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02/07/2015 04:08 - Atualizado em 18/11/2016 02:06

Doença falciforme tem transplante de medula pelo SUS

Opção que pode resultar na cura da doença falciforme passa a ser oferecida gratuitamente no Brasil.

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Redação

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Opção de tratamento e cura para a doença falciforme, o transplante de medula óssea passa a ser oferecido gratuitamente para os brasileiros pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, publicada no Diário Oficial da União de 1º de julho, traz esperança para portadores de uma das patologias hereditárias mais comuns no Brasil. 

Anualmente, são registrados cerca de 3,5 mil novos casos da doença no país. Ela provoca alteração no sangue, podendo gerar anemia e também lesões em vários órgãos. Antes da nova medida, os tratamentos oferecidos pelo SUS incluíam apenas medicamentos e transfusões de sangue.

doenca falciforme

Entenda o que é a doença falciforme

O Ministério da Saúde estima que entre 25 mil e 50 mil pessoas tenham a doença falciforme no Brasil, com altos índices de morbidade e mortalidade precoce. A patologia deforma os glóbulos vermelhos do organismo, que são responsáveis por transportar o oxigênio no sangue, causando má circulação nos pequenos vasos do corpo.

As causas são hereditárias, ou seja, passa dos pais para os filhos. Em torno de 4% a 5% da população brasileira carrega o gene da doença, que mais prevalece em afrodescendentes. Na maioria dos casos, os primeiros sinais aparecem após os seis meses de vida do bebê, sendo o teste do pezinho a principal forma de diagnóstico.

Além da anemia, a doença falciforme também pode provocar olhos amarelados, infecções (como pneumonias e meningites), úlcera de perna (principalmente nos tornozelos), lesões nos órgãos atingidos e crises de dor, mais frequentemente nos ossos ou articulações, no tórax e no abdômen.

O tratamento deve ser feito por toda a vida para controlar os avanços da doença e evitar complicações, que podem levar até mesmo à morte. Pelo SUS, o enfrentamento contempla vacinação, uso regular de ácido fólico, medicamentos para a dor, uso de hidroxiureia e transfusões de sangue de rotina.

Chance de cura para a doença falciforme

O transplante de medula óssea já era oferecido gratuitamente para pacientes com doenças oncohematológicas, como linfomas, leucemias e mielomas. A partir de agora, o procedimento servirá também como opção terapêutica para a doença falciforme.

Ele representa a única chance de cura para a doença e, em alguns casos, a única possibilidade de sobreviver. Com o método, as células prejudicadas são substituídas, evitando que o paciente precise se submeter à transfusões de sangue contínuas, o que também traz riscos à saúde.

A técnica é indicada para pacientes com a doença falciforme em uso de hidroxiureia e que apresentem, pelo menos, uma das seguintes condições:

- Alteração neurológica devido a acidente vascular encefálico

- Alteração neurológica que persista por mais de 24 horas ou alteração de exame de imagem

- Doença cerebrovascular associada à doença falciforme, com mais de duas crises vasoclusivas (inclusive Síndrome Torácica Aguda) graves no último ano

- Mais de um episódio de priapismo (ereção involuntária e dolorosa)

- Presença de mais de dois anticorpos em pacientes sob hipertransfusão

- Osteonecrose em mais de uma articulação.

O transplante de células-tronco hematopoéticas é feito entre parentes a partir da medula óssea, de sangue periférico ou de sangue de cordão umbilical.

O que achou da novidade para o tratamento da doença falciforme? Deixe um comentário! E se mantenha ligado nas dicas de saúde do Vivo Mais Saudável.

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transplante de medula
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