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03/09/2015 07:57 - Atualizado em 30/11/2016 02:40

Imunoterapia é alternativa para tratar o câncer

O tratamentoestimula o próprio sistema imunológico do paciente contra as células tumorais.

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Redação

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Com o avanço de pesquisas na área da medicina, alguns tratamentos alternativos para o câncer vêm surgindo. Entre eles, está a imunoterapia. Através do uso de componentes do sistema imunológico, a experiência é diferente em cada paciente.

De acordo com Martin Bonamino, pesquisador do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a opção pode envolver o uso de vacinas contra tumor, de anticorpos produzidos em laboratório ou mesmo de células do indivíduo, que são manipuladas e devolvidas ao paciente. Saiba como a prática funciona.

paciente e medico conversam sobre imunoterapia

Como funciona a imunoterapia?

Segundo o pesquisador, o objetivo do tratamento é obter respostas dos linfócitos (células sanguíneas) contra o tumor. “Em alguns cânceres, a resposta já ocorre naturalmente, mas o tumor bloqueia a função desses linfócitos. Nesse caso, algumas drogas conseguem inibir o bloqueio, liberando os linfócitos para atuarem contra as células tumorais e promovendo sua eliminação”, explica.

Bonamino ressalta que nem sempre essa resposta ocorre. Por isso, estratégias semelhantes às vacinações são promovidas e utilizadas contra os micro-organismos. A imunoterapia também pode agir diretamente nos linfócitos dos pacientes e instrui-los a reconhecer e eliminar as células tumorais.

“Esse último processo é realizado em laboratório, após a coleta de sangue do paciente e pode envolver, ou não, a manipulação genética das células antes da devolução ao paciente. Essas células 'reeducadas', quando voltam, buscam e destroem as células cancerosas”, afirma.

O profissional afirma que a imunoterapia tem sido utilizada nos Estados Unidos para tratamento de tumores de pele, pulmão e rins em estágio avançado.

Vantagens e contraindicações

O pesquisador destaca que o uso da imunoterapia ainda está sob estudo. Segundo ele, mesmo que funcione em muitos casos, outros ainda se mostram resistentes. “Como, em geral, tem alto custo, é fundamental sabermos quem tem maior chance de responder ao tratamento para que somente esses pacientes sejam tratados com estas drogas”, observa.

De acordo com o profissional, as contraindicações ficam por conta dos potenciais efeitos adversos. “Algumas das drogas que estimulam o sistema imune podem gerar respostas tóxicas, que serão bem toleradas somente se o paciente estiver em boa condição de saúde e devem ser controladas com medidas apropriadas”, pondera.

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Bonamino salienta que a utilização desse tipo de terapia e o gerenciamento dos efeitos adversos devem ser avaliados pelo clínico antes e durante a utilização da imunoterapia. De forma conceitual, esse tratamento é completamente diferente das outras opções contra o câncer.

“Nos tratamentos tradicionais, como quimioterapia, radioterapia ou mesmo cirurgia, o foco é sempre eliminar a célula tumoral atacando-a diretamente ou retirando-a do corpo. Na imunoterapia, o foco são as células do sistema imunológico. Os procedimentos adotados têm como função estimular o sistema para que ele faça seu trabalho de reconhecer e eliminar o tumor por si próprio”, explica.

Uma das principais diferenças apontadas pelo pesquisador é de que, como o sistema imunológico percorre todo o corpo, os linfócitos podem reconhecer e eliminar as células tumorais mesmo em locais em que algumas drogas não chegam, como no cérebro.

Além disso, outra vantagem é que o corpo promove respostas de longo prazo, uma vez que os linfócitos responsáveis pela eliminação do tumor permanecem efetivos e vigilantes por anos.

O que você achou desse tratamento? Será que vale a pena recorrer a uma terapia dessas para tratar o câncer? Deixe sua opinião nos comentários! E aproveite para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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sistema imunológico
quimioterapia
tratamento do câncer
tumor

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