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25/01/2015 03:37 - Atualizado em 03/12/2016 04:09

Hanseníase: Saiba como a doença afeta os brasileiros

Apesar do preconceito com a doença, a hanseníase conta com tratamento eficaz.

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Redação

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Quando o assunto é hanseníase, o brasileiro não tem motivos para se orgulhar: o país é um dos únicos que ainda não erradicaram o problema. Com milhares de casos todos os anos, ainda é preciso trabalhar muito para extinguir a doença cutânea, cuja transmissão se dá principalmente pela secreção. A boa notícia é que o número de afetados diminui a cada ano.

hanseniase

Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 24.612 novos casos de hanseníase no Brasil em 2014. Embora ainda seja alto, o número representa uma melhora significativa quando comparado ao ano de 2013: 31.044 casos.

Com tratamento à base de antibióticos, a doença pode ser combatida e curada, mas as condições precárias de infraestrutura dificultam o processo. Enquanto em estados do Sul e do Sudeste o problema é considerado extinto, outras regiões ainda sofrem com o problema. Os principais estados afetados são Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Rondônia e Pará.

Uma das estratégias do Ministério da Saúde para vencer o problema é ampliar a oferta de serviços de diagnóstico, intesificando a busca por crianças afetadas, em especial nas regiões de risco. No dia 25 de janeiro, é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, motivo pelo qual o tema está em pauta.

Tosses e espirros transmitem a hanseníase

Considerada uma doença que afeta a pele, a hanseníase também pode atingir os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. O problema é causado pela bactéria Mycobacterium leprae, sendo contagiosa apenas por meio do contato íntimo.

A bactéria tem baixa infectividade: abraços e apertos de mão não transmitem a doença. Da mesma forma, não é necessário separar roupas, pratos ou talheres quando alguém é infectado.

Ao penetrar no organismo, a bactéria desencadeia uma luta com o sistema imunológico. Assim, a manifestação da doença depende muito da força do sistema de proteção do indivíduo. Por isso, más condições nutricionais, sociais e de higiene tendem a agravar o problema, motivo por que a hanseníase é mais prevalente na população de baixa renda.

Manchas na pele são os principais sintomas

Os primeiros sintomas, em geral, só aparecem de dois a sete anos depois da infecção da bactéria. Entre os principais sinais, incluem-se:

- Manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas no corpo

- Diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, ao tato e à dor nessas regiões

- Caroços avermelhados e doloridos

- Sensação de choque com fisgadas ao longo dos braços e pernas

- Áreas com diminuição de pelos e suor.

Hanseníase tem cura

Antigamente, a hanseníase resultava em muitas mutilações, o que acabou estigmatizando-a. Na falta de tratamento, se o organismo permitir que a bactéria se espalhe pelo corpo, a doença afetará principalmente a pele, os olhos e os nervos.

De vinte anos para cá, foi criado um antibiótico chamado rifampicina, capaz de matar com uma dose única 90% dos bacilos presentes no organismo. Hoje, pode-se dizer que a doença tem cura. O tratamento é gratuito pelo SUS e inclui um coquetel de antibióticos, podendo durar até um ano e meio.

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