Dr. Leandro Teles

ESPECIALIDADE

Neurologia

ONDE ATENDE

Rua Cayowaa, 1071, CJ 124, Perdizes - São Paulo

Dr. Leandro Teles

Apresentação

O neurologista Leandro Teles é médico formado e especializado pela Universidade de São Paulo.

O que Trata

Atende pacientes acima de 12 anos com dores de cabeça, acidente vascular cerebral, Alzheimer e outras demências, défict de atenção, Parnkinson e outros tremores, problemas de sono e epilepsia.

Formação Acadêmica

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com especialização em Neurologia Clínica. Fez residência médica no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Cargos e Títulos

É membro efetivo da Academia Brasileira de Neurologia (ABM). Atualmente, trabalha como neurologista clínico na zona oeste de São Paulo e como consultor de diversos meios de comunicações, como portais, emissoras, rádios, etc. Foi preceptor do Departamento de Neurologia no Hospital das Clínicas de São Paulo entre os anos 2010/  2011 e já ministrou aulas no curso de Medicina. 

Especialidades

15/12/2014 06:00 - Atualizado em 30/11/2016 01:24

Metas para 2015: Faça seu cérebro ajudar você

Neurologista explica como aproveitar as férias para sair da rotina, traçar metas e engrenar com tudo no próximo ano.

POR

Dr. Leandro Teles

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Listas e mais listas do que fazer, promessas, simpatias... Seja qual for o artifício motivador, é preciso definir metas claras e objetivas para colocar seus planos para o próximo ano em prática. Nesta hora, subjetividade demais pode representar palavras ao vento e não é isso que você quer. Ou é?

Para quem deseja de verdade transformar-se, o Vivo Mais Saudável traz conhecimento especializado para potencializar seu rendimento cerebral de forma que ele ajude você a realizar suas metas. Leia o artigo do neurologista Leandro Teles, membro da Academia Brasileira de Neurologia, e boas metas para 2015.

Newton estava certo: um corpo parado, tende a permanecer parado. Outro em movimento, tende a manter-se em movimento retilíneo uniforme. Mas isso, claro, a menos que uma força aja sobre ele. Esse princípio básico da física ajuda no entendimento do funcionamento cerebral e auxilia no combate ativo contra a temida inércia mental.

Passamos grande parte do nosso tempo repetindo padrões de raciocínio e comportamento previamente aprendidos, testados e cognitivamente confortáveis. O cérebro humano tem o péssimo hábito de automatizar seu funcionamento, reduzindo as taxas de erro, economizando energia e fazendo algumas coisas em segundo plano para tentar otimizar o tempo.  Repetimos o mesmo caminho, nos relacionamos com as mesmas pessoas, seguimos rotinas, protocolos, fazemos muita coisa sem refletir e com isso deixamos escapar o novo, o inédito, a vivência diferenciada do detalhe que diferencia as experiências e propicia expansão cognitiva.

Dentro do tédio do cotidiano, evoluímos mais engessados, ficamos previsíveis e menos criativos. Vivências repetidas são emocionalmente mais vazias e com menos brilho, sendo fixadas de forma displicente, pobre e meio sem vida. Com isso, parece que o tempo passa mais depressa, que o dia não rende e que envelhecemos rápido demais. E a rotina não envenena só a cognição, mas também a motivação e outros aspectos emocionais. Imersos em ciclos de repetição ficamos mais intolerantes, inflexíveis, teimosos e perdemos progressivamente nossa habilidade adaptativa, que tanto marca o funcionamento mental humano.

Bom, mas porque será que estamos falando disso agora? Porque Newton deu o problema e esboçou a solução. Contra a inércia mental precisamos de uma força que aja sobre ela. E que venham os meses de dezembro e janeiro, o efeito estrada, as queridas férias, recessos, festas, etc. Que venha a bem vinda mudança de ares, de ambiente, de enredo. Porque o mesmo cérebro que se afunda no cotidiano é aquele renasce e reencontra rapidamente sua avidez pela vivência diversificada.

Que seja essa uma janela de oportunidade para desligar o piloto automático e buscar as mudanças que nortearão um recomeço mais criativo para o próximo ciclo produtivo. Muita gente acredita que apenas desligar, descansar e se afastar do estresse do dia a dia basta.  Acho que ajuda sim, que é fundamental reduzir o ritmo, dormir bastante, esvaziar um pouco a cabeça e tal, mas podemos mais do que isso. Até porque descansar e retornar à mesma estrutura desinteressante de antes é apenas um paliativo. Deveríamos buscar experiências enriquecedoras e refletir conscientemente sobre mudanças comportamentais duradouras e consistentes. Aproveitar o tempo, o cérebro descansado e o clima favorável para reestruturação cerebral com comportamentos e hábitos mais saudáveis, de forma integrada e sustentável para todo o ano que se iniciará.

