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11/08/2015 03:36 - Atualizado em 09/12/2016 04:42

Fecaloma: Sangue nas fezes é um sinal do problema

A adoção de hábitos saudáveis que estimulem o bom funcionamento do intestino pode prevenir o fecaloma.

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Redação

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Dificuldade para ir ao banheiro, cólicas abdominais frequentes e fezes endurecidas ou com sangue são possíveis sinais do fecaloma. Essa condição pode ocorrer devido a diferentes doenças ou fatores como má alimentação, sedentarismo, obesidade, gravidez, idade avançada ou abuso de laxantes.

Na maioria dos casos, o problema é facilmente tratado. Para isso, é necessário analisar as suas causas. A prevenção pode ser feita com a adoção de hábitos saudáveis que estimulem o bom funcionamento do intestino.

Entenda o que é fecaloma

Fecaloma é uma grande massa de fezes empedradas e endurecidas localizada no reto e, em alguns casos, no sigmoide. Ocorre quando existe uma falha no mecanismo do organismo que expele o bolo fecal, seja porque as fezes encontram obstáculos à sua progressão, ou porque a força que as impele é fraca ou não existe. Com isso, elas sofrem uma desidratação, endurecendo e tornando a evacuação muito difícil ou mesmo impossível.

fecaloma

Esse problema pode ocorrer devido a muitas doenças diferentes, como, por exemplo, a doença de Chagas ou a doença de Hirschsprung. Outras possíveis causas são hábitos intestinais deficientes, falta de atividades físicas, desidratação, dieta inadequada e uso de medicamentos que induzem a constipação.

Maus hábitos alimentares e situações fisiológicas também favorecem o endurecimento das fezes e, consequentemente, o fecaloma. Uma dieta pobre em fibras e rica em carboidratos, ovos, carnes e produtos lácteos endurecem as fezes e causam dificuldades para evacuar.

Outro fator que contribui para o problema é a gravidez, devido às alterações hormonais, à necessidade de mais água no corpo e à constipação frequente no terceiro trimestre da gestação. As pessoas idosas, cujas contrações musculares intestinais se tornam mais deficientes, estão mais sujeitas à condição.

Os principais sintomas são a dificuldade ou impossibilidade de expulsar as fezes, abdômen distendido, cólicas abdominais, sangue nas fezes e fezes eliminadas em forma de pequenas bolas ou pedras.

Se não tratado, o problema pode causar complicações como hemorroidas, prolapso retal ou fissuras anais, devido aos esforços para evacuar. Outro agravamento é o risco de desenvolver câncer de intestino, devido à lentidão do trânsito intestinal e do contato de substâncias cancerígenas encontradas nas fezes com a parede do intestino grosso, além da alteração da flora intestinal.

Como tratar o problema

Quanto antes for diagnosticado, mais simples o tratamento e menos chances de complicações. Para isso, é preciso remover a massa de fezes ressecadas, geralmente através de lavagens e do uso de laxantes ou supositórios laxativos. Em alguns casos, pode ser feita a remoção manual.

Quando necessário, são usados tubos colônicos, que carregam um fluido de desimpactação. Raramente é necessária uma remoção cirúrgica, e ao mesmo tempo que se trata o fecaloma, é preciso também tratar a causa subjacente.

Como prevenção, é importante combater as causas potenciais. Para isso, manter uma alimentação rica em fibras e beber bastante água, estimulando o bom funcionamento do intestino. A ingestão de fibras alimentares recomendada para um adulto é de 20 a 35 g por dia. Os alimentos ricos no nutriente são os vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, oleaginosas e sementes.

Praticar atividades físicas regularmente e consultar um médico sempre que surgir qualquer alteração também são cuidados fundamentais para evitar o problema.

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saúde
intestino

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