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04/03/2016 12:45 - Atualizado em 02/12/2016 03:29

Entenda os critérios de medição do perímetro cefálico

Brasil passou a adotar novo protocolo de notificação de microcefalia.

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Redação

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A partir desta semana, o Ministério da Saúde decidiu alterar o protocolo de notificação da microcefalia no país, passando a seguir os novos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). O que muda são as medidas do perímetro cefálico adotas para reportar casos de recém-nascidos suspeitos da síndrome. Entenda.

medição do perímetro cefálico do bebê

Medição do perímetro cefálico distingue meninos e meninas

Inicialmente, o Ministério da Saúde adotava 33 centímetros como ponto de partida. Em seguida, passou a utilizar os critérios da OMS e começou a notificar como casos suspeitos de microcefalia meninos e meninas com menos de 32 centímetros de perímetro cefálico. Até o dia de hoje, esse ainda é o critério usado.

No entanto, a partir de agora, deverão ser adotados parâmetros distintos de perímetro cefálico entre os gêneros. Passarão, então, a ser notificados como casos suspeitos de microcefalia meninas com circunferência craniana menor que 31,5 centímetros e meninos com medida menor que 31,9 centímetros.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Castro, o que já está notificado vai ser submetido aos exames. “Agora, vamos ter um rigor maior nas novas notificações”, declarou em evento na embaixada da França, onde firmou parceria com o país local para a realização de pesquisas relacionadas ao vírus zika.

Efeitos da microcefalia

A microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça de uma criança é significativamente menor que de outros bebês da mesma idade e sexo. Entre os principais efeitos que a síndrome pode causar, estão problemas no desenvolvimento.

Algumas crianças podem apresentar, também, dificuldades de coordenação e de equilíbrio; nanismo ou baixa estatura, distorções faciais, hiperatividade e retardo mental. Existem casos, porém, em que não há nenhuma sequela e a inteligência e o desenvolvimento dos bebês são normais.

Não há nenhum tratamento para a microcefalia, mas a intervenção precoce com terapias de apoio, tais como fonoterapia e terapia ocupacional, podem ajudar a melhorar o desenvolvimento da criança e a sua qualidade de vida.

Vale lembrar que, além da possível ligação com o zika vírus, a microcefalia pode ser causada também por desnutrição da mãe, abuso de drogas e infecções durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e catapora.

De acordo com o último boletim divulgado, nesta segunda-feira (28), o Ministério da Saúde confirmou 641 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Outras 4.222 ocorrências suspeitas estão sendo investigadas em todo o país.

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microcefalia
zika vírus
medição do crânio
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