Agora, de forma prática e pragmática, como favorecer essa mudança de paradigma? Seguem algumas dicas para ajudá-lo a aproveitar bem as férias sem deixar de lado as metas para 2015:

1. Mude de ambiente

Dica óbvia, mas preciosa. Um novo ambiente força uma adaptação contínua e complexa. Viagens, passeios, encontros, festas, enfim.  O cérebro rapidamente desliga seu piloto automático, passa a vivenciar com mais atenção e absorver as novas influências.  Lugares novos exigem estratégia, ajustes de comportamento, linguagem, ritmo, etc. Despertam regiões importantes dos lobos frontais, sincronizam memórias antigas, processam inúmeras e persistentes memórias novas e ativam mecanismos adormecidos de prazer e recompensa.  Um novo ambiente tira a passividade, apresenta novos modos de padrões sensoriais (estilos de vida, alimentos, paisagens, pessoas, culturas, etc.) e te cobra uma reflexão sobre a sua própria rotina, ampliando sua capacidade transformadora e dando motivação e entusiasmo para mudanças no seu modo de conduzir a vida.

2. Mude hábitos

Muita gente desperdiça as férias e acaba não promovendo mudanças importantes no estilo de vida. Com tempo, disposição e motivação, o momento é ideal para iniciar uma reestruturação alimentar, abandonar vícios, iniciar atividades esportivas e recreativas, etc. No entanto, muita gente considera as férias uma premiação por um ano duro e cansativo, acaba cometendo mais abusos do que mudanças saudáveis. Come demais, bebe demais, se exercita de menos, etc. E começa o ano seguinte com frustação, um amontoado de promessas e sem qualquer esboço de uma mudança comportamental em curso. Aí retorna a rotina, com o tempo apertado, fadiga física e mental e segue mais um ano como todos os outros. 

Outro erro comum é tentar mudanças muito radicais. A pessoa que foi sedentária o ano inteiro resolve virar maratonista ou triatleta de uma hora para outras, ou inicia dietas malucas e radicais absolutamente insustentáveis a longo prazo. Sugiro mudanças consistentes, mas equilibradas, com o ritmo e intensidade que possam ser mantidas durante o ano seguinte.

3. Reencontre o que te faz feliz

Tem um monte de coisas que a gente sempre gostou de fazer e deixou por um motivo ou outro. Praticar um esporte, reatar velhas amizades,  voltar a praticar um jogo que sempre gostou, alimentar um hobby, desenvolver uma habilidade (como música, idiomas, dança), etc. Durante o ano fazemos muitas coisas por obrigação e, aos poucos, perdemos parte da nossa essência. É comum acumularmos atividades que visam agradar aos outros ou para reverter ou prevenir problemas. Nos afastamos do lúdico, das artes, do prazer personalizado aos nossos gostos pessoais. Ao reencontrá-los, o cérebro redimensiona a questão de prioridades de vida e evolui muito mais engajado na busca e manutenção da chamada realização pessoal.

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4. Reflita sobre o gerenciamento de tempo

O tempo é a variável crítica das realizações. Lógico que temos outras, como a saúde e o dinheiro, mas o tempo é o grande calcanhar de Aquiles da atualidade. Todo mundo consegue definir uma série de coisas que gostaria de fazer no ano que vem: quero ganhar dinheiro, fazer academia, aprender francês, viajar pelo mundo, render mais no trabalho, ser promovido, ficar mais com minha família e filhos, enfim. Mas o cobertor é curto. Mal damos conta do nosso dia a dia, cumprimos nossas obrigações numa baita correria, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, encavalando compromissos e nos privando de um caminhão de atividades que julgamos importantes. Aqui não tem segredo e nem milagre. Não conseguimos produzir mais tempo! O dia sempre terá 24 horas, a semana 7 dias, e assim por diante. Temos que trabalhar com isso. E muito mais difícil do que enumerar o que queremos fazer a mais é definir o que podemos fazer a menos. E aí que está toda a arte do gerenciamento do tempo.  As férias podem ser úteis para esta reflexão. Durante esse período pode ficar muito claro o que é redundante, desnecessário, não prioritário e que pode ser eventualmente podado do seu dia a dia, deixando tempo para outras realizações.

