ADJ Diabetes Brasil

ESPECIALIDADE

Diabetes

ONDE ATENDE

Rua Padre Antonio Tomas, 213 - Água Branca - São Paulo/ SP

ADJ Diabetes Brasil

Apresentação

Entidade não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1980, que promove educação em diabetes buscando conscientizar e informar pessoas com qualquer tipo de diabetes e de qualquer faixa etária, seus familiares, profissionais de saúde e comunidade.

O que Trata

Atividades e serviços:

ADJJur – orientação jurídica em diabetes

Arte terapia

Assistência Farmacêutica

Atendimento Individual de Enfermagem

Atendimento Individual de Nutrição

Atendimento de Nutrição Preventivo para diabetes tipo 2

Atendimento Individual de Psicologia

Atividade física - atendimento e orientação

Avaliação e Orientação Odontológica

Café com o Doutor

Dia a dia com diabetes para os tipos 1 e 2

Entrevista Inicial

Grupo de Adultos

Grupo de Jovens

Grupo de psicologia para crianças e pais (de 3 a 6 anos e de 7 a 11 anos)

Mapas de conversação em diabetes

Palestra de Contagem de Carboidratos

Palestras Educativas

Palestra sobre Bomba de Infusão de Insulina

Podologia

Testes de Glicemia

Acampamento de Férias para Crianças e Jovens com Diabetes

Campanhas de Prevenção do Diabetes

Aprimoramento para Farmacêuticos

Curso de Qualificação para Profissionais de Saúde

Formação Acadêmica

Equipe multidisciplinar formada por psicólogos, nutricionistas, enfermeiras, farmacêutica, professores de atividade física, podóloga, odontologista, assistente social e voluntários.

Cargos e Títulos

Para a realização de seu trabalho, a ADJ conta com o apoio de entidades como a Federação Internacional de Diabetes – IDF, a Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD, associações de diabetes filiadas, entidades de outras patologias e o patrocínio de empresas parceiras.

Se sua dúvida for escolhida, ela vira artigo aqui no portal e ajuda milhares de pessoas.

Especialidades

10/11/2014 06:00 - Atualizado em 09/12/2016 08:16

Diabetes e Gestação: Cuidados garantem tranquilidade

A Associação de Diabetes Juvenil explica tudo o que você precisa saber sobre diabetes e gravidez.

POR

ADJ Diabetes Brasil

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A diabetes gestacional e a diabetes do tipo 2 podem ser prevenidas com hábitos saudáveis. A famosa dupla: alimentação balanceada e prática de atividades físicas têm grande importância, inclusive, para as gestantes. Faça o pré-natal corretamente e não descuide das taxas de açúcar.  

"Meu filho terá problemas porque fiquei com diabetes na gravidez?"

"Será que por ter diabetes minha filha não poderá ser mãe?"

"Que risco envolve a gestação e diabetes?"

Essas são algumas das dúvidas frequentes que diariamente temos que esclarecer quando estamos diante da situação de diabetes e gestação. A Dra. Denise Reis Franco, endocrinologista e diretora da ADJ, esclarece dúvidas sobre causas, cuidados e tratamentos.

Na gravidez, duas situações relacionadas com o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes engravida e o diabetes gestacional.

O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece pela primeira vez na gravidez.

Durante a gestação a placenta produz hormônios que são importantes para o desenvolvimento do feto, mas estes podem provocar no organismo materno uma situação de dificuldade à ação da insulina que chamamos de resistência à insulina. A maioria das mulheres não apresenta dificuldade em reagir a essa resistência, entretanto algumas mulheres podem apresentar uma resistência mais exagerada e desenvolverem o diabetes gestacional. Este costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de gravidez, quando a placenta começa a produzir grandes quantidades de hormônios. Por esse motivo os obstetras realizam nesse período exames para detecção do diabetes gestacional.

Você corre o risco de desenvolver diabetes? Faça o teste e descubra.

Quais são as pacientes que têm maior risco de desenvolver diabetes gestacional?

