Especialidades

16/12/2015 01:07 - Atualizado em 10/11/2016 03:48

Mycoplasma genitalium causa sangramento após o sexo

Estudos recentes descobriram que a bactéria pode ser transmitida sexualmente.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Uma nova doença sexualmente transmissível foi descoberta recentemente. Causada pela bactéria Mycoplasma genitalium, muitas vezes não apresenta sintomas além do sangramento após o sexo, o que dificulta o seu diagnóstico e, consequentemente, o tratamento adequado.

Segundo um estudo britânico, a bactéria atinge mais de 1% da população do Reino Unido com idade entre 16 e 44 anos, o que corresponde a aproximadamente 250 mil pessoas. Estudos feitos nos Estados Unidos também apontaram resultados similares para a porcentagem de pessoas infectadas com a MG.

Com isso, ela se torna uma doença sexualmente transmissível mais comum que a gonorreia, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (Centers for Disease Control and Prevention).

mycoplasma genitalium - camisinha

Entenda o que é Mycoplasma genitalium

A bactéria Mycoplasma genitalium, mais conhecida pela sigla MG, foi identificada pela primeira vez nos anos 1980, mas, com a dificuldade em estudá-la, não foi possível determinar seu meio de contágio. Recentemente, pesquisadores britânicos publicaram um estudo no International Journal of Epidemiology, trazendo indícios de que a bactéria é transmitida sexualmente.

A pesquisa faz parte do terceiro National Survey of Sexual Attitudes and Lifestyles, um estudo que avalia a população britânica. Das pessoas avaliadas, mais de 4 mil continham MG. De acordo com os dados, a bactéria afeta 1% das pessoas com idade entre 16 e 44 anos que tiveram pelo menos um parceiro sexual.

Um dos principais sinais apresentados pelas mulheres com a bactéria foi o sangramento após o sexo. No entanto, 94% dos homens e 56% das mulheres com MG não tinham qualquer sintoma de sua presença. Outras características já conhecidas da DST são corrimento, dor pélvica e dor testicular.

Em outra pesquisa realizada pela Universidade de Washington, dos Estados Unidos, entre 4.507 pessoas analisadas, 2,5% possuíam a bactéria, mas poucas já tinham apresentado algum sintoma além de sangramento após o sexo. Segundo o estudo, 94,4% dos homens e 56,2% das mulheres infectadas não sabem que portam a doença.

Saiba Mais
Rotatividade de parceiros sexuais amplia o risco de DST e Aids
Entenda o que causa o prolapso genital e como tratar
Veja como evitar a candidíase no verão em 4 dicas

Homens com MG reportaram diagnósticos prévios de gonorreia, sífilis e uretrite. Muitas mulheres relataram tricomoníase prévia. As causas ainda não foram comprovadas, mas os pesquisadores identificaram que a presença do micro-organismo estava fortemente relacionada a comportamentos sexuais arriscados, como não usar preservativo.

Como tratar o problema

Apesar de, na maioria das vezes, ser assintomática e não apresentar complicações, a bactéria MG pode causar inflamação da uretra nos homens e inflamação do colo do útero e do endométrio em mulheres. Se não for tratada, pode provocar doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade.

A MG não é identificada em exames de rotina, então é preciso ficar atento aos sinais apresentados e, se necessário, solicitar um teste específico para diagnosticá-la. O tratamento é feito com o uso de antibióticos, mas o fato de poucas pessoas saberem da sua existência dificulta a melhora do paciente.

O que você achou do artigo? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
dst
bactéria
dor pélvica
sífilis

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