Para gerenciar melhor o tempo é fundamental:

Simplificar a vida: Utilize parte das férias para organizar algumas coisas que te tomam muito tempo durante o ano. Por exemplo: resolva a senha do Internet Banking, coloque contas em débito automático, reorganize horários, reestruture ambientes, busque alternativas ao trânsito (como horários alternativos/caminhos novos ou atividades durante o rush), aprenda a delegar, a dizer não, etc.

Priorize com inteligência: Passamos boa parte da nossa rotina resolvendo problemas, muitos deles “ditos” urgentes, emergenciais. Ocorre que, muitas vezes, dizemos não ter tempo para resolver coisas importantes e não urgentes, como o bem-estar pessoal, os relacionamentos humanos, entre milhares de outras coisas. Vamos empurrando com a barriga tudo que não elegemos como urgente.  Nas férias, redefina o conceito de urgente e importante, pare de perder tempo com coisas urgentes, mas irrelevantes, ou pseudo-urgentes. Reserve um tempo para você, definitivo. Priorize seu bem-estar, sua saúde e a busca da sua felicidade. Só assim você conseguirá render todo seu potencial cognitivo e emocional.

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5. Trace planos baseado em metas progressivas

Muita gente estabelece metas de Ano Novo. Muitas versam sobre transformações pessoais e de comportamento. Acho isso bastante importante, mas temos que ter cuidado. Metas não alcançadas são fontes de frustação, baixa autoestima, sensação de impotência, etc. Por isso recomendo metas acessíveis, leves, mas progressivas. Se você precisa perder 30 Kg, comece perdendo 5 Kg, depois a gente conversa. Se precisa deixar o sedentarismo, vá 2 ou 3 vezes por semana à academia, não precisa morar lá dentro inicialmente. Quer parar de fumar, reduza alguns cigarros progressivamente e busque ajuda especializada, não precisa acordar não fumante no dia 1 de janeiro. Nosso cérebro se engaja melhor com o feedback progressivo e aceita melhor mudanças suaves e progressivas.  Desenvolva um plano lógico e acessível. Principalmente sobre como irá ganhar tempo para realizá-lo. Evite coisas muito subjetivas, tais como: irei comer melhor, irei me exercitar mais, irei ser menos estressado, etc. Prefira: irei à academia terça e quinta pela manhã, vou retirar 5 cigarros por semana do maço que fumo todos os dias, vou fazer inglês aos sábados, vou ao cinema 2 vezes por mês, etc. Meta palpável, objetiva, viável e com prazo curto de realização, atingido o objetivo, a meta muda consequentemente. 

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6. Reencontre sua crença e sua fé

Todo final de ano vemos e ouvimos falar de diversos rituais, simpatias e aspectos religiosos envolvidos nas festividades,  sempre em busca de paz, sorte, questões financeiras ou amorosas. Do ponto de vista neurológico, eu vejo isso com bons olhos. Nosso cérebro é avido pelo envolvimento com a fé. Existem regiões específicas que lidam com questões da espiritualidade e seus desdobramentos. A fé, independente do seu aspecto místico (que não irei discutir aqui), traz a sensação de segurança, otimismo, melhora a autoestima e a confiança. Por exemplo, o efeito placebo, que consiste na crença que determinado medicamento irá surtir algum efeito, ele é capaz de aliviar cerca de 30% da dor, mesmo que o analgésico não tenha nenhum princípio ativo, seja feito de farinha. Eis aqui um exemplo bobo, mas realístico, de como a crença aplicada pode mudar percepções e melhorar o resultado final.  Faça, com bom senso, tudo aquilo que tenha sentido no seu contexto religioso ou místico, mas não jogue todas suas fichas ali, cumpra a sua parte na composição do cenário ideal para obter suas realizações.

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Como podemos perceber, a missão de fim de ciclo é reencontrar o equilíbrio cerebral. Buscar o indivíduo modificador do ambiente que foi perdido pela vivência maçante e crônica da vida cotidiana e reestruturar a reinserção na rotina de forma diferente.

Transbordar a água de um balde cheio é bom, sem dúvida. Mas abrir um buraco definitivo, em baixo, para escoar a água ou fechar a torneira que alimenta o balde é ainda melhor, mais consistente e duradouro.

Aproveite as férias, divirta-se, descanse, reflita e, principalmente, transforme-se!

E sucesso nas suas metas para 2015!

Para ajudar na sua reeducação alimentar, Receitas Saudáveis.

Para estimular sua dedicação, Motivação.

Para manter-se em movimento, Exercícios e Treinos.

E muito mais para o seu dia a dia ficar cada vez mais saudável!

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