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31/01/2016 05:00 - Atualizado em 10/12/2016 06:30

Incompatibilidade sanguínea é um risco para a gestação

Quando o fator Rh é diferente, o organismo da mãe considera o feto um intruso e passa a criar anticorpos.

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Redação

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Durante o pré-natal, um dos primeiros exames solicitados às gestantes é de tipagem do sangue. Esse procedimento visa a saber se há risco de incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o bebê.

A condição precisa de acompanhamento desde cedo e pode não trazer grandes problemas para a primeira gravidez. No entanto, caso não tratada de maneira correta, coloca em risco a vida e a saúde do feto em uma segunda gestação.

mulher grávida com incompatibilidade sanguínea

Entenda a incompatibilidade sanguínea

O tipo mais comum de incompatibilidade sanguínea é o sistema ABO, quando o sangue da mãe e o do pai são diferentes, independentemente do fator Rh. Nesses casos, não há muitos riscos. A criança pode apresentar icterícia, que é tratada ainda na maternidade.

No entanto, quando existe uma incompatibilidade pelo Rh, proteína que pode ou não estar presente no sangue humano, o feto enfrenta um perigo maior. Se a gestante possui Rh negativo e o bebê, Rh positivo, o organismo da mãe começa naturalmente a produzir anticorpos para destruir aquele agente, considerado um intruso.

Em casos mais graves, a gestação pode acabar sendo interrompida ou, então, o recém-nascido pode apresentar quadros de anemia profunda, paralisia cerebral, aumento do fígado ou do baço, surdez, entre outros problemas.

Isso ocorre porque os anticorpos produzidos pela incompatibilidade sanguínea destroem os glóbulos vermelhos do sangue do feto, fazendo com que haja uma produção maior de hemácias, que chegam ainda imaturas ao sangue do bebê. Essa condição é chamada de eritroblastose fetal.

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Tratamento e prevenção

O exame chamado de Coombs indireto, realizado durante o pré-natal, é capaz de identificar se a mãe já produziu esses anticorpos. Caso o resultado seja positivo, ela deve receber a imunoglobulina anti-Rh, popularmente conhecida como vacina anti-Rh ou anti-D.

O diagnóstico e o tratamento são especialmente importantes para uma segunda gestação. Como os anticorpos permanecem na corrente sanguínea, as hemácias do sangue dos próximos fetos estarão mais propensas a serem destruídas, o que aumenta as chances de eritroblastose.

A aplicação do medicamento deve ser feita 72 horas após o parto do primeiro filho, ou então depois de um aborto espontâneo ou de uma gravidez ectópica.

Antes mesmo de engravidar, a mulher já deve saber qual é o seu fator Rh e o do parceiro. Se ambos possuírem o fator negativo, não existe perigo, pois o bebê terá o mesmo que a mãe, evitando o problema de incompatibilidade sanguínea. Já se o pai for positivo, existe uma chance de 50% de que o bebê tenha o mesmo fator Rh, sendo, portanto, diferente da mãe.

Caso a mulher possua um fator negativo e o parceiro, positivo, o exame deve ser realizado o quanto antes para detectar a presença dos anticorpos.

Você teve incompatibilidade sanguínea com seu filho? Compartilhe sua experiência e ajude outros leitores do Vivo Mais Saudável! Aproveite também para conferir outras dicas de saúde.

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pré-natal
fator Rh
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eritroblastose fetal

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