- Idade acima de 25 anos;

- Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;

- Deposição central excessiva de gordura corporal (gordura em excesso no tronco);

- História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau;

- Baixa altura (1,50m);

- Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;

- Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê) ou de diabetes gestacional.

Sua mente ajuda ou atrapalha seu bem-estar? Descubra agora!

Como se faz o diagnóstico?

Durante o pré-natal seu obstetra irá solicitar o exame de glicemia em jejum no momento da primeira consulta e seguirá a rotina de investigação solicitando os exames necessários. Por isso é muito importante realizar o pré-natal desde o início da gestação.

Uma vez diagnosticado, o tratamento inicial está baseado em um plano alimentar adequado, idealmente orientado por nutricionista e associado à atividade física. Se em um período de poucas semanas o resultado não ocorre com melhora da glicemia, como a medicação oral não está aprovada para uso na gestação, iniciamos a terapia com insulina.

Indicamos insulina quando a glicemia em jejum está acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 120 mg/dl. O médico indicará o melhor momento para iniciar a insulina.
O controle da glicemia durante a gestação é bem mais rígido e serão estabelecidas as metas para controle durante esse período. É importante a monitorização da glicemia frequentemente através das fitas reagentes utilizando os aparelhos para medir a glicemia (glicosímetros).

No final da gravidez, seu médico solicitará com maior frequência exames para avaliar como está o bebê.

Ao longo da gravidez, a gestante deve aderir ao plano alimentar, realizar as ultrassonografias de controle fetal e realizar os testes com o glicosímetro quatro vezes ao dia. É importante o comprometimento com o controle de peso, da pressão arterial, de possíveis infecções urinárias e a vigilância ostensiva em relação a possibilidade de toxemia da gravidez. A aderência ao tratamento e o bom acompanhamento durante a gestação reduzirá o risco de nascimento de bebês grandes (macrossômicos) e de complicações no pré e intra parto.

A mãe deve permanecer estimulada para o controle e aderência ao tratamento e acreditar que tudo irá correr bem. A gestante não deve se sentir culpada pelo diabetes ou imaginar durante o tempo da gestação que seu filho terá problemas. O acompanhamento, principalmente por uma equipe interdisciplinar, facilitará a boa evolução da gestação.

Acredita-se que o diabetes gestacional e o diabetes tipo 2 possam ter genes semelhantes envolvidos. Mulheres que tiveram diabetes gestacional estão mais predispostas a desenvolverem diabetes tipo 2. Portanto, toda mulher que teve diabetes gestacional deve sempre ter sua glicemia avaliada após 6 semanas do parto e seguida ao longo da vida.

Saiba o peso ideal para sua estrutura corporal.

Neste momento você deve estar se perguntando:

"Mas o que uma mulher com diabetes antes da gestação deve fazer de diferente daquela que engravidou e ficou com diabetes?"

Uma das etapas importantes de alguém que quer engravidar e tem diabetes é realizar o planejamento da gravidez. As malformações que podem acontecer nos filhos de mães diabéticas afetam órgãos que se formam nas oito primeiras semanas de vida intra-uterina. Muitas vezes a mulher nem sabe que está grávida nessa ocasião. Daí a importância de programar a gestação pelo menos 6 meses antes. Esse é o momento para intensificar a monitorização da glicemia, realizar os ajustes da terapia e, principalmente abaixar as médias das glicemias procurando iniciar a gestação com valores de hemoglobina glicada inferiores a 7%. Além disso, é importante rastrear se já existe alguma complicação decorrente do diabetes.

Há uma necessidade de acompanhamento mais de perto do fundo de olho e também da função renal durante toda a gestação e, por isso temos que avaliar antes da gravidez a condição prévia. Entretanto, se a paciente descobriu a gravidez já no segundo mês, não há motivo para desespero. O medo e apreensão dificultam o controle. Nesse caso, procure o médico imediatamente e siga à risca o tratamento. Ter confiança que tudo dará certo é essencial e a aderência as orientações facilitarão a boa evolução da gestação.


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