Dr. Elge Werneck Araújo Júnior

ESPECIALIDADE

Oncologia Clínica

ONDE ATENDE

Grupo Paulista de Oncologia - GPOI e Hospital 9 de Julho

Dr. Elge Werneck Araújo Júnior

Apresentação

Oncologista da Clínica de Oncologia e Hematologia de São Paulo;

Oncologista no Grupo Paulista de Oncologia e Hospital 9 de julho;

Além da carreira médica, atua como professor, colunista, palestrante e escritor;

Trabalha com prevenção, detecção precoce do câncer e com atendimento humanizado;

É co-autor do livro 'Câncer e Prevenção' pela MG Editora (2013).

O que Trata

Prevenção, detecção precoce do câncer e atendimento humanizado.

Formação Acadêmica

Graduação – Faculdade de Medicina de Barbacena;
Residência em Clínica Médica no Hospital Luxemburgo, BH;
Residência em Cancerologia Clínica no Hospital Felício Rocho, BH;
Possui diversos cursos em Universidades Americanas, entre elas a Universidade de Yale e a Universidade da Filadélfia, além de imersões em centros no exterior, incluindo o maior Centro de Oncologia do mundo, o MD Anderson Cancer Center.

Cargos e Títulos

Oncologista clínico;

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica desde Agosto/2011.

Especialidades

20/07/2015 06:00 - Atualizado em 03/12/2016 02:55

Muito além da quimioterapia. Entenda o tratamento sistêmico do câncer

A eficácia clínica desse modelo terapêutico no combate ao câncer, baseado na imunoterapia, foi demonstrada no último Congresso Americano de Oncologia.

POR

Dr. Elge Werneck Araújo Júnior

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As últimas décadas foram marcadas pela produção desenfreada de quimioterápicos, drogas capazes de interferirem no crescimento e na replicação celular, tendo como racional básico acelerar a morte da célula doente através de danos produzidos em suas estruturas fundamentais.

Embora tenhamos conseguido resultados bastante animadores, tanto na prevenção das recidivas (adjuvância) como no controle de doenças avançadas, notou-se claramente que seria fundamental descobrir novos mecanismos de morte celular, uma vez que, mesmo com a associação de múltiplos quimioterápicos, os resultados estagnaram-se, não mostrando recentemente grandes avanços baseados apenas nesse racional terapêutico.

Embora seja algo bastante antigo, tendo seu início provavelmente na hormonioterapia para o câncer de mama, o racional de drogas alvo-dirigidas ganhou novos aliados nos últimos anos. Baseado na descoberta de características das células doentes, as drogas alvo atuam bloqueando esses genes/receptores celulares tumorais, impedindo que eles deflagrem mecanismos habitualmente relacionados ao crescimento e sobrevivência celular.

Mesmo com essas conquistas da medicina, as taxas de cura do câncer pouco se alteraram, provavelmente, porque desconheçamos ainda inúmeros mecanismos dessa “imortalidade” tumoral. Enquanto estudos rastreiam novas características das células cancerosas para o posterior desenvolvimento de drogas antagônicas, a melhor compreensão de como o indivíduo (e não a doença) se comporta perante essa patologia mostrou ser esse um caminho muito próspero.

O sistema imune assume agora papel crítico no tratamento do câncer. Esse conceito, também bastante antigo, ganhou corpo nos últimos anos com a descoberta de mecanismos bastante complexos. CTLA-4, PDL-1, dentre outros... Esses são “sítios” onde algumas drogas agem, favorecendo o funcionamento DO SISTEMA IMUNE, FACILITANDO A ATUAÇÃO DAS NOSSAS CÉLULAS DE DEFESA CONTRA AS CÉLULAS TUMORAIS.

A eficácia clínica desse modelo terapêutico foi demonstrada no último Congresso Americano de Oncologia, realizado na semana do dia 1 de junho, em Chicago - EUA. A inclusão de novas drogas, tais como Nivolumab e Pembrolizumab, trouxe benefícios altamente animadores em várias doenças, dentre elas Melanoma, Câncer de Pulmão e de Ovário. Dado tão interessante quanto o ganho de sobrevida alcançada com algumas dessas drogas são as respostas sustentadas por longo período, algo dificilmente encontrado com os tratamentos quimioterápicos convencionais. Ainda: a combinação de mecanismos distintos de imunoterapia comparados a apenas um tipo de trouxe ganho de sobrevida livre de progressão a favor da combinação, além de taxas de resposta muito superiores.

Nesse cenário, admite-se a imunoterapia como uma “nova” modalidade terapêutica oncológica, assumindo papel relevante frente a diversos tumores. Não há dúvidas que em breve novos estudos reforçarão a importância desse tratamento e, quem sabe, assuma o papel de protagonista que ainda é atribuído à quimioterapia.

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