Dr. Eduardo Schlithler Bonini

ESPECIALIDADE

Gerontologia

Fisioterapia

ONDE ATENDE

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE/HSPE), Consultórios particulares em Moema

Dr. Eduardo Schlithler Bonini

Apresentação

Fisioterapeuta responsável pelos setores de Gastro-Cirurgia e Gastro-Clínica do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE / IAMSPE). Realiza atendimento fisioterapêutico em dois consultórios na zona sul de São Paulo (Moema e Campo Belo) e consultoria em Gestão a Empresa;

Possui experiência internacional (Nigéria – África) como Consultor em gestão em saúde. Trabalhou em instituições como APAE de São Paulo, LESF – Centro de Reabilitação (UNIFESP), Santa Casa de Santo Amaro e Hospital das Clínicas – SP;

Administrador de Empresas com Habilitação em Administração Hospitalar e Fisioterapeuta.

O que Trata

Pacientes crônicos das mais diversas patologias ligadas ou não ao envelhecimento.

Formação Acadêmica

Pós-graduado em Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia, pelo programa de aprimoramento profissional do Hospital das Clínicas – FM USP; e Gestão e Políticas em Saúde com diploma internacional pela Fundação Getúlio Vargas (FGV);

Possui cursos de Gerontologia e Reeducação Funcional da Postura e do Movimento (RFPM), pela Faculdade de Medicina da USP; Curso de Extensão Universitária em Homeopatia, pela Faculdade Federal de Viçosa; Curso de Perícia Judicial - Método Veronesi (IEDUV); Curso em dermato-funcional nas técnicas de Radiofrequência e Eletrolipólise percutânea.

Cargos e Títulos

Foi idealizador e diretor administrativo da Start - up Portal Casas de Repouso;

Fisioterapeuta Responsável pela reabilitação dos pacientes dos Setores de Gastro-Cirurgia e Gastro-Clínica do HSPE;

Consultor em Gestão em Saúde;

Consultor da AFISIAMSPE (Associação dos Fisioterapeutas do IAMSPE).


Especialidades

04/05/2015 06:00 - Atualizado em 04/12/2016 04:37

Envelhecimento saudável e saúde após os 60 anos

Entenda mais sobre você e aprenda como chegar a esta fase da vida com vitalidade, boa memória e disposição.

POR

Dr. Eduardo Schlithler Bonini

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Antes de você ler a entrevista completa do gerontólogo e fisioterapeuta Eduardo Schlithler Bonini sobre envelhecimento saudável, deleite-se com a interessante introdução que ele faz ao tema ao abordar os termos que costumamos dar à fase depois dos 60 anos. Seja qual for a sua idade, vale demais a leitura na íntegra. Nos faz refletir sobre nosso envelhecimento, que começou desde que saimos da maternidade. Concorda?

 

"Com o aumento da expectativa de vida, associada ao incremento tecnológico em saúde e qualidade de vida, os termos "terceira idade" ou "maturidade" ou "melhor idade" (e por aí vai...) começam a ser questionados. Inclusive, é um questionamento muito comum de ocorrer na minha prática clínica. Porém, existe uma definição legal descrita no estatuto do idoso, na leitura do seu primeiro artigo: "... às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos."

Agora, em termos práticos, este serve apenas como um marco, ou um rótulo para que se determine um limite no processo de envelhecimento.

A partir dos 30 anos, a capacidade funcional do organismo começa a diminuir

Se recorrermos à literatura, a queda de nossa capacidade funcional começa a partir dos 30 anos de idade, sendo que novos estudos estão sendo feitos para apurar melhor esta constatação. Seguindo este raciocínio, então envelhecemos a partir dos 30 anos e não dos 60? Ou começamos a envelhecer a partir do momento em que nascemos? Esta discussão é muito rica, e muito interessante, mas como profissional de saúde digo que não há uma resposta concreta e definitiva de quando começa a terceira idade (a não ser por determinação da lei) ou mesmo quando inicia-se o envelhecimento.

Pergunto com frequência esta questão a meus pacientes e sempre escuto deles que a “melhor idade” era na infância ou quando tinham 20 anos, mas nunca a idade atual. Se pensarmos, o termo "terceira idade" como divisão de etapa de vida, não falamos, quando somos crianças, que estamos na "primeira idade", não é? Falamos infância, adolescência, etc. "Maturidade" é interessante por trazer uma conotação positiva e a ideia de experiência e conhecimento.

Mas seja qual for o termo, o importante ressaltar é de que a seleção dos mais diversos estímulos realizados durante sua vida e o seu foco em ter um envelhecimento saudável vão gerar resultados promissores para você sentir-se mais jovem, em qualquer idade, aumentando seu tempo produtivo de trabalho, melhorando seu tempo com a família, mantendo sua memória, "lucidez" e independência motora.

Acredito que também possa ser de interesse de todos que geriatra é o médico que atende o idoso e gerontólogo é o que estuda envelhecimento.  Espero compartilhar informação que faz bem! Comente, interaja e compartilhe."

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Entrevista:

1. Após os 60 anos, que sinais podem indicar algum problema de saúde a ser investigado?

Primeiramente, é importante esclarecer que existem duas formas de envelhecer. Primeiro pelo processo de envelhecimento natural e o segundo pelo envelhecimento patológico ou com doença. O idoso em seu processo de envelhecimento natural, que chamamos de senescência, pode apresentar alguns sinais e/ou sintomas esperados que devemos ficar atentos para serem trabalhados. O que eu considero mais importante deles é a sarcopenia que nada mais é do que a perda de massa muscular associada a perda de força que levará a um aumento do risco de queda deste idoso.

