos

É membro efetivo da Academia Brasileira de Neurologia (ABM). Atualmente, trabalha como neurologista clínico na zona oeste de São Paulo e como consultor de diversos meios de comunicações, como portais, emissoras, rádios, etc. Foi preceptor do Departamento de Neurologia no Hospital das Clínicas de São Paulo entre os anos 2010/  2011 e já ministrou aulas no curso de Medicina. 

Especialidades

12/01/2015 11:31 - Atualizado em 01/12/2016 06:07

Neurologista dá dicas para desenvolver sua criatividade

Saiba como explorar esta habilidade cada vez mais valorizada no ambiente profissional e necessária na rotina pessoal.

POR

Dr. Leandro Teles

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Quando falamos em criatividade, pensamos logo em arte, música, moda, design... Mas por que não pensar no dia a dia? São muitos os nossos desafios para conciliar horários, cumprir tarefas, entregar resultados e alcançar objetivos. Em todas as esferas da vida: profissional, pessoal, afetiva, financeira, física, espiritual, mental, precisamos de soluções flexíveis e eficazes para conseguir dar conta de tudo e ainda evoluir como pessoa. O Vivo Mais Saudável traz o conhecimento do neurologista Leantro Teles para ativar o seu cérebro! 

Criatividade é a mais nobre modalidade cognitiva que se tem notícia. De tempos em tempos, nosso cérebro nos presenteia com soluções elegantes, inéditas, úteis e absolutamente geniais. Pessoas criativas surpreendem, encantam e nos trazem à mente um “por que eu não pensei nisso antes?”. 

Criatividade tem seu valor e muito valor!

Muita gente é bem paga e reconhecida por ter poucas, mas BOAS ideias, simplificando processos, condensando conceitos, criando atalhos e mudando paradigmas, trazendo eficiência, economia, rendimento e impacto de suas realizações no dia a dia.

Infelizmente, grande parte do nosso raciocínio segue nos trilhos da lógica e do senso comum. Enxergamos o óbvio, repetimos padrões e seguimos com baixa taxa de erro e inovação. Arriscamos pouco, abandonamos ideias potencialmente promissoras, temos vergonha de expor um pensamento muito alternativo e preferimos condutas já testadas a desenvolver um processo inovador.

Ser criativo é trilhar caminhos cognitivos não traçados, olhar o que ninguém viu, escapar das armadilhas do “lugar comum” e tentar a todo custo não reinventar a roda. Para tal, é fundamental, além de talento natural (que uns têm mais e outros menos), treinamento e comprometimento com esse espectro da cognição.

Como desenvolver a criatividade?

Não aprendemos a ser criativos, muito pelo contrário, nosso ensino básico (de modo geral) é moldado no conceito de certo e errado, na punição frente ao erro, o risco da criação não é ponderado e nem valorizado, recebemos notas pelos fins, não pelos meios. Passamos a infância e a adolescência imersos em um processo de pasteurização mental.  Agora, depois que entramos no mercado de trabalho, aí somos cobrados para ser criativos, talentosos, geniais, enfim. Nosso ensino precisa ser revisto. Pessoas altamente criativas valem ouro. Entramos em uma era que a inspiração vale muito mais que a transpiração.  

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Em termos biológicos, a criação não nasce em uma região específica do cérebro, muito pelo contrário, o cérebro se envolve como um todo, resgatando memórias, mudando o foco, testando hipóteses, eliminando alternativas, etc. Muito se fala da capacidade criativa do hemisfério direito do cérebro, e realmente ele parece ser bastante relacionado ao lúdico, às artes, a alguns aspectos afetivos e intuitivos que são muitas vezes marcas de um raciocínio criativo. Entretanto, a atividade cerebral criativa é difusa e de expressão bilateral. É fundamental um cérebro saudável fisicamente e emocionalmente, treinado e engajado no processo criativo.

