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03/11/2015 09:05 - Atualizado em 05/12/2016 03:33

DMRI causa perda progressiva da visão

A doença atinge a região central do olho e é mais comum a partir dos 65 anos de idade.

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Redação

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A DMRI, como é conhecida a Degeneração Macular Relacionada à Idade, é uma doença que afeta a região central da retina e causa, pouco a pouco, a perda de qualidade da visão. Por afetar especialmente a região central do olho (mácula), dificulta desde a capacidade de leitura e de ver televisão até o reconhecimento do rosto das pessoas.

Como surge a DMRI

Conforme explica Carlos Augusto Moreira Júnior, especialista em retina e professor de oftalmologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a principal causa da degeneração é a idade avançada, que provoca a perda de vitalidade das células da retina.

olho de idoso com DMRI

Também vale lembrar que existe a influência de uma herança genética importante. Nas famílias em que a doença esteja presente, por exemplo, são maiores as chances de várias pessoas serem afetadas após os 65 anos de idade.

A predisposição em adquirir a DMRI também é maior entre aqueles que possuem pele clara, olhos azuis ou verdes e se expõem de maneira excessiva à radiação solar. Há ainda indícios de que o tabagismo e as dietas ricas em gorduras também possam aumentar os riscos de incidência.

Não é à toa que os principais cuidados indicados para a prevenção da doença são a alimentação saudável e balanceada, o uso de óculos escuros, especialmente nos dias mais ensolarados, e ainda a realização periódica de exames.

Não há cura para a doença

Um dos principais problemas da Degeneração Macular Relacionada à Idade é que ela ainda não conta com uma cura, apenas tratamento. Ou seja, existe a possibilidade de controle na fase aguda, mas os efeitos podem voltar a progredir.

Assim, o paciente precisa ser acompanhado por um oftalmologista especializado em retina de maneira constante para não dar brecha a novas crises e à intensificação do quadro.

“O tratamento da DMRI está fundamentalmente baseado em tratar as fases iniciais da doença. Quando o paciente procura o médico em fases muito avançadas, fica muito mais difícil tratar e os resultados podem deixar de ser satisfatórios”, alerta Moreira.

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Como existem dois tipos da degeneração, a atrófica e a úmida, também pode ser necessário o uso de medicamentos, além de cuidados específicos.

Para a primeira, são utilizados antioxidantes, responsáveis por retardar a progressão da doença. Também é possível contar com o auxílio de óculos especiais, que permitem que o paciente volte a conseguir ler.

Já para a segunda, costumam ser oferecidos antiangiogênicos, soluções terapêuticas que ainda estão em fase de investigação clínica. As substâncias são administradas a partir de injeções intraoculares.

“Essas injeções impedem o crescimento dos neovasos e, consequentemente, o aparecimento de edema e sangramento na retina, melhorando significativamente a visão do paciente”, esclarece o oftalmologista.

Você conhece alguém que tenha DMRI? Deixe um comentário. E aproveite ainda para conferir outras dicas de saúde que o Vivo Mais Saudável traz para você.

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