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18/01/2015 04:34 - Atualizado em 04/12/2016 09:29

Doença cardíaca isquêmica é a que mais mata no Brasil

Líder de óbitos no país, doença cardíaca isquêmica pode ser prevenida com dieta e exercícios.

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Redação

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Caracterizada pela redução da passagem do sangue pelas artérias do coração, a doença cardíaca isquêmica é causada pelo acúmulo de placas de gordura no fluxo arterial. Provocando um entupimento, essa substância acumulada pode romper os vasos, que culminam em angina ou infarto se o problema não for corretamente tratado.

No Brasil, apenas em 2013, segundo estudo publicado pelo periódico The Lancet (Reino Unido), a doença foi responsável por 182.560 mortes, sendo a maior incidência em pessoas com mais de 70 anos. É a principal causa de óbitos no país, segundo o levantamento.

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Variações da doença cardíaca isquêmica

O diagnóstico da doença cardíaca isquêmica pode ser dado de modo diferente, dependendo da apresentação dos sintomas do paciente. Ela pode se manifestar através de três formas principais. Confira:

Isquemia silenciosa

Essa forma da doença pode não ter sintomas e, geralmente, afeta a pessoa quando ela está descansando, deitada, sentada ou dormindo. Costuma ser diagnosticada durante os exames preventivos de rotina.

Isquemia cardíaca transitória

Identificada através de uma dor no peito, ela se manifesta em condições de estresse físico ou emocional e reduz quando a pessoa está em repouso. Aparece mais em mulheres jovens.

Isquemia cardíaca crônica

A forma mais grave da doença cardíaca isquêmica se caracteriza pelas placas de gordura que se acumulam dentro das artérias. O principal sintoma é a dor no peito durante esforço físico que, conforme vai se agravando, passa a aparecer inclusive nos momentos de repouso.

Possíveis causas da doença cardíaca isquêmica

A presença de outras patologias é a principal causa da isquemia no coração. Entre elas, estão:

- Embolia coronariana

- Sífilis

- Espasmo coronário

- Hipertrofia ventricular no lado esquerdo

- Diabetes mellitus

- Estenose aórtica

- Doença de Takayasu

- Tireotoxicose

- Síndrome X

- Poliarterite nodosa

- Lúpus eritematoso sistêmico

- Hipercoagulabilidade

- Aterosclerose.

Como prevenir e tratar

Como forma de prevenir a doença cardíaca isquêmica, deve-se evitar a incidência da doença aterosclerótica, que consiste no rompimento das placas que se formam dentro dos vasos sanguíneos.

Através de alimentação equilibrada, pouca ingestão de gordura e açúcar, manutenção de um peso adequado, combinada da prática constante e regular de exercícios físicos, é possível reduzir a presença da isquemia no coração.

A manifestação da doença cardíaca isquêmica depende de sua variação. No entanto, ela pode aparecer através de sintomas mais gerais, como pressão no peito, palpitações no coração, falta de ar, insuficiência respiratória, enjoos, sudorese fria, palidez, dores na região do peito, nuca, ombros, queixo e braços.

Depois de diagnosticada, a doença pode ser tratada com medicamentos beta-bloqueadores (que reduzem os batimentos do coração), estatinas (para diminuir as placas de gordura), antiplaquetários (que evitam a formação de coágulos do sangue e o rompimento das placas) e nitratos (para dilatar os vasos). Porém, esses remédios somente devem ser administrados com acompanhamento do médico cardiologista.

Se o tratamento medicamentoso não resolver, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, principalmente nos casos mais graves. Colesterol, pressão alta, sedentarismo, diabetes, ansiedade, depressão e vícios (como álcool e cigarro) podem ser agravantes para a doença. As opções de cirurgia, nesse caso, são a angioplastia coronária e a revascularização do miocárdio.

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