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Dicas para ampliar sua Performance Criativa:

1) Permita-se ao erro

Quem quer desenvolver a criatividade, obrigatoriamente, precisa dar-se o direito ao erro. O que diferencia a ideia genial de outras é, muitas vezes, um detalhe. O raciocínio lógico e de senso comum é menos fadado ao erro. O criativo arrisca mais, inventa, testa, ousa… com isso paga seu preço: erra bem mais. Fugir do óbvio leva a territórios mais perigosos, mas também muito mais férteis. Muitas ideias criativas estão dentro de gavetas, em arquivos de computador ou, pior ainda, presas em redes de neurônios dentro da cabeça de seus idealizadores. Por receio ou vergonha, muita coisa fica no mundo da idealização sem chegar ao mundo real. 

2) Mudar a visão do problema

Se quer ver o que ninguém viu, precisa olhar as coisas como ninguém ainda olhou. Mude a visão do problema!!! Dê um passo pra trás e olhe tudo de longe, aperte os olhos, desfoque. Coloque-se na visão de outras pessoas, brinque de resolver o problema em outros contextos, por exemplo: o que eu faria diante disso se eu fosse milionário? E se eu não tivesse um centavo? E se ninguém estivesse vendo? Você vai ver como o cérebro irá traçar caminhos novos e pode surgir um conceito inédito a ser trabalhado. 

3) Conhecer os caminhos já trilhados

Não é fácil fugir do lugar comum quando não se conhece o lugar comum. Tentar ser criativo sem determinar o que já foi dito, pensado e sentido sobre o problema é perder tempo. Conhecer as trilhas já abertas ajuda a evita-las. Busque criar atalhos, fundir conceitos, condensar. Estude o assunto, sob vários aspectos, pesquise, não menospreze tudo que já foi feito sobre antes. Conhecimento e visão são modalidades fundamentais para as pessoas altamente criativas. É, na verdade, o que diferencia os verdadeiros criadores daqueles que passam a vida repetindo padrões fixos de pensamento e comportamento.

4) Dar liberdade ao cérebro

O raciocínio criativo precisa do cérebro apto a alçar voos livres e complexos. O cérebro humano é fruto de genética, vivência e contexto. A genética é imutável, cada um nasce com um potencial criativo, mas a vivência e o contexto estão nas nossas mãos! Alimente-se de experiências novas, diferentes, inusitadas. Conheça pessoas, culturas e artes em todas as suas formas. Seja uma esponja de soluções criativas. Liberte seu cérebro na hora de resolver o problema, pense na solução mas também a deixe brotar em contextos anedóticos. O cérebro inconsciente não para de buscar soluções em momento algum. Saia do escritório, afrouxe a gravata, medite, corra na praia, aguarde a resposta olhando para o horizonte de um dia ensolarado, etc. A resposta não tradicional surge, muitas vezes, em momentos não tradicionais. O repouso e o sono também são fontes criativas. Quem nunca dormiu pensando em um problema e acordou com a solução na cabeça? Friederich Kekulé, químico alemão, em 1865, sonhou com uma cobra tentando engolir o próprio rabo e, no dia seguinte, descreveu a estrutura do anel benzênico. 

Avalie a qualidade do seu sono

5) Entenda e use a sua intuição

Sexto sentido, intuição, o que tem de ciência nisso? Tudo. O que chamamos de intuição é um tipo peculiar de raciocínio dissociado de linguagem. Surge um conceito meio pronto sem o rastro da lógica. Não dá para argumentar, explicar, traçar a linha que justifica a conclusão. Ela aflora geralmente de divagações do hemisfério direito do cérebro (uma vez que a linguagem fica geralmente no hemisfério esquerdo do cérebro). Não a menospreze, nem dê a ela ares de magia e misticismo sem credibilidade. A intuição é função cerebral guiada por experiências nem sempre conscientes, por memórias impressas nas profundezas do nosso cérebro. Pessoas criativas exercitam, valorizam e expressam suas intuições. Dê vazão, com bom senso, a suas sensações pouco ancoradas na lógica e na razão.

Aproveite o ano que acaba de começar e mãos à obra! Você pode e deve ajudar seu cérebro na tentativa constante de ser mais CRIATIVO! O mundo ao seu redor agradece.

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Cuide da sua alimentação, pratique atividades físicas e motive-se sempre.

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