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21/05/2015 05:06 - Atualizado em 04/12/2016 02:41

Estudo aponta que pessoas com diabetes tipo 1 continuam a produzir insulina

A pergunta que não quer calar é: Há alguma chance de reverter o processo imunológico e ter a cura do diabetes tipo 1? Leia o que pesquisas apontam.

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Redação

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A Revista Diabetes Care publicou no final de 2014 um estudo que relata que a maioria das pessoas, que tem o diagnóstico de diabetes tipo 1 há longo tempo, ainda fabrica insulina. Os autores Richard A. Oram, Timothy J. McDonald, Berverley M. Shields, Michelle H. Hudson, Maggie H. Shepherd, Suzanne Hammersley, Ewan R. Pearson e Andrew T. Hattersley mostraram que a maioria dos pacientes deve ser classificada na condição de micro-secretores de insulina, alguns deles inclusive mantiveram um nível relevante de secreção endógena do hormônio por muitos anos, após o diagnóstico do diabetes.

O estudo foi realizado com 924 pacientes e 80% deles apresentavam níveis detectáveis de peptídeo-C, fragmento da molécula que dá origem a insulina (pró-insulina). O peptídeo-C é secretado junto e em quantidades equivalentes à insulina secretada. Deste total de 80% de pacientes, 52% apresentavam níveis muito baixos e indetectáveis de peptídeo-C e 8% deles apresentavam níveis séricos associados a uma redução das complicações e da hipoglicemia.

Segundo o endocrinologista Dr. Freddy Goldberg Eliaschewitz, “Há uma parte da população que pode ter células que sobrevivem ao ataque imunológico do corpo e conseguem manter uma porcentagem de fabricação de insulina, e que pode às vezes durar décadas ou até mesmo a vida inteira”, ele afirma.

É importante esclarecer que o diabetes tipo 1 é o resultado da destruição (por engano) das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. Nestes casos, é necessária a utilização de insulina para o tratamento.

Dr. Freddy ressalta “Mesmo que a quantidade de insulina produzida (medida pelo peptídeo-C) seja insuficiente para controlar a glicemia, esta pequena produção ajuda a diminuir a variabilidade glicêmica. Há alguns estudos com imunomoduladores em andamento, mas nenhum tratamento ainda com eficiência comprovada”, acrescenta.

Mas a pergunta que não quer calar é: Há alguma chance de reverter o processo imunológico e ter a cura do diabetes tipo 1?

O médico destaca “Por enquanto, não há nada comprovado neste sentido. Mesmo assim, a partir deste conhecimento, podem se desenvolver técnicas que ajudem na proliferação das células beta remanescentes”.

Dessa forma, futuramente, é possível achar o mecanismo de produção de insulina e fazer com que ele possa continuar a fabricar o hormônio por muito mais tempo, ou até mesmo pode nos levar a crer que os pesquisadores poderão reverter o processo do sistema autoimune e trazer a cura do diabetes. É só uma questão de esperar os desdobramentos das pesquisas!

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