A perda de massa e força resultará no início de uma redução de perda funcional, se não trabalhada, a consequência pode ser um processo de dependência. Com relação a senilidade (envelhecimento associado a doenças), destaco em sua sazonalidade as doenças respiratórias e os quadros infecciosos como o de ITU (Infecção do Trato Urinário) que podem causar confusão mental inicialmente e não a febre, como o sintoma logo esperado, bom salientar.

 

2. Quais doenças são as mais comuns depois dos 60 anos e suas principais causas?

Das doenças respiratórias, as pneumonias são as campeãs quando realizo meus atendimentos, que podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus ou reações alérgicas. O mais importante é não deixar que este idoso fique suscetível à penetração deste agente infeccioso. A fisioterapia se destaca por melhorar a condição biomecânica do pulmão, intensificando as reações de proteção das vias aéreas. Posso frisar também os pacientes com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) que muitas vezes precisam de suporte ventilatório não invasivo, normalmente fumantes de uma vida toda.

No caso das doenças músculo-esqueléticas, a osteo-artrose está em primeiro lugar nos casos que atendo. Em termos gerais, houve um desgaste importante da articulação (seja do joelho, dos dedos da mão, do quadril, ombro, etc.) e esse paciente apresenta como queixa principal a dor. Com um bom trabalho terapêutico, conseguimos resultados realmente impressionantes quando realizamos o realinhamento desta articulação, evitando ou diminuindo o contato das estruturas que geram lesão. Este tipo de tratamento, denominado conservador, muitas vezes evita o procedimento cirúrgico.

O paciente neurológico mais comum que atendo é o que sofre com consequências de AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou AVE (Acidente Vascular Encefálico). Em sua maioria, são pacientes que conseguem mexer parcialmente um dos lados do corpo, "perna e braço". Este trabalho, quando iniciado logo após o evento, oferece ganhos funcionais extremamente importantes para o paciente, sendo imprescindível o atendimento fisioterapêutico intensivo.

Não entrarei no detalhe da hipertensão e diabetes, que devem ser acompanhadas pelos especialistas e precisam ter um controle permanente.

Por último, a doença do tipo Alzheimer, ou mesmo a maioria das demências deve ser acompanhadas por um gerontólogo. A perda das nossas memórias (sim, existe mais de uma), alteração de comportamento e principalmente o aumento gradual da dependência precisam de acompanhamento terapêutico. É importante ressaltar a importância da intervenção de equipe multiprofissional e a persistência para a minimização dos sintomas, ganho e manutenção de funcionalidade, treino de memória e outras técnicas para a melhora de qualidade de vida. Particularmente, é um paciente extremamente complexo onde tenho grande prazer em realizar atendimento.

Costumo dizer que quando tratamos de um idoso, não tratamos somente do paciente, mas sim de um composto familiar e/ou social que este idoso está inserido, sendo necessário muitas vezes horas para equilibrar este sistema.

 

3. Quais exames são essenciais nesta fase?

Os exames que eu considero necessários para a minha prática clínica variam desde um simples hemograma até exames mais complexos de imagem. Porém, o mais importante é o acompanhamento com os profissionais de saúde e a permanência com os mesmos, que além de analisar exames, vão conseguir reconhecer as particularidades do organismo do paciente. Costumo dizer que os exames são complementares.

Veja todos os exames importantes para acompanhamento da sua saúde em Meus Check-ups

4. Que conselhos dar aos que desejam um envelhecimento saudável?

Dica 1: Não é novidade que a prática de atividade física é importante, mas o que não se diz é o que devemos fazer e como devemos fazer. Nem sempre caminhar é para todo mundo...ou correr...ou andar de bicicleta. A forma da sua "pisada", sua postura, as contrações musculares que você gera, a ordem do seu recrutamento muscular, tudo deve ser adaptado para você;

Dica 2: Faça atividades domésticas e controle financeiro pessoal, principalmente após a aposentadoria. Tanto quanto o treino muscular, o treino de funcionalidades deve ser diário;

Dica 3: Mantenha sua cabeça ativa. Lembre-se do que comeu ontem. Café da manhã, almoço e Jantar. Outro bom exercício para a memória é tentar lembrar das pessoas estavam nos eventos sociais frequentados, o que comeram e o que foi conversado na ocasião;

Dica 4: Exercícios respiratórios melhoram a oxigenação das células do corpo, e acalmam. Para melhorar o desempenho nas atividades de vida diária é preciso respirar com controle. Poucas pessoas sabem, mas quando temos alteração no nosso comportamento postural alteramos também nossa respiração, muitas vezes reduzindo o volume de ar inspirado, aumentando ou diminuindo a frequência respiratória;

Instrutor de Yoga ensina aqui como respirar melhor

Dica 5: Observe e cuide do seu envelhecimento em toda sua vida. Pessoas que chegam em idades mais avançadas com mais reserva funcional tem melhor qualidade de vida. Costumo dizer que quem se esforçou durante a vida para poder perder muito dessa reserva, quando idoso, vai sentir pouco as alterações da senescência.

5. De atividade física para idosos, lembramos logo de hidroginástica e dança de salão. Que outras atividades podem ser indicadas?

Bom, as atividades devem ser personalizadas. Quem nunca gostou de dançar provavelmente não vai querer iniciar só porque está mais velho. Isso não é regra, mas temos que levar em consideração quando indicamos a atividade física. O importante é entender o objetivo da atividade. Sabemos que atividades com resistência (pouca) porém com altas repetições são mais positivas para o combate da perda de massa muscular do idoso do que exercícios com altas cargas ou exercícios se peso algum. Porém, a hidro pode ser mais favorável para idosos com problemas articulares, assim como exercícios aeróbicos para o condicionamento cardiovascular. Aconselho a não se apegar aos rótulos, mas sim se a atividade escolhida trará o benefício esperado para aquela pessoa.

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